Homenagem à mais pequena fotografa da casa.
terça-feira, janeiro 31
Prós e Contras
Não sei explicar bem porquê mas aquela atitude constante de tentar salvar o mundo – neste caso, o país – por parte deste programa já começa a ser um pouco cansativa. Não sei se são os temas, sempre em torno do mesmo, especialmente nas últimas semanas, ou se será o modelo que começa a esgotar? De qualquer maneira estamos, em relação a este, cada vez mais do contra…
domingo, janeiro 29
Neve

Estar em casa num dia de chuva de domingo e decidir ir procurar a neve. Foi o que fizemos. Dispostos a ir até onde ela estivesse, a família, cá de casa, decidiu arrancar. Bastou chegar ao Alentejo – vindos de Setúbal – ainda antes de Vendas Novas, as bátegas de água transformaram-se em flocos. Lindo. De uma emoção indescritível. Depois fomos comer bifanas, como só no “Boa Vista”.
Mais tarde soubemos que também Setúbal via neve. Mas valeu a pena sair pois um nevão com manto de neve, por cá, não é todos os dias.
A natureza ainda nos surpreende.
A árvore & floresta
Alberto Monteiro
Não convém confundir a árvore com a floresta. É sempre um erro, nem que seja apenas de perspectiva.
quarta-feira, janeiro 25
Sobre o amor à segunda vista
Num tempo sem tempo para nada, vale a pena ler o que a pensata de João Pereira Coutinho escreve sobre "Orgulho e Preconceito", o livro que Jane Austen publicou em 1813.
O Amor não é superficial, cultiva-se. Não existe amor à primeira vista.
segunda-feira, janeiro 23
Sossego
Finalmente acabou. A campanha- com a pré-campanha- já ia longa.Uma massada.
Agora falta fazer o mais difícil. Mudar o país, de preferência para melhor. Os próximos anos, sem actos eleitorais, podem-nos deixar a todos trabalhar. Em sossego e sem distracções.
Bom trabalho.
Bom trabalho.
domingo, janeiro 22
Match Point

O novo filme de Woody Allen não nos encantou. É um filme bem realizado com uma bela fotografia mas com um argumento ultra previsível e um pouco “despropositado” – especialmente no crime passional que está definitivamente fora deste tempo por aquelas razões.
Salva-se Scarlett Johansson. Mais uma nova diva.
Para o indispensável contraditório ver Hollywood.
sábado, janeiro 21
As Presidenciais
Sobre o que se passou até agora e as consequências do próximo domingo dia 22 entendemos dizer o seguinte:
Soares, não resistiu à sua própria impulsividade e resolveu tentar evitar o “passeio na avenida” – pelo qual parece estar prestes a ser atropelado – antevisto por si, a Alegre em plena época estival. Na nossa modesta opinião, este velho leão a quem tanto devemos – a democracia de tipo ocidental e a entrada na Comunidade Europeia, não são coisa pouca – não resistiu ao seu grande ego e à derradeira tentativa de manter o seu poder e a sua confortável e tradicional influência. Com estas eleições perde tudo. Só não perde a sua dimensão Épica. Um guerreiro morre sempre no campo de batalha. O lugar de “senador” ou observador não pertence a este género. Sem querer, Soares perde o PS e o que a partir dai pensou assegurar, mas ganha um final tragicamente humano indispensável à sua derradeira consagração histórica.
Alegre com todo o seu brilho aristocrático e encanto marialva, não conseguiu mais do que confirmar e difundir seu próprio ego mascarado de “cidadania” e “patriotismo” romântico. Leva consigo, o prazer íntimo, de ter derrotado o seu próprio “aparelho” e o seu velho companheiro de tantas lutas. Não é muito, mas para si próprio, pode ser um bom epitáfio político.
Louçã parece cada vez mais a sua própria caricatura. O que poderá vir a seguir. Garcia Pereira é já o “jurássico” do PREC. Louçã ficará como o arauto da esquerda pós moderna ciclicamente reciclada com temas cada vez menos fracturantes e interessantes.
Jerónimo de Sousa é o reencontro do partido proletário consigo próprio. Longe da “aura” mítica e distante de Cunhal, este operário representa o comunismo de rosto humano. O seu último reduto, até ao último óbito.
Cavaco sem muita expectativa mas com muito profissionalismo – técnico ou politico - leva o seu objectivo a bom porto. Ganhar estas eleições e permitir ao país a possibilidade de mudar para melhor. No seu ponto de vista está claro. Pensamos que irá conseguir passar à primeira. E se for isto a acontecer Sócrates terá condições para governar mais quatro anos. A não ser que voluntariamente desista ou fuja. O que parece ter virado moda nos últimos primeiros deste país. No entanto, a teimosia mal disposta do actual não o prognostica.
Sócrates parece ser – se assim o entender – o grande vencedor desta batalha. Consegue de uma única assentada matar dois coelhos. Ao promover Soares a candidato perdedor oficial sem permitir que Alegre o fosse destrói os seus únicos adversários internos e as suas respectivas “famílias” politicas. Há quem pense que isso vai dar muitos problemas ao PS pós presidenciais. Mera exaltação de espíritos havidos de drama. Sócrates continuará a governar tranquilamente, agora firme e seguro na estabilidade, promovida a valor presidencial, por Cavaco em Belém. Mudar Portugal com estabilidade politica é o único fermento ideológico de Cavaco.
Desenganem-se os que pensam serem outros os seus propósitos ou outras as consequências deste acto eleitoral.
Bom domingo.
Alegre com todo o seu brilho aristocrático e encanto marialva, não conseguiu mais do que confirmar e difundir seu próprio ego mascarado de “cidadania” e “patriotismo” romântico. Leva consigo, o prazer íntimo, de ter derrotado o seu próprio “aparelho” e o seu velho companheiro de tantas lutas. Não é muito, mas para si próprio, pode ser um bom epitáfio político.
Louçã parece cada vez mais a sua própria caricatura. O que poderá vir a seguir. Garcia Pereira é já o “jurássico” do PREC. Louçã ficará como o arauto da esquerda pós moderna ciclicamente reciclada com temas cada vez menos fracturantes e interessantes.
Jerónimo de Sousa é o reencontro do partido proletário consigo próprio. Longe da “aura” mítica e distante de Cunhal, este operário representa o comunismo de rosto humano. O seu último reduto, até ao último óbito.
Cavaco sem muita expectativa mas com muito profissionalismo – técnico ou politico - leva o seu objectivo a bom porto. Ganhar estas eleições e permitir ao país a possibilidade de mudar para melhor. No seu ponto de vista está claro. Pensamos que irá conseguir passar à primeira. E se for isto a acontecer Sócrates terá condições para governar mais quatro anos. A não ser que voluntariamente desista ou fuja. O que parece ter virado moda nos últimos primeiros deste país. No entanto, a teimosia mal disposta do actual não o prognostica.
Sócrates parece ser – se assim o entender – o grande vencedor desta batalha. Consegue de uma única assentada matar dois coelhos. Ao promover Soares a candidato perdedor oficial sem permitir que Alegre o fosse destrói os seus únicos adversários internos e as suas respectivas “famílias” politicas. Há quem pense que isso vai dar muitos problemas ao PS pós presidenciais. Mera exaltação de espíritos havidos de drama. Sócrates continuará a governar tranquilamente, agora firme e seguro na estabilidade, promovida a valor presidencial, por Cavaco em Belém. Mudar Portugal com estabilidade politica é o único fermento ideológico de Cavaco.
Desenganem-se os que pensam serem outros os seus propósitos ou outras as consequências deste acto eleitoral.
Bom domingo.
terça-feira, janeiro 10
O Plano do Vale da Rosa foi chumbado pelo Ministro do Ambiente.
Este chumbo do ministo, apesar de voltar a adiar o futuro de Setúbal, pode trazer a oportunidade "redesenhar" um mau plano e permitir discutir o futuro da cidade sem os constrangimentos de outrora. Será?
Em fínais de 2002 escreviamos este texto como proposta de intervensão da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Setúbal, que continuamos, no essencial, a concordar ainda hoje em quase todos os seus aspectos.
"Esboço de intervenção
A Aprovação do Plano de Pormenor do Vale da Rosa é, em nosso entender, uma questão politica essencial para o futuro da cidade. O orçamento é um instrumento chave para compreender as prioridades politicas desta Câmara. Consideramos que a gestão de algumas matérias, como a presente, se revestem de uma dimensão tal, que são incontornáveis para aferir da qualidade politica e visão estratégica deste executivo. Assim consideramos a aprovação deste plano tão relevante quanto a do orçamento funcionando mesmo como o seu prelúdio ou o mesmo, numa visão mais pessimista no seu epitáfio, ao não se prever qualquer hipótese de salvação.
Não nos parece possível iniciar esta discussão, e muito menos votar de forma consciente, sem esclarecer algumas questões prévias:
· Este Plano de Pormenor do Vale da Rosa não pode ser verdadeiramente discutido nesta assembleia sem se conhecer:
1. Que destino vamos dar à zona do actual Estádio do Vitória;
2. Qual o protocolo e o seu conteúdo, entre a autarquia e a sociedade proprietária/promotora deste Plano de Pormenor, quanto à construção do futuro estádio;
3. Que tipo de gestão, e quem irá gerir esse mesmo estádio.
Com estas questões prévias não estamos a desvalorizar o conteúdo específico deste Plano de Pormenor. Muito menos a criticar a existência de um plano que consideramos de vital importância para o futuro da cidade – e sobre ele falaremos mais adiante – mas estamos a recolocar a discussão onde ela deve ser colocada, as razões da sua origem e que explicam a forma como tem sido conduzido. E passamos a explicar. A cidade inevitavelmente teria que crescer para aquela zona, agora a forma como cresceria não seria inevitavelmente esta. O que aconteceu foi que, como diz o povo, “se juntou a fome com a vontade de comer”. Para se poder mexer numa enorme zona expectante - na qual existiam desde heranças do PIS ( Plano Integrado de Setúbal ) até terrenos classificados como industriais e onde existem uns bons milhares de sobreiros actualmente protegidos por lei especifica – era necessário arranjar “ utilidade pública” para transformar esta enorme manta de retalhos e dificuldades numa coisa rentável. Assim surge a ideia de criar uma cidade desportiva, que simultaneamente daria abrigo ao Vitória futebol Clube, através da construção de um novo estádio municipal. Este último aspecto iria libertar o terreno do actual Estádio do Vitória de forma a se construir um empreendimento que, de acordo com os seus dirigentes, iria possibilitar uma auto-sustentabilidade definitiva para o Clube. Tudo isto sem sobrecarregar Município. O modelo, assim apresentado, poderia ser uma base de trabalho, no nosso entender, se bem que algumas questões teriam de estar garantidas à partida. O caminho não nos parecia fácil mas possível. Exigia por parte do Executivo Municipal, princípios claros, visão estratégica para o Concelho e cidade, e uma enorme capacidade negocial. A pressa era inimiga de um processo com esta natureza. As eleições vieram e foi o que se sabe.
Sobre o primeiro Plano de Pormenor e o respectivo protocolo entre a autarquia e a sociedade proprietária/promotora, já sabemos. Ninguém concordou, a não ser os interessados, a dita sociedade. A nova maioria eleita ouviu a população, fez bem. Mas em que se consubstanciou o mesmo em mudanças significativas. Pouco em nosso entender.
· Mudou alguma coisa do ponto de vista da clareza e transparência da condução dos dossiers políticos para além de alguma simpatia enganadora e paralisante. Não, continuamos sem conhecer protocolos e intenções;
· Mudou alguma coisa na maneira casuística como se está a gerir a cidade e o concelho. Não, basta verificar que se continuam a separar o inseparável – vide o Plano de Pormenor para o Bonfim ou o que se pretende para aquela zona não estar em discussão simultânea com o que hoje estamos a discutir, desconhecendo se a cidade pode comportar o que ali se pretende instalar;
· Mudou alguma coisa na falta de visão e ideia de cidade. Não, basta verificar que após um ano de mandato a única coisa que se sentiu foi uma ineficaz gestão de uma desagradável herança. Basta ver o que hoje estamos a discutir e como o estamos a discutir.
Assim lançamos aqui algumas pistas para a discussão relacionando as duas zonas atrás faladas com a necessária recuperação da zona antiga de Setúbal. Partimos sempre do principio que esta operação só é vantajosa se for vantajosa para o todo da cidade e para o concelho, e não apenas para uma parte.
Em relação ao Vale da Rosa assegurar através desta operação:
Reformulação da “Cidade Desportiva” assegurando que ao nível de projecto esta seja digna deste nome, não se resumindo ao Estádio e à pista já existente – fundamental pavilhão multi-usos, vários tipos de campos de Jogos, centro desportivo/Estágios, etc. - Assegurando o envolvimento da Cidade Desportiva com o Parque Urbano previsto, criando valências e sinergias entre os dois – Campos de Jogos, Circuito de Manutenção, Parque de Merendas, Hortas Pedagógicas etc.;
Criação de novas centralidades, reforçando as já existentes – Instituto Politécnico, Praias do Sado – conservando o uso do solo industrial limítrofe de forma a manter a zona com polivalência funcional, para criar vida própria e não ficar dependente de movimentos pendulares.
Ceder o menos possível na isenção de taxas e infra estruturas para não hipotecar o futuro da cidade;
Cedências de lotes para habitação a custos controlados – com a possibilidade de criação de uma empresa Municipal de capitais mistos para construção de habitação e com esse impulso começar a desenvolver a recuperação do centro histórico de Setúbal;
Programar o faseamento da construção do Plano de maneira a reforçar as entidades pré-existentes para se tornar mais fácil uma nova identidade, para que a cidade continue a crescer de uma forma orgânica;
Em relação à zona do actual Estádio do Bonfim:
Descer os m2 de construção previstos;
Obter contrapartidas financeiras para a recuperação da baixa – não só do comercio mas também da habitação - possível financiador da Empresa Municipal.
Incorporação no projecto de valências fundamentais para o concelho e para a memória do espaço – Manutenção de algumas modalidades e actividades do Vitória Futebol Clube mantendo a sua presença na zona, espaço para a uma nova Junta de Freguesia de S. Julião, espaços para actividades de índole social (escuteiros e outros)
Assegurar um corredor verde com o parque do Bonfim
Por último julgamos ser imprescindível saber se a cidade e a região aguentam dois novos grandes espaços comerciais, pelo menos nos próximos anos, e se isso é será do interesse para a revitalização do tecido urbano no seu todo."
A Aprovação do Plano de Pormenor do Vale da Rosa é, em nosso entender, uma questão politica essencial para o futuro da cidade. O orçamento é um instrumento chave para compreender as prioridades politicas desta Câmara. Consideramos que a gestão de algumas matérias, como a presente, se revestem de uma dimensão tal, que são incontornáveis para aferir da qualidade politica e visão estratégica deste executivo. Assim consideramos a aprovação deste plano tão relevante quanto a do orçamento funcionando mesmo como o seu prelúdio ou o mesmo, numa visão mais pessimista no seu epitáfio, ao não se prever qualquer hipótese de salvação.
Não nos parece possível iniciar esta discussão, e muito menos votar de forma consciente, sem esclarecer algumas questões prévias:
· Este Plano de Pormenor do Vale da Rosa não pode ser verdadeiramente discutido nesta assembleia sem se conhecer:
1. Que destino vamos dar à zona do actual Estádio do Vitória;
2. Qual o protocolo e o seu conteúdo, entre a autarquia e a sociedade proprietária/promotora deste Plano de Pormenor, quanto à construção do futuro estádio;
3. Que tipo de gestão, e quem irá gerir esse mesmo estádio.
Com estas questões prévias não estamos a desvalorizar o conteúdo específico deste Plano de Pormenor. Muito menos a criticar a existência de um plano que consideramos de vital importância para o futuro da cidade – e sobre ele falaremos mais adiante – mas estamos a recolocar a discussão onde ela deve ser colocada, as razões da sua origem e que explicam a forma como tem sido conduzido. E passamos a explicar. A cidade inevitavelmente teria que crescer para aquela zona, agora a forma como cresceria não seria inevitavelmente esta. O que aconteceu foi que, como diz o povo, “se juntou a fome com a vontade de comer”. Para se poder mexer numa enorme zona expectante - na qual existiam desde heranças do PIS ( Plano Integrado de Setúbal ) até terrenos classificados como industriais e onde existem uns bons milhares de sobreiros actualmente protegidos por lei especifica – era necessário arranjar “ utilidade pública” para transformar esta enorme manta de retalhos e dificuldades numa coisa rentável. Assim surge a ideia de criar uma cidade desportiva, que simultaneamente daria abrigo ao Vitória futebol Clube, através da construção de um novo estádio municipal. Este último aspecto iria libertar o terreno do actual Estádio do Vitória de forma a se construir um empreendimento que, de acordo com os seus dirigentes, iria possibilitar uma auto-sustentabilidade definitiva para o Clube. Tudo isto sem sobrecarregar Município. O modelo, assim apresentado, poderia ser uma base de trabalho, no nosso entender, se bem que algumas questões teriam de estar garantidas à partida. O caminho não nos parecia fácil mas possível. Exigia por parte do Executivo Municipal, princípios claros, visão estratégica para o Concelho e cidade, e uma enorme capacidade negocial. A pressa era inimiga de um processo com esta natureza. As eleições vieram e foi o que se sabe.
Sobre o primeiro Plano de Pormenor e o respectivo protocolo entre a autarquia e a sociedade proprietária/promotora, já sabemos. Ninguém concordou, a não ser os interessados, a dita sociedade. A nova maioria eleita ouviu a população, fez bem. Mas em que se consubstanciou o mesmo em mudanças significativas. Pouco em nosso entender.
· Mudou alguma coisa do ponto de vista da clareza e transparência da condução dos dossiers políticos para além de alguma simpatia enganadora e paralisante. Não, continuamos sem conhecer protocolos e intenções;
· Mudou alguma coisa na maneira casuística como se está a gerir a cidade e o concelho. Não, basta verificar que se continuam a separar o inseparável – vide o Plano de Pormenor para o Bonfim ou o que se pretende para aquela zona não estar em discussão simultânea com o que hoje estamos a discutir, desconhecendo se a cidade pode comportar o que ali se pretende instalar;
· Mudou alguma coisa na falta de visão e ideia de cidade. Não, basta verificar que após um ano de mandato a única coisa que se sentiu foi uma ineficaz gestão de uma desagradável herança. Basta ver o que hoje estamos a discutir e como o estamos a discutir.
Assim lançamos aqui algumas pistas para a discussão relacionando as duas zonas atrás faladas com a necessária recuperação da zona antiga de Setúbal. Partimos sempre do principio que esta operação só é vantajosa se for vantajosa para o todo da cidade e para o concelho, e não apenas para uma parte.
Em relação ao Vale da Rosa assegurar através desta operação:
Reformulação da “Cidade Desportiva” assegurando que ao nível de projecto esta seja digna deste nome, não se resumindo ao Estádio e à pista já existente – fundamental pavilhão multi-usos, vários tipos de campos de Jogos, centro desportivo/Estágios, etc. - Assegurando o envolvimento da Cidade Desportiva com o Parque Urbano previsto, criando valências e sinergias entre os dois – Campos de Jogos, Circuito de Manutenção, Parque de Merendas, Hortas Pedagógicas etc.;
Criação de novas centralidades, reforçando as já existentes – Instituto Politécnico, Praias do Sado – conservando o uso do solo industrial limítrofe de forma a manter a zona com polivalência funcional, para criar vida própria e não ficar dependente de movimentos pendulares.
Ceder o menos possível na isenção de taxas e infra estruturas para não hipotecar o futuro da cidade;
Cedências de lotes para habitação a custos controlados – com a possibilidade de criação de uma empresa Municipal de capitais mistos para construção de habitação e com esse impulso começar a desenvolver a recuperação do centro histórico de Setúbal;
Programar o faseamento da construção do Plano de maneira a reforçar as entidades pré-existentes para se tornar mais fácil uma nova identidade, para que a cidade continue a crescer de uma forma orgânica;
Em relação à zona do actual Estádio do Bonfim:
Descer os m2 de construção previstos;
Obter contrapartidas financeiras para a recuperação da baixa – não só do comercio mas também da habitação - possível financiador da Empresa Municipal.
Incorporação no projecto de valências fundamentais para o concelho e para a memória do espaço – Manutenção de algumas modalidades e actividades do Vitória Futebol Clube mantendo a sua presença na zona, espaço para a uma nova Junta de Freguesia de S. Julião, espaços para actividades de índole social (escuteiros e outros)
Assegurar um corredor verde com o parque do Bonfim
Por último julgamos ser imprescindível saber se a cidade e a região aguentam dois novos grandes espaços comerciais, pelo menos nos próximos anos, e se isso é será do interesse para a revitalização do tecido urbano no seu todo."
domingo, janeiro 8
domingo, janeiro 1
Adeus Toledo
Vista de Toledo
1597
Uma última homenagem - já de regresso a casa - a esta bela cidade e a este extraordinário pintor.
sábado, dezembro 31
Passagem de Ano em Toledo
segunda-feira, dezembro 5
Bonecas Russas
Filme de Cédric Klapisch. Bem realizado. Bonito. Passado em várias belas cidades. Paris, Londres, São Petersburgo, Moscovo, Barcelona. Onde podemos apreciar várias belas mulheres.
Não é um filme para intelectuais. Apesar de ter escritores. Fala de amor e de como este, muitas vezes, se esconde atrás do desejo.
Xavier, a personagem central do filme, encontra-se a chegar à "idade da razão", que está a chegar perigosamente tarde (até Sartre se espantaria).
Pretenso jovem talento da escrita tenta sobreviver dela. Na velocidade da vida persiste em tentar acelerar para não parar. Corre de trabalho em trabalho, de mulher em mulher, na tentativa de fugir ao essencial. A verdadeira escrita e o verdadeiro amor.
Viver no limbo de não se comprometer pode não trazer o inferno mas de certeza que nos afasta do céu.
Por fim resolve parar em Londres para escrever e amar. Descoberto o amor com Wendy - Kelly Reilly – também nós estamos convencidos ter descoberto uma nova diva. O tempo o dirá.
quarta-feira, novembro 23
Temos Mestre
Hoje na
Universidade Técnica de Lisboa no
Universidade Técnica de Lisboa no
Instituto Superior Técnico a
Prova de Mestrado em Urbanística e Gestão do Território do
Candidato: Paulo Jorge da Silva Pisco com o
Título da Dissertação:
Prova de Mestrado em Urbanística e Gestão do Território do
Candidato: Paulo Jorge da Silva Pisco com o
Título da Dissertação:
"A Escola como Factor Organizador do Espaço Urbano
o contexto das capitais de distrito".
na Data: 23 de Novembro de 2005 (4ª Feira)
pelas 10h00 horas com a
Orientadora Científica: Profª. Ana Tostões
Co-orientador Científico: Prof. Jorge Silva
Local: Anfiteatro PA-3 (Edifício de Pós-Graduação)
Av. Rovisco Pais
1049 - 001 Lisboa
passei mais uma bela experiência na minha vida académica.
na Data: 23 de Novembro de 2005 (4ª Feira)
pelas 10h00 horas com a
Orientadora Científica: Profª. Ana Tostões
Co-orientador Científico: Prof. Jorge Silva
Local: Anfiteatro PA-3 (Edifício de Pós-Graduação)
Av. Rovisco Pais
1049 - 001 Lisboa
passei mais uma bela experiência na minha vida académica.
Defendi a minha dissertação.
E temos Mestre.
terça-feira, novembro 15
quinta-feira, novembro 10
Como dizer o silêncio?
Se em folhagem de poema
me catais anacolutos
é vossa a fraude. A gema
não desce a sons prostitutos.
O saltério, diletante,
fere a Musa com um jasmim?
Só daí para diante
da busca estará o fim.
Aberta a porta selada,
sou pensada já não penso.
Se a Musa fica calada
como dizer o silêncio?
Atirar pérola a porco?
Não me queimo na parábola.
Em mãos que brincam com o fogo
é que eu não ponho a espada.
Dos confins, o peristilo
calo com pontas de fogo,
e desse casto sigilo
versos são só desafogo.
E também para que me lembrem
deixo-os no mercado negro,
que neles glórias se vendem
e eu não sou só desapego.
Raiz de Deus entre os dentes,
aí, pára a transmissão.
Ultra-sons dessas nascentes
só aves entenderão.
Natália Correia
terça-feira, novembro 8
Culpa porquê?
Será o que se está a passar em França responsabilidade dos acolhem estes imigrantes à procura das condições de vida que não têm nos seus territórios de origem e porquê?
Muitas teorias se argumentam sobre este tipo de fenómenos. Começam por ser “desculpabilizantes” em relação a quem pratica estes actos criminosos. Sim, porque a ofensa à propriedade é sempre um crime (e não só quando é a nossa). Mas, rapidamente - mesmo no meio “intelectual” e comunicacional dominante - este sentimento se irá transformar em revolta contra quem agride.
Existe infelizmente entre “nós” (ocidentais essencialmente europeus e norte americanos) uma ideia de culpa, ou de má consciência, porque vivemos – materialmente – melhor que os “outros”. Sejam eles os que vivem desgraçadamente nos seus países, sejam os que vivem pior do que nós, nos nossos próprios países.
O problema do “estrangeiro” sempre existiu ao longo da história. E sempre foi tratado com algum cuidado. O que não existia era a dúvida e a culpa, por parte de quem acolhia esses “estrangeiros”.
A nossa falta de valores dominantes, actualmente, não nos permite agir com a firmeza necessária, porque duvidamos deles e sentimos remorsos quando algo não corre de forma tão “correcta” como desejávamos. E deixamos, pela culpa, arrastar situações que deviam ter resposta firme.
Até quando? Quando o sentimento de revolta se generalizar, entre os “nacionais” contra os “estrangeiros”. Ai vamos ver destruída o “falso verniz” que tem coberto ou iludido, boa parte da nossa cultura dominante.
A ambiguidade no tratamento do estrangeiro tem trazido mais malefícios que benefícios. Uma posição mais clara, mesmo que mais exigente geraria menos confusão acerca do seu papel na nossa sociedade. Fingir que somos iguais, sem o ser, trás muito mais problemas. Eles estão à vista.
A culpa não é boa conselheira. Temos que saber o que defendemos e agir com clareza. Teremos sempre que escolher o mal menor. E teremos sempre dissabores, mesmo escolhendo o que é melhor para nós.
P.s.- Sempre suspeitamos que se o 11 de Setembro tivesse sido em Paris, teria existido uma reacção “sanguínea” em relação às comunidades muçulmanas em França.
Muitas teorias se argumentam sobre este tipo de fenómenos. Começam por ser “desculpabilizantes” em relação a quem pratica estes actos criminosos. Sim, porque a ofensa à propriedade é sempre um crime (e não só quando é a nossa). Mas, rapidamente - mesmo no meio “intelectual” e comunicacional dominante - este sentimento se irá transformar em revolta contra quem agride.
Existe infelizmente entre “nós” (ocidentais essencialmente europeus e norte americanos) uma ideia de culpa, ou de má consciência, porque vivemos – materialmente – melhor que os “outros”. Sejam eles os que vivem desgraçadamente nos seus países, sejam os que vivem pior do que nós, nos nossos próprios países.
O problema do “estrangeiro” sempre existiu ao longo da história. E sempre foi tratado com algum cuidado. O que não existia era a dúvida e a culpa, por parte de quem acolhia esses “estrangeiros”.
A nossa falta de valores dominantes, actualmente, não nos permite agir com a firmeza necessária, porque duvidamos deles e sentimos remorsos quando algo não corre de forma tão “correcta” como desejávamos. E deixamos, pela culpa, arrastar situações que deviam ter resposta firme.
Até quando? Quando o sentimento de revolta se generalizar, entre os “nacionais” contra os “estrangeiros”. Ai vamos ver destruída o “falso verniz” que tem coberto ou iludido, boa parte da nossa cultura dominante.
A ambiguidade no tratamento do estrangeiro tem trazido mais malefícios que benefícios. Uma posição mais clara, mesmo que mais exigente geraria menos confusão acerca do seu papel na nossa sociedade. Fingir que somos iguais, sem o ser, trás muito mais problemas. Eles estão à vista.
A culpa não é boa conselheira. Temos que saber o que defendemos e agir com clareza. Teremos sempre que escolher o mal menor. E teremos sempre dissabores, mesmo escolhendo o que é melhor para nós.
P.s.- Sempre suspeitamos que se o 11 de Setembro tivesse sido em Paris, teria existido uma reacção “sanguínea” em relação às comunidades muçulmanas em França.
Estar em guerra, não significa, necessariamente, estar a combater outro país, pode apenas significar estar a combater por aquilo que acreditamos, mesmo que no nosso país…
sábado, novembro 5
quinta-feira, novembro 3
Boas notícias
Educação Sexual na Escola
“Um relatório da comissão coordenada pelo psiquiatra Daniel Sampaio, apresentado hoje ao Ministério da Educação, conclui que as escolas do ensino básico e secundário devem revitalizar os seus currículos sobre educação para a saúde, incluindo a educação sexual, em vez de criarem um nova disciplina.”
“Além da revitalização dos currículos, propõe-se que as escolas e agrupamentos escolares aproveitem as áreas não disciplinares, como Área de Projecto e Estudo Acompanhado, para também abordarem a questão da educação para a saúde.”
In Público on-line -3/11/05
Nota positiva para a recomendação desta comissão de não criar uma nova disciplina para leccionar Educação Sexual (ES) nas escolas. Aproveitar melhor as disciplinas que já existem para promoverem a ES e a “educação para a saúde” é puro bom senso.
“Além da revitalização dos currículos, propõe-se que as escolas e agrupamentos escolares aproveitem as áreas não disciplinares, como Área de Projecto e Estudo Acompanhado, para também abordarem a questão da educação para a saúde.”
In Público on-line -3/11/05
Nota positiva para a recomendação desta comissão de não criar uma nova disciplina para leccionar Educação Sexual (ES) nas escolas. Aproveitar melhor as disciplinas que já existem para promoverem a ES e a “educação para a saúde” é puro bom senso.
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