
Demasiada chuva.

A experiência de um primeiro encontro, ao jantar, de um grupo de pessoas que não se conhecia, pelo menos na sua maioria, não deixou de ser interessante. Foi a nossa primeira vez. Mas ficamos com uma boa sensação. Podíamos repetir. Até porque por já sermos alguns, não deu para todos poderem comunicar convenientemente. Mas um começo é sempre um começo. E Roma e Pavia…
Promete...


Marcel Duchamp
Nu descendo uma escada
1912
O Cubismo em todo o seu esplendor. A introdução da dimensão tempo na tela permitiu ao pintor retratar os diversos pontos de vista do observador em duas dimensões. Poucas vezes de uma forma tão sublime como nesta obra, na nossa modesta opinião. O movimento, aqui retratado, é colocado como “tema” da (de)composição. A pintura plasma a acção, deixando definitivamente, mesmo a figurativa, de retratar o instante para passar a incorporar a mudança, quer do observador quer do observado.
Duchamp andará mais tarde ligado ao Dadaismo, anunciando a morte da Arte – quantas vezes anunciada – através da subversão dos seus códigos. Mas poucas vezes terá sido tão bem sucedido como nesta obra.

Voltar (volver) é o último filme de Pedro Almodóvar, com Penélope Cruz e Cármen Maura. Esta última ausente há muitos anos das suas películas, por alegada incompatibilidade de personalidades entre esta e o seu realizador de eleição.
As negras carpideiras, que desempenham para o bem e para o mal o amparo nestas ocasiões.
O início do filme começa com a "limpeza" da campa, de todas as campas do cemitério, por um dos seus familiares. Um retrato que poderemos observar no 1 ou 2 de Novembro (dia dos mortos, ou de finados, se preferirem).
O funeral cheio de velhos por serem eles os que mais a (pre)sentem mas também pelo envelhecimento desta povoações rurais.
A musica e a canção como forma de regresso à vida.
A nascente de Albarquel, Setúbal ao fundo o Estuário do Sado, com a Península da Mitrena (zona industrial) com necessidade urgente de reconversão ambiental. Não pensamos que a industria tem de sair, apenas temos que a tornar mais amiga do ambiente. Sabemos que é caro. Mas estar numa região ambientalmente privilegiada, na Europa, tem de deixar de ser “para quem quer" e passar a ser só "para quem pode”. Esta praia vai ligar com a cidade através de um percurso maritimo, fronteiro a parque urbano, tornando-se a praia urbana, que a cidade deixou de ter durante o século passado.
A sul temos esta espectacular península de areia com nome clássico, Tróia. A nossa expectativa é a de que o “cavalo” desta vez traga no seu interior um turismo de elevada qualidade e para todo o ano. Assim saiba Setúbal acolher a especificidade do turista que vai procurar este lugar.
A serra com a praia em todo o seu esplendor. Apesar desta última ter de criar melhores infra-estruturas de serviço para os seus visitantes.
O confronto entre duas realidades da mesma serra. A beleza e os perigos que a espreitam.
O já velho problema da Secil que acaba por pagar o ónus por todas as "maldades" que a serra sofre. Sendo, no entanto, a única que contribue para a reflorestação provocada pelo efeito das pedreiras. A serra é devastada por muitas outras pedrieras, especialmente já no concelho de Sesimbra mas dessas ninguém fala. Não tem rosto e estão mais escondidas. Esperemos que este cenário de exploração de um parque natural por este tipo de actividade tenha os dias contados.

Uma das poucas imagens que sobram do tempo em que João Bénard da Costa era menino. Este magnifico exemplo de integração - realizado por Raúl Lino - que é a "Comenda" também encerra alguns perigos. O actual proprietário, promotor da maior urbanização clandestina de Portugal, a Quinta do Conde e adjacências, não terá comprado o imóvel para passar a sua velhice. Está, concerteza à espera da oportunidade de transformar esta grande propriedade num resort (como hoje se diz). O turismo para a Arrábida também tem muito que se lhe diga...
Bom feriado e Boa República.
