sábado, dezembro 31

Passagem de Ano em Toledo


Passar o ano é sempre uma data, para nós relevante.
Poder estar numa bela cidade, com quem mais se ama, é o que de melhor se pode desejar. Bom ano.

De Toledo, boas entradas para todos...

segunda-feira, dezembro 5

Bonecas Russas


Filme de Cédric Klapisch. Bem realizado. Bonito. Passado em várias belas cidades. Paris, Londres, São Petersburgo, Moscovo, Barcelona. Onde podemos apreciar várias belas mulheres.
Não é um filme para intelectuais. Apesar de ter escritores. Fala de amor e de como este, muitas vezes, se esconde atrás do desejo.
Xavier, a personagem central do filme, encontra-se a chegar à "idade da razão", que está a chegar perigosamente tarde (até Sartre se espantaria).
Pretenso jovem talento da escrita tenta sobreviver dela. Na velocidade da vida persiste em tentar acelerar para não parar. Corre de trabalho em trabalho, de mulher em mulher, na tentativa de fugir ao essencial. A verdadeira escrita e o verdadeiro amor.
Viver no limbo de não se comprometer pode não trazer o inferno mas de certeza que nos afasta do céu.
Por fim resolve parar em Londres para escrever e amar. Descoberto o amor com Wendy - Kelly Reilly – também nós estamos convencidos ter descoberto uma nova diva. O tempo o dirá.

quarta-feira, novembro 23

Temos Mestre

Hoje na


Universidade Técnica de Lisboa no
Instituto Superior Técnico a



Prova de Mestrado em Urbanística e Gestão do Território do

Candidato: Paulo Jorge da Silva Pisco com o

Título da Dissertação:
"A Escola como Factor Organizador do Espaço Urbano
o contexto das capitais de distrito".



na Data: 23 de Novembro de 2005 (4ª Feira)

pelas 10h00 horas com a

Orientadora Científica: Profª. Ana Tostões

Co-orientador Científico: Prof. Jorge Silva

Local: Anfiteatro PA-3 (Edifício de Pós-Graduação)

Av. Rovisco Pais

1049 - 001 Lisboa

passei mais uma bela experiência na minha vida académica.
Defendi a minha dissertação.
E temos Mestre.





quinta-feira, novembro 10

Como dizer o silêncio?


Se em folhagem de poema
me catais anacolutos
é vossa a fraude. A gema
não desce a sons prostitutos.
O saltério, diletante,
fere a Musa com um jasmim?
Só daí para diante
da busca estará o fim.
Aberta a porta selada,
sou pensada já não penso.
Se a Musa fica calada
como dizer o silêncio?
Atirar pérola a porco?
Não me queimo na parábola.
Em mãos que brincam com o fogo
é que eu não ponho a espada.
Dos confins, o peristilo
calo com pontas de fogo,
e desse casto sigilo
versos são só desafogo.
E também para que me lembrem
deixo-os no mercado negro,
que neles glórias se vendem
e eu não sou só desapego.
Raiz de Deus entre os dentes,
aí, pára a transmissão.
Ultra-sons dessas nascentes
só aves entenderão.

Natália Correia

terça-feira, novembro 8

Culpa porquê?

Será o que se está a passar em França responsabilidade dos acolhem estes imigrantes à procura das condições de vida que não têm nos seus territórios de origem e porquê?

Muitas teorias se argumentam sobre este tipo de fenómenos. Começam por ser “desculpabilizantes” em relação a quem pratica estes actos criminosos. Sim, porque a ofensa à propriedade é sempre um crime (e não só quando é a nossa). Mas, rapidamente - mesmo no meio “intelectual” e comunicacional dominante - este sentimento se irá transformar em revolta contra quem agride.

Existe infelizmente entre “nós” (ocidentais essencialmente europeus e norte americanos) uma ideia de culpa, ou de má consciência, porque vivemos – materialmente – melhor que os “outros”. Sejam eles os que vivem desgraçadamente nos seus países, sejam os que vivem pior do que nós, nos nossos próprios países.

O problema do “estrangeiro” sempre existiu ao longo da história. E sempre foi tratado com algum cuidado. O que não existia era a dúvida e a culpa, por parte de quem acolhia esses “estrangeiros”.

A nossa falta de valores dominantes, actualmente, não nos permite agir com a firmeza necessária, porque duvidamos deles e sentimos remorsos quando algo não corre de forma tão “correcta” como desejávamos. E deixamos, pela culpa, arrastar situações que deviam ter resposta firme.

Até quando? Quando o sentimento de revolta se generalizar, entre os “nacionais” contra os “estrangeiros”. Ai vamos ver destruída o “falso verniz” que tem coberto ou iludido, boa parte da nossa cultura dominante.

A ambiguidade no tratamento do estrangeiro tem trazido mais malefícios que benefícios. Uma posição mais clara, mesmo que mais exigente geraria menos confusão acerca do seu papel na nossa sociedade. Fingir que somos iguais, sem o ser, trás muito mais problemas. Eles estão à vista.

A culpa não é boa conselheira. Temos que saber o que defendemos e agir com clareza. Teremos sempre que escolher o mal menor. E teremos sempre dissabores, mesmo escolhendo o que é melhor para nós.

P.s.- Sempre suspeitamos que se o 11 de Setembro tivesse sido em Paris, teria existido uma reacção “sanguínea” em relação às comunidades muçulmanas em França.
Estar em guerra, não significa, necessariamente, estar a combater outro país, pode apenas significar estar a combater por aquilo que acreditamos, mesmo que no nosso país…

quinta-feira, novembro 3

Boas notícias




Setúbal vai receber, em 2009, o 5.º Congresso do Clube das Mais Belas Baías do Mundo.

A visão estratégica pode compensar. Desde que associada à persistência.

Agora vamos ver o que se fará por esta baía e respectiva cidade até 2009? Este pode ser um bom pretexto para mudar a face à cidade.

Educação Sexual na Escola

“Um relatório da comissão coordenada pelo psiquiatra Daniel Sampaio, apresentado hoje ao Ministério da Educação, conclui que as escolas do ensino básico e secundário devem revitalizar os seus currículos sobre educação para a saúde, incluindo a educação sexual, em vez de criarem um nova disciplina.”

“Além da revitalização dos currículos, propõe-se que as escolas e agrupamentos escolares aproveitem as áreas não disciplinares, como Área de Projecto e Estudo Acompanhado, para também abordarem a questão da educação para a saúde.”


In Público on-line -3/11/05

Nota positiva para a recomendação desta comissão de não criar uma nova disciplina para leccionar Educação Sexual (ES) nas escolas. Aproveitar melhor as disciplinas que já existem para promoverem a ES e a “educação para a saúde” é puro bom senso.

terça-feira, novembro 1

250 Anos depois

O terramoto continua a deixar-nos perplexos.
Vontade de antever o futuro?
Mas afinal o que alimenta a História senão esse inexplicável desejo de compreender... o futuro.



Colecção Jan Kozak (Terramoto de Lisboa de 1755)Gravura de 1793, mostrando o salvamento de mulheres e crianças

sábado, outubro 29

Temporal em Setúbal

Depois do temporal que deixou Setúbal novamente inundada – o que sempre acontece quando uma grande quantidade de chuva se concentra num pequeno espaço de tempo e com este, coincide a maré-alta – velhos problemas persistem sem novas soluções.

O Vitória de Setúbal está a tentar encontrar uma solução para a sua difícil situação financeira. Esta deriva de uma divida que não tem garantias de ser paga, porque a “garantia de pagamento está posta em causa.

A mudança de estádio para o Vale da Rosa devia estar a acontecer agora mas, como diz o ditado, “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”. A “utilidade pública” do Plano de Pormenor do Vale da Rosa, dado à pressa eleitoral de 2001, não parece conseguir fazer aprovar o dito “Plano” em Conselho de Ministros.

O que vai fazendo agravar a divida dia a dia, porque o rendimento esperado com a renda do espaço comercial a localizar no actual Estádio do Bonfim, com a mudança para o novo estádio no Vale da Rosa, nunca mais chega.

Interessante é o facto do actual Primeiro Ministro ter sido cúmplice, enquanto Ministro do Ambiente, desta “embrulhada” e actualmente não se dar ao trabalho de a desembrulhar, aprovando o Plano, pois é apenas do Conselho de Ministros que depende a sua aprovação final.

O silêncio da actual Governadora Civil de Setúbal, Arquitecta Teresa Almeida – em 2001 vereadora do Urbanismo na Câmara Municipal de Setúbal – não deixa de ser revelador de que esta embrulhada, parece não ter (bom) fim à vista.

Com esta situação e apesar de sermos críticos em relação a todo este processo – falaremos dele um dia destes – não deixa de ser lamentável ver o VFC nesta situação. Mais um símbolo da cidade arrastado neste temporal.

Com o temporal também fechou, ainda que provisoriamente, uma escola que se tornou definitivamente provisória. A Escola Ana de Castro Osório, na Bela Vista. A sua falta de condições é tão gritante que só vendo. Mas infelizmente a educação dos sem educação parece ficar apenas nas intenções. E no subsídio dado às famílias. E nas instituições que por lá vão ganhando a vida, sem mudar a vida dos que por lá vivem.

Apostar num ensino de qualidade, para além do desmantelamento do “gueto” em que se transformou aquela zona, parecem-nos ser as únicas verdadeiras apostas num futuro diferente para aquelas populações. Mas aquela escola continua a cair, e com ela a esperança numa mudança positiva de vida, por parte dos que a frequentam.

O temporal parece estar a evidenciar alguns aspectos que têm que mudar em Setúbal. Será ele um sinal de boa mudança ou ficará apenas por mais um lamento na boca das suas gentes?

quinta-feira, outubro 27

Temporal


Gostamos de chuva. Apesar de … quando ela vem, ser preferível vê-la no conforto do lar.

quarta-feira, outubro 26

Pobres ex-combatentes ou apenas pobres?


O ministro da defesa, Luís Amado, diz não ter dinheiro para pagar a reforma a todos os ex-combatentes do ultramar. A ser verdade, e hoje dizer que o estado não tem dinheiro é uma banalidade que ninguém põe em causa, o ministro devia pura e simplesmente acabar com mais esta “despesa”.

Esta "reforma" criada por Paulo Portas, ainda no governo de Durão Barroso, como uma forma de dignificar estes servos da pátria que não tinham sido justamente tratados por terem estado do lado errado da história. Era a visão dos pobres ex-combatentes. Discutivel mas compreensível.

Estar em desacordo com esta medida ou achar que este dinheiro faz falta para outras prioridades é defensável e até poderá ter apoiantes. Agora prolongar esta dificuldade “orçamental” diminuindo-a e dando-lhe um carácter de rendimento complementar aos ex-combatentes pobres é uma típica resposta socialista. Do tipo “nós somos porreiros mas como não temos dinheiro vamos só ajudar os que mais precisam”. Discutivel e incompreensível.

Então mas esta medida não era uma forma de compensar quem deu o “corpo” aquela causa, honrando a Pátria, com este gesto, o papel que tiveram? Se assim era ou há para todos ou não há para nenhum. Em caso de serviços à Pátria não existem pobres nem ricos. Existem homens ou mulheres que o fizeram.

Ao tornar esta questão num “rendimento mínimo” aos ex-combatentes o governo não resolve nenhum problema e acaba por criar dois:

Primeiro desvirtua o carácter da medida criando uma situação injusta para os que não recebem.

Em segundo vai tornar esta descriminação positiva por serviços prestados, em mais um subsídio complementar de reforma aos pobres que estiveram na “guerra do ultramar” a que dificilmente se conseguirá por cobro.

domingo, outubro 23

Quem o poderá fazer?


António Barreto (AB), hoje no público, escreve "para que serve um Presidente". O Artigo analisa de uma forma clara e sintética as experiências do passado presidencial, no Estado Novo e em Democracia.

È, no entanto, sobre a nossa situação presente que este coloca diversas questões com grande pertinência:

Primeiro coloca como relevante para o nosso futuro próximo esta eleição onde “a verdade é que a sua importância depende exclusivamente do futuro eleito.”Ou seja daquilo que verdadeiramente o próximo presidente vier a fazer.

Segundo que o país necessita de “ver introduzidos na vida pública dois princípios: o da autoridade e o da honestidade”. Se não for de forma livre e democrática, será mais tarde ainda que de outra forma. O próximo presidente pode para isso contribuir.

Terceiro o actual figurino constitucional permite conseguir mudar considerando AB que “discussão sobre os poderes do Presidente continua. Conformada, quase toda a gente aceita que aquele nada pode fazer. É mentira. Se for livre e quiser, o Presidente tem meios ao seu alcance.” Descrevendo de seguida a enorme quantidade de mecanismos disponíveis. Porque nos parece que a discussão da mudança dos poderes só servirá para nada se fazer, julgamos útil não a introduzir no debate, até porque ela só vai servir para tentar “entalar” o candidato melhor colocado.

Sobre tudo isto não podíamos estar mais de acordo. O que faltou dizer foi, quem o poderá fazer? Qual dos candidatos estará disponível para o fazer, face às condições politicas actuais?
E aqui, suspeitamos que, tal como nós, AB também já saiba. Apenas ainda não o quis dizer de forma clara. Ainda...

Rankings escolares 2

Mais uma vez ai estão os Rankings escolares. Cada vez mais "normalizados", felizmente. E como se previa mais um factor a ter em conta, no meio de tantos outros que nos fazem "avaliar uma instituição" neste caso uma escola.
No entanto parece que continuam a existir alguns perigos onde menos se esperavam. Ver aqui o debate em torno desta questão que ,esparamos, não volte para trás.

Maneirismos 8

Lucian Freud

Reflection (self portrait)
1985

quinta-feira, outubro 20

Cavaco Silva

apresentou a sua candidatura. Os próximos meses irão trazer algo de novo? Não sabemos. Mas um discurso pela positiva, sem promessas e cheio de realismo, vindo de alguém com autoridade para o fazer já fazia falta.