Fomos assistir a esta primeira conferência - a primeira de um ciclo, todas as quarta até 11 de Abril – com o Arquitecto Nuno Portas (NP) gostando-se ou não, um dos homens que mais tem contribuído para a “cultura” arquitectónica e urbana no País. Ouvir NP é, sempre apreender mas, simultâneamente, reflectir. A sua postura é de interpelação constante, não fugindo da opinião e, por vezes, provocação.
A capacidade de síntese, fruto de uma vida de reflexão/acção sobre as problemáticas da cidade contemporânea é notável. Portas faz a defesa da cidade “nova” a de “fora”, em contraposição com a de dentro, a cidade tradicional ou antiga. Neste sentido diz não ser possível, hoje, separar as duas, anulada que está, a tradicional divisão cidade/campo. Será urgente estudar esta cidade “outra” que este arquitecto recusa classificar como sub urbana, preferindo vê-la como “entre cidades”. Os limites são quase impossíveis de definir com precisão.
Para além deste desafio ao pensamento contemporâneo sobre a cidade “que já não é o que era”, refere NP, após ter feito uma breve síntese histórica da “evolução” da cidade nos últimos anos, onde o automóvel individual veio transformar tudo, vem reconhecer que planear a cidade é, agora, “fazer de conta que se controla um processo que corre por si”. A luta contra o tempo, onde a resposta da administração é essencial, é determinante hoje. “O PIB é um dos principais responsáveis pela mudança na cidade e no território”, dirá NP.
NP dá ainda o concelho de tornar os instrumentos de urbanismo e ordenamento do território menos regulamentares e mais voltados para a negociação. Num tempo de incertezas e onde tudo muda com rapidez a aposta tem de ser na melhoria dos processos “learning organization” para melhorar os resultados.
O arquitecto, chama ainda a atenção para a tendência actual de tornar o planeamento estratégico num mero instrumento de marketing político. Errada do seu ponto de vista. Porque o planeamento estratégico deve ser um instrumento eminentemente técnico/politico operativo e não de propaganda.
Interessante opinião, após a visita à exposição sobre o Programa Polis (muito bem concebida pelo nosso amigo João Trindade), onde o Marketing é evidente.
Sobre o Polis de Setúbal aparece apenas o Parque Urbano de Albarquel…
A capacidade de síntese, fruto de uma vida de reflexão/acção sobre as problemáticas da cidade contemporânea é notável. Portas faz a defesa da cidade “nova” a de “fora”, em contraposição com a de dentro, a cidade tradicional ou antiga. Neste sentido diz não ser possível, hoje, separar as duas, anulada que está, a tradicional divisão cidade/campo. Será urgente estudar esta cidade “outra” que este arquitecto recusa classificar como sub urbana, preferindo vê-la como “entre cidades”. Os limites são quase impossíveis de definir com precisão.
Para além deste desafio ao pensamento contemporâneo sobre a cidade “que já não é o que era”, refere NP, após ter feito uma breve síntese histórica da “evolução” da cidade nos últimos anos, onde o automóvel individual veio transformar tudo, vem reconhecer que planear a cidade é, agora, “fazer de conta que se controla um processo que corre por si”. A luta contra o tempo, onde a resposta da administração é essencial, é determinante hoje. “O PIB é um dos principais responsáveis pela mudança na cidade e no território”, dirá NP.
NP dá ainda o concelho de tornar os instrumentos de urbanismo e ordenamento do território menos regulamentares e mais voltados para a negociação. Num tempo de incertezas e onde tudo muda com rapidez a aposta tem de ser na melhoria dos processos “learning organization” para melhorar os resultados.
O arquitecto, chama ainda a atenção para a tendência actual de tornar o planeamento estratégico num mero instrumento de marketing político. Errada do seu ponto de vista. Porque o planeamento estratégico deve ser um instrumento eminentemente técnico/politico operativo e não de propaganda.
Interessante opinião, após a visita à exposição sobre o Programa Polis (muito bem concebida pelo nosso amigo João Trindade), onde o Marketing é evidente.
Sobre o Polis de Setúbal aparece apenas o Parque Urbano de Albarquel…












































