domingo, junho 3

Laranja Mecânica


Este filme de Stanley Kubrick, baseado em livro de Anthony Burgess, lançado em 1971, é considerado por muitos a sua obra prima. Retrata a violência como condição intrinsecamente humana. Mas evidencia a forma como e “Estado” se pode tornar ainda mais violento ao tentar “desumanizar” quem pretende corrigir. Verdadeiramente paradoxal esta relação entre Estado "corrector" e Individuo prevaricador. Quem será mais violento ?
Filme a não perder hoje na RTP1.

segunda-feira, maio 28

Divulgação

Reabilitar a Cidade




Aconteceu nos passados dias 18 e 19 de Maio algo de raro. Estiveram reunidos em Setúbal cerca de 100 personalidades de todo o País – do Porto a Faro – para reflectirem sobre políticas urbanas. Este encontro denominado «Jornadas Nacionais, (Sociedades de) Reabilitação Urbana: Limitações e Potencialidades» conseguiu, para além de uma abrangência territorial, congregar um conjunto muito alargado de áreas profissionais e disciplinares, assim como diversos organismos e empresas: públicos e privados. Aí se abordou a temática referida segundo várias perspectivas: do planeamento à construção passando pelo património cultural, comércio e sustentabilidade. Onde estiveram também representantes de várias Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU), que partilharam, com os presentes, os caminhos (diversos) percorridos até agora. Este evento teve ainda a particularidade de “nascer” a partir da “sociedade civil”. Organizado por duas instituições com naturezas distintas – Santa Casa da Misericórdia de Setúbal e Ordem dos Arquitectos – mas com o interesse comum no aprofundamento deste tema. Tendo este evento sido apoiado por muitas outras entidades e ordens profissionais.

Apesar de este ser um problema que interessa particularmente a Setúbal, o debate orientou-se para as diversas realidades do território nacional. O objectivo principal foi realizar um balanço actual sobre a reabilitação urbana em Portugal. Tão importante como olhar a realidade local é alargar o horizonte, partilhar experiências e pontos de vista. Foi o que fizemos com diversos profissionais e académicos de vários pontos do País. É necessário pensar global para agir localmente.

















Desta troca pudemos concluir o que já intuíamos. Se a incerteza é um dado cada vez mais adquirido para quase tudo, no contexto da reabilitação urbana, ela é ainda maior. A cidade é por definição o lugar onde tudo acontece, mas perante esta enorme complexidade o que devemos fazer? Como poderemos orientar uma política urbana com estes pressupostos? Deveremos ficar apenas a observar? Pensamos que não. Devemos planear para melhorar a realidade. Mas como?

Hoje planear uma cidade já não é elaborar um plano em papel, realizado por uma equipa de gente mais ou menos sábia. Planear positivamente sobre a realidade só é possível se todos a quem se dirige se envolverem na mudança. Não necessariamente através de consensos mas da convergência de interesses, onde o interesse público deve sempre prevalecer. Para que isso possa acontecer pensamos ser indispensável envolver, reflectir, propor, e depois agir sobre a cidade. Por esta ordem. Nasce do desejo de mudança a necessidade de mudar. Mas a incerteza e a complexidade devem ser trazidos para o “interior” dos processos e das organizações. Não se deve partir para um processo de reabilitação urbana a partir de uma organização. Mesmo se esta for uma empresa. Deve-se antes perguntar à cidade o que é que esta “deseja ser” e depois tentar perceber como satisfazer “esse desejo”.

Se estivermos a falar do seu centro urbano ou “histórico”, pouco podemos fazer por este se não pensarmos primeiro na cidade, no seu conjunto. Só depois de sabermos o que esta quer ser poderemos dizer às suas diversas “partes” como podem contribuir para o seu todo.

Numa cidade como Setúbal o conceito de reabilitação urbana faz sentido ser aprofundado e não só no seu centro. Mas reabilitar a zona da “baixa” da cidade não se pode cingir a um plano ou mesmo a uma nova empresa. Primeiro deve-se saber o que se quer e só depois procurar como o realizar. A forma correcta de o fazer é o nosso “ovo de Colombo” no futuro próximo. Sejamos tão criativos quanto o foi o navegador.


Publicado hoje no Jornal de Setúbal

quarta-feira, maio 23

Barcos


Luís Torgal

Divulgação



Amigos



O Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage,


é o mais importante certame que a Lasa leva a efeito ao longo do ano. Nos anos anteriores, o concurso teve a participação de autores de Portugal, de Moçambique, do Luxemburgo, da França, dos Estados Unidos e uma grande participação dos autores brasileiros que nos três últimos anos venceram por duas vezes o Prémio principal do concurso. Tem-se realizado assim a vocação internacional deste concurso que ultrapassou claramente as fronteiras nacionais para se afirmar cada vez mais como um certame que, para além de homenagear a figura mais emblemática da história cultural da cidade, tem procurado incentivar a criatividade e fomentar o aparecimento de novos valores no campo da Poesia e Ensaio.

Muito deste sucesso deve-se à generosa participação dos elementos do Júri que com inegável competência têm sabido analisar pormenorizadamente os trabalhos concorrentes segundo critérios de qualidade e escolher os que darão a garantia da excelência do concurso. Para o IX Concurso(2007) o júri é constituído por:


Professor Doutor Luís Maria Pedrosa dos Santos Graça - Professor Auxiliar da Universidade Católica.
Professora Doutora Laurinda Abreu - Professora Auxiliar da Universidade de Évora.
Jorge de Morais - Investigador(História e Estudos Ingleses), Jornalista e Escritor.


Comemorar Bocage, é também lançar pontes de solidariedade e de união entre os povos que falam a mesma língua, razão pela qual, o Concurso é extensivo aos poetas dos Países de Língua Oficial Portuguesa-PALOP .

Contudo o êxito de uma iniciativa destas tem a ver também com a forma como se divulgam e se publicitam a natureza do concurso, o regulamento e outros aspectos do mesmo.
Tentando atingir todos os públicos e os possíveis candidatos ao concurso, e para além dos canais habituais de divulgação que utilizamos, pedíamos a vocês que divulgassem o mesmo junto dos vossos amigos, das vossas organizações ou onde achassem importante fazê-lo.

Desde já o meu muito obrigado e como sempre estou ao dispôr para qualquer esclarecimento ou dúvidas sobre o concurso.


Carlos Silveira
Lasa



LASA
Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão
PRÉMIO LITERÁRIO
MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE
9.ª Edição
PROMOTOR
Lasa - Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão
Concorrentes
Autores de Língua Portuguesa
Modalidade e Prémios
O Prémio monetário nas modalidades de Poesia e Ensaio será de 1500 euros para cada uma delas. O Prémio monetário nas modalidade Revelação será de 1000 euros. A cada autor dos trabalhos premiados serão atribuídos 50 exemplares da edição promovida pela LASA.
DATAS
Limite para a entrega dos trabalhos: 10 de Julho de 2007. Entrega dos prémios: 15 de Setembro de 2007- Dia de Bocage e da Cidade.
Regulamento disponível por pedido para:
LASA - Apartado 292, 2901-901 Setúbal, Portugal
Telef./Fax: +351265235000
Email: info@lasa.pt
Consulte a informação no site Lasanet em www.lasa.pt
É indispensável consultar o Regulamento


Setúbal, Cidade do Rio Azul, 16 de Abril de 2007

Pela Direcção


Carlos Alberto Pires da Silveira
Presidente



IX CONCURSO LITERÁRIO “MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE”

CONCURSO DE POESIA E DE ENSAIO

2007





REGULAMENTO



Art.º 1º - Objectivos



1 – A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) leva a efeito, no ano de 2007, o IX Concurso Literário “Manuel Maria Barbosa du Bocage”- Concurso de Poesia e Ensaio, como forma de promover a criatividade no campo da poesia e do ensaio, de incentivar o aparecimento de novos valores e de divulgar a obra deste grande Poeta Nacional, nascido em Setúbal - Cidade do Rio Azul, e homenageando os 242 anos do seu nascimento.



Art.º 2º - Modalidades.



1 - Os prémios são atribuídos nas modalidades de Poesia, Ensaio e Revelação.



1.1 - A modalidade de Poesia contempla qualquer versão inédita, de tema livre, em poesia, com os limites entre 20 e 30 páginas dactilografadas, em formato A4.



1.2 - A modalidade de Ensaio contempla texto em prosa, inédito, que aborde a Temática Bocagiana ou Estudo Livre de Temática Local, de âmbito histórico-cultural, com os limites entre 15 e 30 páginas dactilografadas, em formato A4.



1.3 - A modalidade Revelação contempla trabalho inédito, com os limites entre 5 e 10 páginas dactilografadas, em formato A4, em qualquer das duas anteriores modalidades, produzido por jovens com idade até 20 anos, completados até 15 de Setembro de 2007.



1.4 - Os trabalhos apresentar-se-ão agrafados com as folhas numeradas ou com as folhas presas por qualquer outro processo similar, devendo obedecer às seguintes normas de apresentação:

1.4.1 – A letra a utilizar será do tipo “times new roman” ou equivalente, com 12 como tamanho mínimo.

1.4.2 – A separação entre linhas terá o mínimo de 1,5 espaços.

1.4.3 – Nas modalidades de poesia, um poema poderá ocupar mais do que uma página, mas não poderá haver mais do que um poema por página.





Art.º 3º Apresentação de Candidaturas.



1 - Cada candidato só pode concorrer a uma das três categorias.



2 – É possível o mesmo concorrente concorrer com vários trabalhos. Contudo cada trabalho concorrente deverá ter um pseudónimo diferente e respeitar sempre o ponto 1.



3 - Poderão concorrer todos os autores de Língua Portuguesa.



4 - Os trabalhos concorrentes, obrigatoriamente em língua portuguesa, deverão manter-se inéditos até à sua publicação em livro, nos termos do regulamento.



5 - Os trabalhos deverão ser enviados até ao dia 10 de Julho de 2007 (data de correio) e dirigidos a:

Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão

Apartado 292

2901- 901 SETÚBAL



6 - Os originais dos trabalhos deverão ser enviados em quatro exemplares, assinados com pseudónimo, mencionando a categoria a que concorrem, para a direcção indicada no número anterior e com a indicação” Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage”.



7 - Cada trabalho será acompanhado de sobrescrito lacrado contendo no exterior o pseudónimo do autor e, no interior, uma ficha de identificação com os seguintes elementos: nome, idade, nacionalidade, naturalidade, profissão, local de residência, telefone, fax, telemóvel ou endereço electrónico e fotocópia do Bilhete de Identidade.



8 - Não poderão ser candidatos a este concurso os vencedores das duas edições anteriores, nem os elementos dos Corpos Sociais da LASA nem os membros do júri.



Art.º 4º- Organização



1 - Só serão abertos os sobrescritos de identificação relativos aos trabalhos premiados, após decisão do júri.



2 - Se o concorrente desejar a devolução do respectivo trabalho, deverá enviar junto com o mesmo um envelope devidamente franquiado, devendo no endereço constar o pseudónimo utilizado para o concurso.



Art.º 5º- Júri
1 - Os prémios serão atribuídos por um júri de selecção, que avaliará todas as composições literárias concorrentes.

2 - O júri será constituído por três elementos convidados pela Direcção da LASA.

3 - A atribuição dos prémios, um para cada categoria, será decidida por maioria de votos, reservando – se ao júri o direito de não atribuir prémio em qualquer das modalidade se a qualidade das composições assim o justificar.



Art.º 6º Divulgação dos Prémios.

1 - A decisão do júri, de que não haverá recurso, será tornada pública e divulgada junto dos órgãos e comunicação social e no site da LASA, em www.lasa.pt.

2 - A apresentação dos trabalhos premiados será efectuada no dia 15 de Setembro, Dia de Bocage , em sessão pública.



3 - A entrega dos prémios será efectuada pessoalmente aos vencedores ou aos seus representantes, desde que possuidores de procuração notarial (condição obrigatória), na sessão pública referida no número anterior.



Art.º 7º - Prémios



1 - Os trabalhos vencedores em cada uma das modalidades serão publicados em livro pela LASA, a quem pertencem os respectivos direitos relativamente à primeira edição, que terá uma tiragem não superior a 500 exemplares.



2 - A cada autor dos trabalhos premiados serão atribuídos cinquenta exemplares da edição promovida pela LASA e um prémio monetário.



3 - O prémio monetário nas modalidade de Poesia e Ensaio será de 1.500 euros para cada uma delas.



4 - O prémio monetário na modalidade Revelação será de 1.000 euros.



5 - Não haverá prémios ex- aequo.



Art.º 8º - Considerações Finais.



1 - Em caso de não levantamento do prémio, o seu valor reverterá a favor da LASA ou de instituição a favor da qual a entidade promotora do concurso decida.



2 - Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste “Regulamento” serão resolvidas pelo Júri, que, para questões não relacionadas com o conteúdo ou forma dos trabalhos concorrentes, poderá ouvir a Direcção da LASA.



3 - Uma vez enviados os trabalhos, considera-se que os concorrentes conhecem e aceitam as cláusulas do presente “Regulamento “.

segunda-feira, maio 21

Portugueses não querem ter mais tempo para a família, ao contrário da maioria dos europeus


A família parece estar mesmo a perder importância entre nós.

Segundo o Jornal Público de 20.05.2007,


"O universo das famílias continua em profunda transformação em Portugal. Os agregados de um casal com filhos desceram abaixo dos 50 por cento Os portugueses têm cada vez menos filhos e, entre a maioria daqueles que os têm, não faz parte das prioridades poder ter mais tempo para lhes dedicar, segundo dados divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a propósito do Dia Internacional da Família. Mais individualistas, mais autocentrados: é uma tendência que já não é nova, mas que se tem vindo a consolidar. Surpreendentes, contudo, são estas percentagens extraídas do Inquérito ao Emprego de 2005, agora divulgadas: 83,7 por cento da população empregada, com pelo menos um filho ou dependente a quem prestem cuidados, diz que não deseja alterar a sua vida profissional para poder dedicar mais tempo a cuidar deles. Os que admitem desejar trabalhar menos para conseguir aquele objectivo representam apenas 13,4 por cento. A percentagem de mulheres nesta situação mais do que duplica a dos homens (18,8 por cento contra 8,1).Nos estudos realizados por organismos da União Europeia ressalta o contrário, com a maioria dos europeus a manifestar-se insatisfeito no que respeita à conciliação entre trabalho e família. Esta insatisfação foi mesmo apresentada como uma espécie de "moeda comum" europeia. No ano passado, ainda segundo os dados do INE, a percentagem de agregados constituídos por um casal com filhos desceu abaixo dos 50 por cento: representavam 46,8 por cento, quase empatando com os 46,6 por cento contabilizados pelos agregados familiares de uma pessoa só, casais sem filhos e agregados monoparentais. Estes três últimos têm vindo a subir; o primeiro tem estado a descer. Na verdade, a sua proporção desceu 3,8 por cento em sete anos, o que é em parte justificado pelas quebras registadas nas famílias maiores e com este qualificativo já se abrange as de dois filhos. O contingente mais representativo continua a ser o das famílias com apenas um filho (32 por cento). "


A reflectir...

quarta-feira, maio 16

Fernando Negrão aceita ser solução de recurso

Hoje no Diário de Notícias:



"Fernando Negrão vai ser o cabeça de lista do PSD nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. Luís Marques Mendes conseguiu convencer o deputado e vice-presidente da bancada parlamentar a aceitar o desafio, depois da recusa inesperada de Fernando Seara, presidente da Câmara de Sintra.O DN sabe que Fernando Negrão, que é magistrado de carreira, pelo que tem o estatuto de independente, foi contactado ontem mesmo, após novo convite a Joaquim Ferreira do Amaral. Há uma semana o antigo ministro das Obras Públicas dos governos de Cavaco Silva tinha-se predisposto a uma candidatura, não tendo no entanto dado uma resposta definitiva. A direcção do PSD acabou por passar uma semana a "namorar" a solução Seara, o que terá deixado Ferreira do Amaral desagradado.Numa conversa há dias em casa de Miguel Relvas, Fernando Seara chegou a estar a um passo da candidatura, apesar de dizer que tinha alguns "assuntos pessoais" para ultrapassar. Com este cenário, Marques Mendes chegou a testar o nome de Seara em sondagens, aparecendo o nome do autarca de Sintra muito bem colocado e à frente de nomes como Manuela Ferreira Leite e Paula Teixeira da Cruz, duas das potenciais candidatas que viriam a mostrar-se indisponíveis para avançar em Lisboa.Com a recusa de Seara, que realmente invocou "motivos pessoais" e os compromissos que tinha em Sintra, Mendes ficou sem candidatos. Alguns outros nomes tinham sido sondados, com a sua autorização, por membros do núcleo duro da direcção do PSD. Mas todos esses nomes alternativos - e que incluíam, por exemplo, Álvaro Barreto - acabaram por se revelar impossíveis. Fernando Negrão surgiu como uma solução de recurso, sugerida por membros da bancada que fazem a ligação à direcção do partido. Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD, terá tido um papel fundamental na escolha.O candidato do PSD tinha entrado recentemente para vice-presidente da bancada do PSD, depois da saída abrupta de Henrique de Freitas. Tem sido o rosto do partido em matérias de Justiça na Assembleia da República.Em Abril, Fernando Negrão, antigo director nacional da Polícia Judiciária, propôs a criminalização para os titulares de cargos públicos e políticos que usem as suas funções com interesse próprio, propondo a tipificação como crime de perigo abstracto. A cruzada contra o enriquecimento ilícito e a corrupção são precisamente os trunfos que Marques Mendes irá invocar para justificar internamente a escolha de Fernando Negrão."

sexta-feira, maio 11

Esplendor da Primavera

Luís Torgal

Setúbal com vida difícil


Hoje no Diário de Notícias:


Proposta dissolução da Câmara de Setúbal:



"Inspecção do Território notificou câmara oito meses após investigação
A Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) propôs a dissolução da Câmara Municipal de Setúbal no âmbito da conclusão das investigações sobre as irregularidades encontradas nas reformas compulsivas de 60 funcionários.O organismo, tutelado pelo Ministério da Administração Interna, entregou ontem na câmara o relatório final da investigação, iniciada em Novembro de 2005 - na sequência de uma notícia do DN - e concluída em Agosto de 2006, pouco tempo antes da renúncia do então presidente Carlos de Sousa.A Câmara e a Assembleia Municipal de Setúbal, que também foi notificada, têm agora 30 dias para contestar as investigações e a proposta final da IGAT.Este processo já levou o Ministério Público a constituir arguidos todos os vereadores, incluindo a actual presidente e o ex-presidente. O porta-voz do município confirmou ao DN a recepção "hoje [ontem] de manhã" do relatório e manifestou a "absoluta estranheza por, mais uma vez, um órgão de comunicação social tomar conhecimento do relatório antes da câmara". Considerando "inadmissível" esta situação no relacionamento entre órgãos do Estado, o porta-voz indicou que a presidente Dores Meira não se pronuncia antes de conhecer o conteúdo do documento.Por coincidência, as duas maiores autarquias da Área Metropolitana - Setúbal, de maioria comunista, e Lisboa, de maioria social-democrata - enfrentam, no mesmo dia, processos de dissolução. "

Miguel Sousa Tavares

escreve jornal «A Bola» de 09 de Maio de 2007, algo que apesar da simplificação estilística, natural do autor é um "olhar" possível sobre a evolução de Setúbal e do seu Clube VFC, no últimos 20 anos. Que transcrevemos...








"Em minha opinião, o Vitória de Setúbal é a pior equipa do campeonato e a sua descida aos infernos da Honra é absolutamente natural e justificada. Passa-se com o Vitória a mesma coisa que se passa com a própria cidade de Setúbal. Há 20 anos atrás, Setúbal tinha todas as condições para se transformar numa cidade modelo, em termos de urbanismo e qualidade de vida: dimensão adequada, espaço para se desenvolver harmoniosamente fora do centro, possibilidade fácil de recuperar o centro histórico e ligá-lo ao rio, condições naturais excepcionais, com o estuário do Sado aos pés, o mar em frente, a montanha ao lado, praias magníficas, frente de rio única, avenidas largas, praças suficientes, enfim, tudo ou quase tudo. Mas vieram os Mata Cáceres e outros artistas do poder local e transformaram Setúbal numa coisa caótica e aberrante, com urbanizações dignas de subúrbio africano, esculturas pseudomodernas horrendas, o triunfo do pato-bravismo, do mau gosto e da gestão sem planeamento nem ideias.

Também o futebol do Vitória chegou a encantar Portugal e a surpreender a Europa. Mas depois, as forças vivas da cidade, ou seja, os mesmos artistas que destruiram a beleza de Setúbal, tomaram conta do clube e demonstraram que eram tão bons a dirigi-lo como a fazer a cidade. Hoje a cidade é uma dor de alma e o clube um cadáver adiado. Que ninguém fale em injustiça."
MST

sábado, maio 5

Design



Cadeira Flame


de Filipe Oliveira Dias. Este arquitecto do Porto desenhou-a em 1999, para o Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Agora vai figurar na sala de imprensa mais mediática do mundo. A da Casa Branca, recentemente remodelada , em Washington (EUA).

Actualidade


quinta-feira, maio 3

Carmona Rodrigues

Quem espera novidades por parte dos “independentes” pode ver neste caso que tipo de “novidades” podem trazer os que não têm filiação partidária. Com este comentário não pretendemos insinuar que os independentes são “piores”. Apenas que não são melhores. São pessoas dadas às suas "circunstâncias". Uns melhores outros piores.

Carmona tem, obviamente, toda a legitimidade para fazer o que fez: Recusar-se a abandonar o lugar de Presidente de Câmara. Mas o que Carmona não compreende é que acima do seu juízo particular está aquilo que é o interesse público. Neste caso o povo de Lisboa. E Carmona Rodrigues já não tem condições políticas para prosseguir o seu mandato com o minímo de sucesso. E nestes casos só devolver a voz aos eleitores é uma solução saudável.

Esperemos que os restantes vereadores façam o que o presidente não teve coragem ou discernimento para fazer.

Setúbal de Antigamente


Praia das Fontainhas, Setúbal, Portugal

1928

quarta-feira, maio 2

Pela Clarificação





Marques Mendes esteve bem na posição que tomou hoje relativamente à CML e ao seu Presidente Carmona Rodrigues. Este assunto ameaçava tornar-se uma autentica trituradora da sua liderança. O povo de Lisboa também merecia sorte diferente. Eleger nova equipa parece ser a melhor solução para todos.

Esta exigência face aos autarcas promovida desde as ultimas autárquicas será talvez um dos maiores legados políticos deixados por Marques Mendes.

O nosso apoio à clarificação politica e da politica.

terça-feira, maio 1

terça-feira, abril 24

Divulgação


Numa iniciativa do 6º Curso de Mestrado em Reabilitação de Arquitectura (6MRANU) da FA-UTL irá realizar-se na FAUTL uma Exposição e um Ciclo de Conferências de título ALTA ENTRE VISTAS desenvolvida pelo Gabinete de Candidatura a Património Mundial da Universidade de Coimbra a qual será inaugurada às 10:00 do dia 26 de Abril de 2007, no Espaço O CUBO, da Faculdade de Arquitectura de Lisboa.

Irá nessa data ser iniciado um ciclo de conferências com a participação do Senhor Pró-Reitor Raimundo Mendes da Silva e os Arquitectos Nuno Lopes, Álvaro Siza Vieira, Gonçalo Byrne, Vítor Mestre, João Mendes Ribeiro, em datas que iremos anunciar.

Na dupla qualidade de Coordenador (juntamente com o Professor Catedrático Jorge Bastos) do 6MRANU e de Presidente do ICOMOS (que apoia esta iniciativa) tenho o maior prazer em o/a convidar para a inauguração desta exposição e a assistir ao ciclo de conferências previstas.

sexta-feira, abril 20

Divulgação

Jornadas Nacionais

(Sociedades de) Reabilitação Urbana:
Limitações e Potencialidades


Setúbal

Estalagem do Sado

18 e 19 de Maio


Organizado em parceria entre Santa Casa da Misericórdia de Setúbal Ordem dos Arquitectos Secção Regional Sul


“O desenvolvimento económico e social e a qualidade ambiental, são vectores estratégicos para a competitividade das cidades à escala regional e internacional. A reabilitação urbana é, fruto do contexto histórico em que o País se encontra, um elemento central para promover o desenvolvimento de forma sustentada nas próximas décadas, pois envolve os mais diversos saberes e sectores de actividade: do planeamento urbano até à construção dos edifícios.
Reflectir sobre o contributo das diversas áreas disciplinares, na busca das melhores soluções para a reabilitação das cidades, assim como o papel a desempenhar pelas Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU), neste processo, são o objectivo destas Jornadas.
Num momento em que estão a ser criadas expectativas de mudança nas políticas urbanas e de habitação, onde a reutilização do edificado existente é apontada como alternativa à construção nova, estas Jornadas são uma oportunidade de se fazer um balanço actual para o futuro da reabilitação urbana em Portugal.”

Paulo Pisco


Programa

18 de Maio Sexta-feira

Sessão de Abertura

Provedor da Santa Casa da Misericórdia
Fernando Cardoso Ferreira
Presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos
Leonor Cintra Gomes
Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
Maria das Dores Meira

1-INTRODUÇÃO

“Enquadramento geral da problemática da Reabilitação Urbana em Portugal.”
Nuno Portas (Arquitecto/Urbanista)

2 – RE HABITAR A CIDADE
“A reabilitação como instrumento de identidade e coesão social nos centros urbanos.”

“Identidade, Património e Arquitectura”
João Rodeia (Arquitecto ex- Presidente do IPPAR)
Sarmento de Matos (Historiador)

Debate

Intervalo

“Habitação, Promoção e Construção”
Francisco Rocha Antunes (Consultor Imobiliário - Jonh Neild & Associados)
Pedro Dias Ferreira (SACHE Cooperativa de Habitação)
Fernando Mira Godinho (Arquitecto - Somague PMG)

Debate

Almoço Livre

“Que Comercio e Serviços para os centros urbanos?”
Teresa Barata Salgueiro (Centro de Estudos Geográficos / UL)
António Santos Machado (Arquitecto - Administrador da Spinarq /Sonae)

Debate

3 - PROPOSTAS PÚBLICAS, PARCEIROS PRIVADOS
“Enquadramento legal e novas formas de financiamento.”

Fundos de Gestão Imobiliária
Luísa Bordado (Arquitecta – Square Asset Management)

Intervalo

Problemáticas Jurídicas
Ana Martins de Sousa (Jurista – Administradora Porto Vivo)

Direitos e Deveres dos Cidadãos
José Luís Cunha (Jurista – Assessor da Provedoria da Justiça)

Debate

Encerramento do dia com Moscatel e Momento Musical


19 de Maio Sábado


4 - CIDADE (IN) SUSTENTÁVEL
“O papel da reabilitação na sustentabilidade das cidades.”


O Planeamento na Revitalização dos Centros Urbanos
Jorge Carvalho (Urbanista - UA)

A relevância dos Centros das Cidades na Sustentabilidade Urbana
Aline Delgado (Arquitecta -QUERCUS)
Susana Castelo (Engenheira – TIS: Consultores em Transportes, Inovação e Sistemas, SA)

Debate

Intervalo

Um olhar sobre a cidade – o social na reabilitação urbana
Isabel Guerra (ISCTE).
Maria João Freitas ( INH)

Almoço na Estalagem do Sado

5- A SOCIEDADE NA REABILITAÇÃO URBANA:
“As Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU): Limitações e Potencialidades”

Modelo Institucional e Financeiro
Teresa do Passo de Sousa (Presidente do Conselho de Administração da SRU Ocidental de Lisboa)
Rui Quelhas (Conselho de Administração do Porto Vivo)
João Paulo Craveiro (Presidente do Conselho de Administração da Coimbra Viva)

Debate

Intervalo

Gestão e Execução Técnica nas SRU
Patrício Martins (Arquitecto - Porto Vivo)

Debate

ENCERRAMENTO
Helena Roseta (Presidente da Ordem dos Arquitectos)
João Ferrão (Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades) – a confirmar

(programa sujeito a alterações)


COMISSÕES

Cientifica:

Paulo Pisco (Arq. Doutorando Bolseiro do CESUR IST/UTL)
Ricardo Aboim Inglez (Arquitecto)
Ana Pinho (Arq. Doutoranda Bolseira do LNEC)
José Aguiar (Arq. Professor FA/UTL)

Organizadora:

Pela Santa Casa da Misericórdia de Setúbal
Fernando Cardoso Ferreira (Advogado e Provedor da SCMS)
Sousa Pinto (Gestor de Marketing e Coordenação do Evento)
Paulo Pisco (Arq. Orientador Cientifico do Programa)
Ana Brandão (Arquitecta e Adjunta de Coordenação)
Maria de la Concepcion Gomez (Advogada e Adjunta de Coordenação)
João Direitinho (Estagiário e Adjunto de Coordenação)

Pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional Sul
Leonor Cintra Gomes (Arquitecta e Presidente da OASRS)
Ricardo Aboim Inglez (Arquitecto Vogal da OASRS)
Sílvia Leiria Viegas (Arquitecta Coordenadora de Formação)

Inscrições:
Estudantes e estagiários: 130 Euros
Membros da Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Advogados e Irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal: 150 euros
Outros: 200 euros
Nota: O Preço Inclui Documentação, Certificado de Participação, 4 “coffee breaks” e almoço de Sábado.
Informações

João Direitinho ou Arq. Ana Brandão

Tel. 265 520 969 ou 917267690
E-mail – ana.brandao@misericordiadesetubal.pt

Morada:
Santa Casa da Misericórdia de Setúbal
R. Acácio Barradas n.2
2900-197 Setúbal

Viajar de Comboio







É sempre um prazer. Ver, ler, ouvir, dormir.


terça-feira, abril 10

O silêncio pode tornar-se ensurdecedor.

Um programa com cinco jornalistas na SIC Noticias, fez um bom ponto da situação do que se tem passado na imprensa nos últimos dias. Entretanto, vamos ver se o nosso Primeiro vai acrescentar algum esclarecimento. Ou se irá apenas mostrar a sua impertinência habitual, como sempre faz quando é contestado.

A não perder.

sexta-feira, abril 6

A Paixão de Cristo





O filme de Mel Gibsen é uma demonstração da Paixão de Cristo. Muito provavelmente a forma como Gibsen filma esta parte da vida de Jesus é mais próxima de realidade do que as anteriores. Para muitos é “violência gratuita” ou “carnificina”. Para outros apenas um pouco do seu sofrimento.

É, no entanto, um grande filme. Duro mas cheio de compaixão. Mostrando as vicissitudes da natureza humana no papel que cada personagem tem de assumir nesta história. Onde o sofrimento, tão pouco aceite nos nossos dias em que só se procura o prazer imediato, assume um papel na transcendência da condição humana.

Cada um coloca-se face à "Paixão" conforme o seu entendimento humano ou religioso, mas ninguém lhe consegue ficar indiferente. E por isso é, este pedaço da vida de Cristo, um dos momentos fundadores da nossa civilização.

A não perder hoje na RTP1.

quinta-feira, abril 5

Apenas 17%

querem o Aeroporto na OTA.

Sondagem Expresso/Sic.

Dúvidas, muitas dúvidas...


Não é minimamente relevante se o Primeiro-ministro é ou não licenciado. Mas é relevante como se licenciou. Quem exige tanto dos Portugueses e em nosso entender bem, deve ter uma conduta de exigência consigo próprio e com quem o rodeia. Hoje o Público volta a falar no assunto e o seu director coloca as perguntas certas para Sócrates responder. Não vamos desviar o assunto com "teorias da cabala". Já basta de conversa "futebolomaniaca". Responda-se ao que se tem de responder. Sem rodeios.


«...Tudo o que estará mal neste processo pode ser da exclusiva responsabilidade da Independente. José Sócrates pode estar a ser vítima não de um ataque calunioso, como diz, mas da opção errada que fez ao escolher aquela escola. Disso e das imprecisões na nota biográfica que colocou no Portal do Governo. Quem nada tem a esconder tudo pode explicar, nomeadamente: por que motivo trocou o ISEL, uma escola pública prestigiada, pela Independente, para terminar a sua licenciatura? Por que motivo consta do seu processo uma nota manuscrita numa folha com o timbre da Secretaria de Estado do Ambiente e dirigida ao reitor da UnI? Por que começou por se autodesignar engenheiro e, depois, passou a licenciado em Engenharia Civil?... »

José Manuel Fernandes in Público de Hoje.

Gatos a "Partir"


Hoje no Público:

«O cartaz do Partido Nacional Renovador (PNR), colocado na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, já não está sozinho. José Pinto Coelho, fundador e presidente do partido nacionalista, tem como companhia, a partir de ontem, quatro ilustres conhecidos: Ricardo de Araújo Pereira, Tiago Dores, Miguel Góis e José Diogo Quintela. À semelhança do que acontece com os partidos políticos, os Gato Fedorento decidiram instalar um outdoor mesmo ao lado do cartaz do PNR, assumindo a sua oposição contra a mensagem xenófoba daquele partido político. E fazem-no parodiando Pinto Coelho, o homem que disse querer "conquistar as ruas". »


A melhor forma de reponder a baboseiras é com uma valente gargalhada.


Obrigado
Gatos Fedorentos.

segunda-feira, abril 2

OTA de novo.


Com um conjunto de Oradores de Luxo, o Instituto Francisco Sá Carneiro apresentou, hoje um debate sobre a localização do novo Aeroporto: OTA ou outro local.

José Manuel Viegas, professor catedrático em Transportes do departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico.

Fernando Nunes da Silva, professor catedrático em Urbanismo e Transportes do departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico,

António Diogo Pinto, secretário-geral da Sociedade de Geografia de Lisboa,

Paulino Pereira professor associado em Urbanismo e Transportes do departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico,

Comandante Lima Bastos

Estes manifestaram, de diversas formas e em estilos e argumentos diferentes, razões contra a escolha do futuro Aeroporto na OTA.

Convém dizer, no entanto, que todos estavam de acordo em relação a:

Um novo Aeroporto é indispensável;

A sua localização deve reforçar a centralidade de Lisboa no contexto internacional e por essa razão deve ser próxima (+de 25 Km já é muito);

Este deve servir os interesses do País.

Mas relativamente à escolha do local este deve:

ter espaço para se expandir (não estando condenado a 3 ou 4 décadas de vida);

ter condições técnicas de voo optimizadas (permitir o maior numero de voos em condições de segurança);

ter a melhor relação custo/beneficio;

ser um factor potenciador do desenvolvimento;

ser um factor de ordenamento do território.


Nenhuma destas questões tem na localização da OTA a melhor resposta.

Esta é uma solução cara, longe de Lisboa, pouco servida de acessibilidades (rodo/ferroviárias) sem condições de optimização de serviço e desordenadora do território, ao fazer crescer a “ grande Lisboa” para norte, quando ela está em fase de consolidação a sul.

Na margem Sul temos diversas hipóteses para a instalação do novo Aeroporto. Muitas para além de Rio Frio. Em tudo melhores que a da OTA.

O argumento da coesão territorial é um argumento que acrescentamos, aos já apresentados, a favor da localização a sul do Tejo.

A margem norte da AML é muito mais rica que a margem sul. A localização de um Aeroporto poderia equilibrar os dois territórios da AML, tornando-os mais competitivos no seu conjunto.

Por tudo o que nos está a ser apresentado, por pessoas livres e competentes, na defesa daquilo que lhes parece ser o melhor para o País, pensamos que vale a pena parar para pensar.

Mais vale perder algum tempo (1ano?) e conseguir gastar menos e gastar melhor servindo melhor o futuro do País do que querer ir para a “frente” com um investimento sem sentido, futuro e dispendiosa.
Portugal merece ser esclarecido .


Vamos ver o valor da cidadania...

sexta-feira, março 30

Portugal, um Retrato Social



a série da autoria de António Barreto e realizada por Joana Pontes que começou esta semana é muito interessante. Destacamos, no entanto, este parágrafo, retirado do site da RTP, que sublinha a entrevista dada a Judite de Sousa.




"O atraso económico, social, político e cultural dos portugueses é, há muito, um dos traços do património mental colectivo. Sociedade tradicionalmente muito hierarquizada e centralizada. O essencial da economia e da sociedade dependia do Estado central. Este (monarca ou Administração Pública) raramente conheceu rivais (senhores, príncipes, autarquias, empresas, grupos económicos, instituições) que desafiassem o seu poder. O poder central em Portugal teve sempre muito pouco contrapesos ou moderadores. A Igreja (a mais forte instituição fora do Estado) esteve, na maior parte do tempo moderno (século XVIII para cá), ligada ao Estado: foi um fiel parceiro. Quando assim não foi (em parte Pombal, os Liberais do século XIX, a 1ª República), estava afastada ou dominada pelo Estado. Hierarquias sociais muito rígidas e verticais ligadas a sistemas de patrocinado de Estado (aliança de poderes locais pessoais ou autárquicos ao Estado central)."


in
Portugal, um Retrato Social RTP 1




Apesar das enormes transformações do País, nas últimas décadas, que AB não se cansa de sublinhar, estas características, atrás referidas, continuam. E são, não só a consequência do nosso atraso mas a causa do próprio atraso.

Sempre tivemos, ao olhar para a história de Portugal, a sensação de que a partir das “Descobertas” Portugal começou a gerar três tipos de pessoas:

As “bem instaladas”, que tendo arriscado qualquer coisa faziam fortuna e voltavam dos seus feitos a favor da Coroa (primeiro na Índia, depois no Brasil e em Africa) e ficavam por cá vivendo dos rendimentos. Que na maior parte vezes eram mantidos pelos favores do Estado. Outras, as que se resignavam à sua condição desafortunada ou servil e por cá se arrastavam esperando a protecção dos primeiros. Os poderosos. E os terceiros que não se conformando com a sua condição deixavam o País para nunca mais voltar. Tornando seu o mundo que encontravam lá fora.

Existia uma ideia muito comum acima do Tejo, onde a propriedade sempre foi presente e mais repartida. A de que o primeiro filho homem herdava, o segundo ia para Padre e os restantes ou serviam os primeiros ou iam procurar fortuna para “fora”. Foi assim no “Império” e com a emigração. Durante o século XX, esta última, deu-se primeiro para o Brasil, de seguida para a América, Africa do Sul, Europa, conforme as zonas do País em que o “não instalado” se encontrava.

Os que foram ficando habituaram-se a gerir a pequena miséria, pois o País quase sempre foi pobre. De costas voltadas para a Europa, por antagonismo com o vizinho peninsular, mantivemos quase inalterado este casulo fechado sobre si próprio.

Muito do que temos ou tivemos de bom para oferecer aos outros foi descoberto pelos “Estrangeiros”, onde o vinho do Porto é uma dessas mais antigas marcas. Pouco dinheiro, pouca inovação, pouca visão. Quase nenhuma competição, pelo menos digna desse nome. O que existia era compadrio, cunha, influência ou corrupção. Gerando inveja, cobiça ou resignação. Não vontade de fazer ou vencer. Mas desejo de ocupar o lugar do outro. Não por o merecer, mas por o invejar.

A grande dependência do Estado aumentou e preservou esta situação até hoje. Nem a “Revolução” nem a “Integração Europeia”, conseguiram acabar com ela. Apesar de ser, nesta última que reside a única hipótese de transformação a este nível. Contrariamente a muitos que desconfiam da abertura proporcionada pela Comunidade Europeia, pensamos que só o confronto e a abertura ao exterior nos pode “salvar” desta nossa condição de mediocridade auto sustentada pelo medo de a perder. De arriscar. Por isso tantos de nós estão hoje a rumar para “fora”. E mais uma vez são os “mal instalados”. Mas agora são de dois tipos: os que passam mal e nada têm – os mais desqualificados - e os que acham que merecem mais do que o País tem para lhes oferecer – os mais qualificados.

A transformação, que AB descreveu, só nos parece possível verificando-se, em simultâneo, duas condições: aumentar a concorrência e diminuir o peso do Estado na economia. Tudo o resto será delas consequência.

Até a educação só será mais valorizada pela sociedade quando esta passar a ser efectivamente importante para realizar a distinção no mercado de trabalho. Enquanto o nome de família ou o servilismo forem mais importantes que a capacidade o mérito e a ousadia, será difícil mudar alguma coisa neste aspecto.

quinta-feira, março 29

quarta-feira, março 28

Wild at Heart


Um filme de David Lynch com Nicolas Cage e Laura Dern. Suficiente para não se poder perder hoje no AXN.

sábado, março 24

OTA

Debate sobre o Aeroporto da OTA só por Engenheiros


"Prós e Contras" na RTP1, 26 Março


O programa "Prós e Contras" da RTP 1, do próximo dia 26 de Março, irá discutir o Aeroporto da OTA na perspectiva da Engenharia.



A não perder.



Este é um tema que felizmente ainda vai dar muito que falar. Nas duas últimas semanas este assunto voltou a estar na ordem do dia. Marques Mendes esteve bem ao tornar a OTA um assunto a discutir. O PSD também tem responsabilidades no alimentar desta solução. Este é um assunto que divide os Partidos.


A hora parece ser dos técnicos. Mas como vamos perceber, com mais este debate, também divide os técnicos. Os temas do ordenamento territorial são sempre temas com uma dimensão igualmente técnica e política.


Para se escolher uma opção é necessário saber o que se quer. Ter objectivos claros e transparentes. Depois é deixar a critica actuar. Tendo todos o mesmo acesso à informação disponível, o País pode perceber o que está em causa e escolher. Os principais Partidos devem tentar um consenso sobre o assunto. Apesar deste não ser uma questão para controversias estéreis, existe a tentação de para se ser do contra arranjar uma alternativa à força. Esse não deve ser o caminho.


Vamos estudar. Vamos ouvir...

Lucian Freud


Lucian Freud

Reflection with Two Children (Self Portrait),

1965

quarta-feira, março 21

Chegaram

Hoje de manhã ouvimos. Lá estavam elas de regresso.
Todos os anos chegam com a certeza do bom tempo. Há mais de sete anos que temos um casal, na nossa janela. É a melhor forma de "ter" um animal. Estando livres, nós e eles. Coabitando, criando a família até ao próximo Inverno voltar.