Não nos podemos queixar pois temos tido o tempo ideal mas que já vamos sentido falta de um friozinho, isso vamos...
sábado, novembro 10
Saudades do frio
Não nos podemos queixar pois temos tido o tempo ideal mas que já vamos sentido falta de um friozinho, isso vamos...
terça-feira, novembro 6
Regresso ao passado
Já era previsível mas nunca pensámos possível que fosse apenas isto. Mas foi. O “duelo” não foi ao sol, apesar do tempo que temos lá fora.
segunda-feira, novembro 5
Sebastião Salgado
domingo, novembro 4
sexta-feira, novembro 2
quinta-feira, novembro 1
domingo, outubro 28
«Vale a pena mandar os filhos à escola?»

Foi a pergunta realizada esta semana num artigo do Público (23.10.07), por Maria Filomena Mónica (MFM). O argumento central era o de que «os pais só mandam os filhos à escola quando nisso vêem um benefício». O que parece ser relativamente obvio, acreditando numa certa dose de racionalidade nas opções que os pais, que na sua grande maioria desejam o melhor para os seus filhos, fazem e fizeram ao longo dos tempos.
Esta pergunta provocatória faz repensar sobre a natureza do “problema” em análise e na sua formulação. A educação é um bem em si? Ou é um instrumento para se conseguir uma vida melhor, para os próprios e para a sociedade? Tradicionalmente os portugueses foram pouco crédulos nas virtudes do ensino, pelo menos do ponto de vista prático, governantes e governados pouco fizeram para mudar a situação. A vontade de alargar o ensino a todos viu em dois momentos históricos um impulso: Na primeira republica, tendo ficado mais pela palavra do que pela efectivação no terreno - para aprender é necessário escolas e professores e eles eram praticamente inexistentes fora dos grandes centros urbanos do inicio do século XX – e com a reforma de Veiga Simão já no entrar da década de 70 que veio a continuar o seu impulso depois de 1974 com o regime democrático. A primeira foi travada pelo Estado Novo a segunda ainda está em curso, mas com problemas estruturais para se efectivar. O 9ºAno – obrigatório desde 1986 – está praticamente adquirido, apesar do Abandono escolar ainda existente. Mas a realidade do País já não é rural, os filhos já não são necessários para ajudar nos trabalhos do campo…e assim é preferível ficarem na escola até… poderem trabalhar. A escola como “depósito” mais do que como investimento num futuro melhor continua a ser uma realidade. Porquê? Segundo MFM a “racionalidade dos pais” continua a fazer sentido. «Um momento houve, em 1974, em que tudo pareceu possível. Mas a esperança de que Portugal se pudesse tornar numa sociedade meritocrática está em vias de desaparecer. A maioria dos pais considera, mais uma vez, que não é através da escola que se sobe na vida, mas através de "cunhas"» Esta é uma realidade de que pouco se fala, mas continua a ser um dos travões à nossa modernização e um dos aspectos a que a democracia ainda não deu cabal resposta. A sociedade portuguesa, apesar de diferente continua muito pouco dinâmica.
MFM acrescenta que «Os filhos dos mais desfavorecidos, mesmo com curso superior têm muita dificuldade em vingar. A revolução contribuiu para que muitos acreditassem ser a educação o caminho para uma vida melhor. Ao longo das últimas três décadas, os pais fizeram enormes sacrifícios para levar os filhos até à universidade. Não é raro encontrarmos empregadas de limpeza ou taxistas - os indivíduos das chamadas classes baixas com quem os intelectuais têm contacto - que alimentaram sonhos quanto à mobilidade social dos descendentes. Vendo-os desempregados, sentem-se, como é óbvio, ludibriados.» Sem perspectivas de mudança de vida para que vale um tão grande investimento? O abandono escolar poderá ser resolvido pela escola? Dificilmente. Está mais na mão da família e da sociedade. Depende da percepção que for dada pela realidade, para se perceber que a opção “racional” passa pela escola, a sociedade portuguesa tem de mostrar mais mobilidade e permitir que os que mais se esforçam e trabalham sejam recompensados e ser perceptivel que esse esforço e capacidade também passam e se desenvolve na escola. Se continuarmos a ver só os filhos dos privilegiados em posições de destaque, pouco podem acreditar nas vantagens da escola, para si e para os seus filhos, aqueles que não o são.
quarta-feira, outubro 24
domingo, outubro 21
Alentejo Revisitado
Chegar ao Reabilitado Monte-do-Vale, entre a Terrugem e São Romão. Na parte raina do Alto Alentejo, bem junto a Elvas. Herdade a que a familia esteve ligada nos idos anos 40 e 50 do século XX. O isolamento ainda hoje se sente. Vale a pena imaginar como seria então. Uma familia, vivendo aqui, com 12 filhos a cargo.
Curiosidade: nem um desses filhos, dessa geração ficou no Alentejo.

Almoçar na Terrugem. Na "Sociedade"...

junto à Igreja, debaixo de um toldo, com um dia espectacular e uma refeição a condizer. Um típico almoço Mediterrânico. Sol, alegria, boa comida e bebida. E a família, sempre a família.

O verde "terra" da paisagem, sempre presente. O Outono, apesar de camuflado por um Verão tardio, afirma-se. O cheiro, esse não se pode aqui reproduzir, por enquanto. Só estando lá. Mas é um dos grandes protagonistas da paisagem.
Almoçar na Terrugem. Na "Sociedade"...
junto à Igreja, debaixo de um toldo, com um dia espectacular e uma refeição a condizer. Um típico almoço Mediterrânico. Sol, alegria, boa comida e bebida. E a família, sempre a família.
O verde "terra" da paisagem, sempre presente. O Outono, apesar de camuflado por um Verão tardio, afirma-se. O cheiro, esse não se pode aqui reproduzir, por enquanto. Só estando lá. Mas é um dos grandes protagonistas da paisagem.
quinta-feira, outubro 18
Será impressão nossa ou
quarta-feira, outubro 17
terça-feira, outubro 16
Não se disse que não ia ser assim?
Hoje o Público escreve que Santana Lopes "Recebeu luz verde de Menezes, mas não terá unanimidade na liderança da bancada. "
O novo lider do PSD Luís Filipe Menezes, se bem nos recordamos, referiu que não iria interferir na eleição da bancada parlamentar?
O novo lider do PSD Luís Filipe Menezes, se bem nos recordamos, referiu que não iria interferir na eleição da bancada parlamentar?
sábado, outubro 13
quinta-feira, outubro 11
A Tristeza do Rei
quarta-feira, outubro 10
segunda-feira, outubro 8
Montemor-o-Novo 3
Vista de Montemor-o-Novo a partir do Castelo
A urbe "intra muros" de Montemor foi sendo desocupada a partir do século XVI, estando desde o século XIX praticamente vazia. A escassez de água foi a razão do abandono para os arrabaldes, a actual povoação. Até o castelo esteve em ruína, consequência do terramoto de 1755, só voltando a erguer-se nos anos 40 na campanha de recuperação dos monumentos nacionais levadas a cabo pelo Estado Novo.
Um Presidente de Câmara de então, querendo aproveitar o terreno para outros fins tapou de terra o que tinha sobrada dos pavimentos e fundações da velha vila para poder o vender a retalho para fins agrícolas. Este facto, aparentemente um atentado ao património, resultou no guardar, para as gerações futuras, de uma estrutura urbana integral e muito bem conservada, de uma vila de origem medieval, como estão agora a confirmar as actuais escavações arqueológicas.
É caso para se dizer que não há bela sem senão…Resta saber aproveitar e por a descoberto esta pérola e criar um pequeno “parque temático” sobre a vida e história urbana desse tempo.
Um Presidente de Câmara de então, querendo aproveitar o terreno para outros fins tapou de terra o que tinha sobrada dos pavimentos e fundações da velha vila para poder o vender a retalho para fins agrícolas. Este facto, aparentemente um atentado ao património, resultou no guardar, para as gerações futuras, de uma estrutura urbana integral e muito bem conservada, de uma vila de origem medieval, como estão agora a confirmar as actuais escavações arqueológicas.
É caso para se dizer que não há bela sem senão…Resta saber aproveitar e por a descoberto esta pérola e criar um pequeno “parque temático” sobre a vida e história urbana desse tempo.
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