Das melhores sensações. Estar em recolhimento caseiro e ver chover lá fora. O Outono, que parecia querer tardar, parece estar finalmente a chegar.
sábado, setembro 29
sexta-feira, setembro 28
Divulgação
JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2007
28, 29 e 30 de Setembro
PATRIMÓNIO EM DIÁLOGO
Integrado nestas Jornadas hoje na Universidade Moderna – Pólo de Setúbal
Estreia do documentário de Leonardo Silva “A Comenda”
Pelas 21.30 h – Aberto a todos
Onde a propósito deste documentário se vai falar um pouco de património particularmente do arqueológico.
28, 29 e 30 de Setembro
PATRIMÓNIO EM DIÁLOGO
Integrado nestas Jornadas hoje na Universidade Moderna – Pólo de Setúbal
Estreia do documentário de Leonardo Silva “A Comenda”
Pelas 21.30 h – Aberto a todos
Onde a propósito deste documentário se vai falar um pouco de património particularmente do arqueológico.
quinta-feira, setembro 27
Hoje e Amanhã em Setúbal

'As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos'
Este espectáculo é uma condensação de alta velocidade, género montanha-russa, das obras de Shakespeare. Uma comédia/farsa hilariante, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, que revisita as 37 obras do dramaturgo inglês: tragédias, comédias, peças históricas e até sonetos.
Este espectáculo é uma condensação de alta velocidade, género montanha-russa, das obras de Shakespeare. Uma comédia/farsa hilariante, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, que revisita as 37 obras do dramaturgo inglês: tragédias, comédias, peças históricas e até sonetos.
Fórum Municipal Luísa Todi 21h30
Org.: Companhia Teatral do Chiado
Apoio: CMS
27SET07 - 28SET07
Ao que sabemos os dois dias já estão esgotados.
Falta público em Setúbal? Talvez falte oferta de qualidade...
quarta-feira, setembro 26
Oscar Wild
terça-feira, setembro 25
segunda-feira, setembro 24
domingo, setembro 23
O Carteiro de Pablo Neruda

A casa de Neruda

Um poeta conhecido mundialmente (Neruda) e um carteiro que só conhecia a sua pequena ilha italiana conhecem-se e vão aprofundando a sua relação. A curiosidade do carteiro provoca em Neruda a vontade de despertar e de partilhar algo do seu mundo com o "pobre" carteiro. E assim partilham as “metáforas” e as dúvidas da vida. Especialmente no que se refere ao amor. Tudo isto envolto numa paisagem magnifica e embalado por uma nostálgica banda sonora.
A não perder hoje na RTP1, a horas pouco recomendáveis, como é costume.
A não perder hoje na RTP1, a horas pouco recomendáveis, como é costume.
sexta-feira, setembro 21
terça-feira, setembro 18
segunda-feira, setembro 17
sábado, setembro 15
Bocage
Poeta da Cidade de Setúbal
Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura:
Tu és doce atractivo, ó formusura,
Que encanta, que seduz, que persuade.
Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n'alma se apura
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.
Qual se abismou nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.
Amor ou desfalece, ou pára, ou corre;
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.
quinta-feira, setembro 13
Fernando Pessoa
Ventos de mudança?

O senhor Sarkozy não para de surpreender. Se as suas palavras reflectirem uma efectiva mudança na PAC (politica agrícola comum) estamos perante uma verdadeira revolução. De acordo com o Público de hoje o Presidente Francês «deixou a mensagem de que os produtores agrícolas têm de habituar-se a viver com os preços de mercado e não com subsídios. Respeito pelo ambiente, desenvolvimento rural, segurança alimentar e aumento da produção são os pilares sobre os quais Sarkozy quer centrar a discussão.»
A questão da política agrícola é das mais controversas e de difícil resolução no seio da Europa. A nossa agricultura não é competitiva face a outros mercados e por isso só se mantém subsidiada. Este facto produz uma barreira ao desenvolvimento de outras regiões exteriores à Europa que podiam beneficiar do livre comercio, por conseguirem produzir e colocar no mercado interno europeu os mesmos produtos a preço mais baixo. Africa seria um dos continentes mais beneficiados com isso. Aparentemente era bom para quase todos. Ganhavam os produtores, pois conseguiam sair da miséria em que vivem à custa do seu próprio trabalho e também para os consumidores europeus, que de uma assentada conseguiam poupar nos produtos e nos impostos. Ficavam prejudicados os agricultores europeus que passavam a ter uma vida mais “competitiva”. Aparentemente concordamos com a medida. A nossa única duvida é saber como seria afectado o nosso ordenamento do território. O que fazer com a terra agrícola? O abandono desta seria sempre um problema ambiental a diversos níveis. A sua reconversão tem de fazer parte de um novo olhar sobre este problema. Nós por cá sabemos, de experiência feita, o que pode acontecer ao território abandonado. A nossa floresta está ai par nos mostrar todos os anos.
No entanto é de aplaudir a lufada de ar fresco trazida por Sarkozy. Esperemos pelas propostas concretas.
P:s. O que dirão os “Bloquistas” e companhia lda de tudo isto. Estarão ao lado dos nossos agricultores contra o terceiro mundo? Maldita globalização que nos coloca o mundo tão colorido e já não só a preto e branco.
A questão da política agrícola é das mais controversas e de difícil resolução no seio da Europa. A nossa agricultura não é competitiva face a outros mercados e por isso só se mantém subsidiada. Este facto produz uma barreira ao desenvolvimento de outras regiões exteriores à Europa que podiam beneficiar do livre comercio, por conseguirem produzir e colocar no mercado interno europeu os mesmos produtos a preço mais baixo. Africa seria um dos continentes mais beneficiados com isso. Aparentemente era bom para quase todos. Ganhavam os produtores, pois conseguiam sair da miséria em que vivem à custa do seu próprio trabalho e também para os consumidores europeus, que de uma assentada conseguiam poupar nos produtos e nos impostos. Ficavam prejudicados os agricultores europeus que passavam a ter uma vida mais “competitiva”. Aparentemente concordamos com a medida. A nossa única duvida é saber como seria afectado o nosso ordenamento do território. O que fazer com a terra agrícola? O abandono desta seria sempre um problema ambiental a diversos níveis. A sua reconversão tem de fazer parte de um novo olhar sobre este problema. Nós por cá sabemos, de experiência feita, o que pode acontecer ao território abandonado. A nossa floresta está ai par nos mostrar todos os anos.
No entanto é de aplaudir a lufada de ar fresco trazida por Sarkozy. Esperemos pelas propostas concretas.
P:s. O que dirão os “Bloquistas” e companhia lda de tudo isto. Estarão ao lado dos nossos agricultores contra o terceiro mundo? Maldita globalização que nos coloca o mundo tão colorido e já não só a preto e branco.
terça-feira, setembro 11
domingo, setembro 9
quinta-feira, setembro 6
terça-feira, setembro 4
segunda-feira, setembro 3
A Queda de Roma e o fim da Civilização
Respondendo a um desfio de JA feito há mais de um mês, vou falar sobre 5 livros. Não os cinco mais marcantes da minha vida. Até porque me parece sempre uma tarefa demasiado difícil ou mesmo impossível, mas só aqueles que tenho lido nos últimos tempos.
“A queda de Roma e o fim da civilização” de Bryan Ward-Perkins, (editado pela Aletheia).
Este livro, relativamente pequeno (cerca de 300 paginas), para tão grande tarefa e já tentada por tantos. O autor, de um rigor e clareza extraordinários, coloca desde o início do livro o leitor face ao problema abordado. Sem “peias” nem omissões. O que torna o assunto inteligível a qualquer leitor, mesmo não especialista na matéria. Apesar de ser por vezes exaustivo na “procura da prova” histórica que legitima e informa as suas posições. Sempre com uma abordagem muito “cientifica” na procura da verdade. Nunca perdendo de vista a sua própria formação de arqueólogo coloca ai muitas das suas linhas de pesquisa.
No fundo Perkins contraria as novas “correntes históricas” europeias que colocam a transição do Império Romano do Ocidente como uma mera «acomodação» entre os povos bárbaros do norte da Europa e os habitantes do seu interior. A “eurofilia” paga por Bruxelas, na tentativa de criar uma nova identidade, já não centrada na construção do estado nação mas na Europa, é rebatida com factos pelo autor.
A queda de Roma representou o desmoronar de toda uma civilização, não só do ponto de vista cultural, mas material. Sendo o autor arqueólogo é através dos artefactos que este nos dá uma visão do que foi a decadência do “nível de vida” material de todo um império que vivia já num elevado estado de sofisticação. E este só é possível com uma especialização e um comércio muito intensivo. Que sendo quebrado provoca o desmoronar de todo o saber, inclusive no plano tecnológico, remetendo toda uma população para o limiar da sobrevivência. Em alguns aspectos certas zonas da europa só voltam ao mesmo “nível” mais de mil anos depois. Mesmo do ponto de vista demográfico.
O livro torna-se muito pertinente para qualquer um que se interroga sobre o mundo onde vive e de como esse mundo pode ser “circunstancial”. Acabamos com a última frase do livro para o ilustrar. «Os romanos, antes da queda, estavam tão certos como nós estamos hoje de que o seu mundo continuaria sempre substancialmente inalterado. Estavam errados. Seria sensato não repetir a sua complacência.»
Muito interessante.
“A queda de Roma e o fim da civilização” de Bryan Ward-Perkins, (editado pela Aletheia).
Este livro, relativamente pequeno (cerca de 300 paginas), para tão grande tarefa e já tentada por tantos. O autor, de um rigor e clareza extraordinários, coloca desde o início do livro o leitor face ao problema abordado. Sem “peias” nem omissões. O que torna o assunto inteligível a qualquer leitor, mesmo não especialista na matéria. Apesar de ser por vezes exaustivo na “procura da prova” histórica que legitima e informa as suas posições. Sempre com uma abordagem muito “cientifica” na procura da verdade. Nunca perdendo de vista a sua própria formação de arqueólogo coloca ai muitas das suas linhas de pesquisa.
No fundo Perkins contraria as novas “correntes históricas” europeias que colocam a transição do Império Romano do Ocidente como uma mera «acomodação» entre os povos bárbaros do norte da Europa e os habitantes do seu interior. A “eurofilia” paga por Bruxelas, na tentativa de criar uma nova identidade, já não centrada na construção do estado nação mas na Europa, é rebatida com factos pelo autor.
A queda de Roma representou o desmoronar de toda uma civilização, não só do ponto de vista cultural, mas material. Sendo o autor arqueólogo é através dos artefactos que este nos dá uma visão do que foi a decadência do “nível de vida” material de todo um império que vivia já num elevado estado de sofisticação. E este só é possível com uma especialização e um comércio muito intensivo. Que sendo quebrado provoca o desmoronar de todo o saber, inclusive no plano tecnológico, remetendo toda uma população para o limiar da sobrevivência. Em alguns aspectos certas zonas da europa só voltam ao mesmo “nível” mais de mil anos depois. Mesmo do ponto de vista demográfico.
O livro torna-se muito pertinente para qualquer um que se interroga sobre o mundo onde vive e de como esse mundo pode ser “circunstancial”. Acabamos com a última frase do livro para o ilustrar. «Os romanos, antes da queda, estavam tão certos como nós estamos hoje de que o seu mundo continuaria sempre substancialmente inalterado. Estavam errados. Seria sensato não repetir a sua complacência.»
Muito interessante.
Quadro que ilustra a decadência de Roma que conduziu à sua queda, segundo a perspectiva de alguns historiadores ao longo da historia.
Museu d'Orsay
sábado, setembro 1
Subscrever:
Mensagens (Atom)











