
quarta-feira, novembro 28
domingo, novembro 25
quinta-feira, novembro 22
Uma boa proposta, se for para concretizar
Hoje voltamos a ouvir o que já tínhamos ouvido de Luís Filipe Menezes (LFM) antes de se ter tornado líder do PSD: Pedir a reforma eleitoral, quer relativamente às Autarquias Locais, quer às Legislativas. A primeira, no sentido da “Parlamentarização” das Câmaras Municipais, com o reforço dos poderes das Assembleia Municipais e com a eleição directa do Presidente de Câmara, escolhendo este os seus “vereadores”, podendo até substitui-los a meio do mandato. A segunda no sentido da aproximação dos eleitos dos eleitores criando os círculos uninominais, mantendo um circulo nacional.
No nosso entender estas reformas do sistema político são necessárias há muito tempo e há muito que se discutem sem nunca se chegarem a concretizar. Não sabemos se é para levar a sério, mas gostaríamos que fosse. Esta reforma politica juntamente com a reorganização administrativa das estrutura intermédia do Estado, vulgo regionalização, poderia racionalizar o nosso sistema político-administrativo. Essa racionalização, por trazer transformações ao nível da territorialização das regiões daria um novo fôlego à nossa administração e mesmo ao nosso sistema político/partidário, acabando com “velhas tradições” ao reorganizar os actores, rompia o “statu quo” e possivelmente libertava novas energias. Temos a convicção que estas mudanças ajudariam muito a transformar a qualidade da nossa democracia. Esperemos que LFM esteja realmente convicto destas propostas e que o PS o acompanhe, pois só serão realizáveis com amplo acordo parlamentar.
quarta-feira, novembro 21
domingo, novembro 18
Divulgação
9h30 Abertura
Ministra da Educação
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
10h00/10h45 Conferência
Sucesso só vem antes
do trabalho no dicionário
Alexandre Castro Caldas
10h45 INTERVALO
11h00/13h00 Presidente: Alexandre Castro Caldas
Relações entre Neuro-Ciências
e Educação
Isabel Hub Faria / Sarah Blakemore
13h00 PAUSA PARA ALMOÇO
14h30/17h00 Presidente: Manuel Carmelo Rosa
Sucesso ou Insucesso
Escolar
Luis César Queiroz Ribeiro / Madalena Matos /
José Verdasca
17h00 INTERVALO
17h15 Mesa Redonda
Moderador: António José Teixeira
Nuno Crato / Maria José Nogueira Pinto /
José Ferreira Gomes
20 de Novembro
9h30/13h00 Presidente: Jaime Reis
Economia da Educação
e Formação de Capital
Humano
Anna Vignolles / Pedro Teixeira /
António Candeias
13h00 PAUSA PARA ALMOÇO
14h30/17h00 Presidente: Eduardo Marçal Grilo
Sociedade Civil e Formação
de Capital Social
Michael Woolcock / Victor Pérez Díaz /
João Freire
17h00 INTERVALO
17h15 Conferência
Educação e Capital Social
John Field
18h00 Sessão de Encerramento
Eduardo Marçal Grilo / Manuel Villaverde
Cabral / António José Teixeira
Ministra da Educação
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
10h00/10h45 Conferência
Sucesso só vem antes
do trabalho no dicionário
Alexandre Castro Caldas
10h45 INTERVALO
11h00/13h00 Presidente: Alexandre Castro Caldas
Relações entre Neuro-Ciências
e Educação
Isabel Hub Faria / Sarah Blakemore
13h00 PAUSA PARA ALMOÇO
14h30/17h00 Presidente: Manuel Carmelo Rosa
Sucesso ou Insucesso
Escolar
Luis César Queiroz Ribeiro / Madalena Matos /
José Verdasca
17h00 INTERVALO
17h15 Mesa Redonda
Moderador: António José Teixeira
Nuno Crato / Maria José Nogueira Pinto /
José Ferreira Gomes
20 de Novembro
9h30/13h00 Presidente: Jaime Reis
Economia da Educação
e Formação de Capital
Humano
Anna Vignolles / Pedro Teixeira /
António Candeias
13h00 PAUSA PARA ALMOÇO
14h30/17h00 Presidente: Eduardo Marçal Grilo
Sociedade Civil e Formação
de Capital Social
Michael Woolcock / Victor Pérez Díaz /
João Freire
17h00 INTERVALO
17h15 Conferência
Educação e Capital Social
John Field
18h00 Sessão de Encerramento
Eduardo Marçal Grilo / Manuel Villaverde
Cabral / António José Teixeira
quinta-feira, novembro 15
segunda-feira, novembro 12
Da ciência
sábado, novembro 10
Georges Dussaud outra vez
Porto 2007
Hoje no Público:
"Não me interessa o Porto turístico. Esse está já identificado e documentado que chegue, e o meu papel de fotógrafo não passa por aí. A mim interessa-me captar os instantes de luz, e a realidade física ou humana que ela ilumina ou obscurece. Interessa-me procurar a poesia que pode estar escondida na cidade - e essa não está no circuito turístico", justifica Dussaud.
Concordamos e subscrevemos este ponto de vista. Isto é também o que nos interessa mais numa cidade, quando a visitamos.
Porto 2007
Saudades do frio
terça-feira, novembro 6
Regresso ao passado
Já era previsível mas nunca pensámos possível que fosse apenas isto. Mas foi. O “duelo” não foi ao sol, apesar do tempo que temos lá fora.
segunda-feira, novembro 5
Sebastião Salgado
domingo, novembro 4
sexta-feira, novembro 2
quinta-feira, novembro 1
domingo, outubro 28
«Vale a pena mandar os filhos à escola?»

Foi a pergunta realizada esta semana num artigo do Público (23.10.07), por Maria Filomena Mónica (MFM). O argumento central era o de que «os pais só mandam os filhos à escola quando nisso vêem um benefício». O que parece ser relativamente obvio, acreditando numa certa dose de racionalidade nas opções que os pais, que na sua grande maioria desejam o melhor para os seus filhos, fazem e fizeram ao longo dos tempos.
Esta pergunta provocatória faz repensar sobre a natureza do “problema” em análise e na sua formulação. A educação é um bem em si? Ou é um instrumento para se conseguir uma vida melhor, para os próprios e para a sociedade? Tradicionalmente os portugueses foram pouco crédulos nas virtudes do ensino, pelo menos do ponto de vista prático, governantes e governados pouco fizeram para mudar a situação. A vontade de alargar o ensino a todos viu em dois momentos históricos um impulso: Na primeira republica, tendo ficado mais pela palavra do que pela efectivação no terreno - para aprender é necessário escolas e professores e eles eram praticamente inexistentes fora dos grandes centros urbanos do inicio do século XX – e com a reforma de Veiga Simão já no entrar da década de 70 que veio a continuar o seu impulso depois de 1974 com o regime democrático. A primeira foi travada pelo Estado Novo a segunda ainda está em curso, mas com problemas estruturais para se efectivar. O 9ºAno – obrigatório desde 1986 – está praticamente adquirido, apesar do Abandono escolar ainda existente. Mas a realidade do País já não é rural, os filhos já não são necessários para ajudar nos trabalhos do campo…e assim é preferível ficarem na escola até… poderem trabalhar. A escola como “depósito” mais do que como investimento num futuro melhor continua a ser uma realidade. Porquê? Segundo MFM a “racionalidade dos pais” continua a fazer sentido. «Um momento houve, em 1974, em que tudo pareceu possível. Mas a esperança de que Portugal se pudesse tornar numa sociedade meritocrática está em vias de desaparecer. A maioria dos pais considera, mais uma vez, que não é através da escola que se sobe na vida, mas através de "cunhas"» Esta é uma realidade de que pouco se fala, mas continua a ser um dos travões à nossa modernização e um dos aspectos a que a democracia ainda não deu cabal resposta. A sociedade portuguesa, apesar de diferente continua muito pouco dinâmica.
MFM acrescenta que «Os filhos dos mais desfavorecidos, mesmo com curso superior têm muita dificuldade em vingar. A revolução contribuiu para que muitos acreditassem ser a educação o caminho para uma vida melhor. Ao longo das últimas três décadas, os pais fizeram enormes sacrifícios para levar os filhos até à universidade. Não é raro encontrarmos empregadas de limpeza ou taxistas - os indivíduos das chamadas classes baixas com quem os intelectuais têm contacto - que alimentaram sonhos quanto à mobilidade social dos descendentes. Vendo-os desempregados, sentem-se, como é óbvio, ludibriados.» Sem perspectivas de mudança de vida para que vale um tão grande investimento? O abandono escolar poderá ser resolvido pela escola? Dificilmente. Está mais na mão da família e da sociedade. Depende da percepção que for dada pela realidade, para se perceber que a opção “racional” passa pela escola, a sociedade portuguesa tem de mostrar mais mobilidade e permitir que os que mais se esforçam e trabalham sejam recompensados e ser perceptivel que esse esforço e capacidade também passam e se desenvolve na escola. Se continuarmos a ver só os filhos dos privilegiados em posições de destaque, pouco podem acreditar nas vantagens da escola, para si e para os seus filhos, aqueles que não o são.
quarta-feira, outubro 24
domingo, outubro 21
Alentejo Revisitado
Chegar ao Reabilitado Monte-do-Vale, entre a Terrugem e São Romão. Na parte raina do Alto Alentejo, bem junto a Elvas. Herdade a que a familia esteve ligada nos idos anos 40 e 50 do século XX. O isolamento ainda hoje se sente. Vale a pena imaginar como seria então. Uma familia, vivendo aqui, com 12 filhos a cargo.
Curiosidade: nem um desses filhos, dessa geração ficou no Alentejo.

Almoçar na Terrugem. Na "Sociedade"...

junto à Igreja, debaixo de um toldo, com um dia espectacular e uma refeição a condizer. Um típico almoço Mediterrânico. Sol, alegria, boa comida e bebida. E a família, sempre a família.

O verde "terra" da paisagem, sempre presente. O Outono, apesar de camuflado por um Verão tardio, afirma-se. O cheiro, esse não se pode aqui reproduzir, por enquanto. Só estando lá. Mas é um dos grandes protagonistas da paisagem.
Almoçar na Terrugem. Na "Sociedade"...
junto à Igreja, debaixo de um toldo, com um dia espectacular e uma refeição a condizer. Um típico almoço Mediterrânico. Sol, alegria, boa comida e bebida. E a família, sempre a família.
O verde "terra" da paisagem, sempre presente. O Outono, apesar de camuflado por um Verão tardio, afirma-se. O cheiro, esse não se pode aqui reproduzir, por enquanto. Só estando lá. Mas é um dos grandes protagonistas da paisagem.
quinta-feira, outubro 18
Será impressão nossa ou
quarta-feira, outubro 17
terça-feira, outubro 16
Não se disse que não ia ser assim?
Hoje o Público escreve que Santana Lopes "Recebeu luz verde de Menezes, mas não terá unanimidade na liderança da bancada. "
O novo lider do PSD Luís Filipe Menezes, se bem nos recordamos, referiu que não iria interferir na eleição da bancada parlamentar?
O novo lider do PSD Luís Filipe Menezes, se bem nos recordamos, referiu que não iria interferir na eleição da bancada parlamentar?
sábado, outubro 13
quinta-feira, outubro 11
A Tristeza do Rei
quarta-feira, outubro 10
segunda-feira, outubro 8
Montemor-o-Novo 3
Vista de Montemor-o-Novo a partir do Castelo
A urbe "intra muros" de Montemor foi sendo desocupada a partir do século XVI, estando desde o século XIX praticamente vazia. A escassez de água foi a razão do abandono para os arrabaldes, a actual povoação. Até o castelo esteve em ruína, consequência do terramoto de 1755, só voltando a erguer-se nos anos 40 na campanha de recuperação dos monumentos nacionais levadas a cabo pelo Estado Novo.
Um Presidente de Câmara de então, querendo aproveitar o terreno para outros fins tapou de terra o que tinha sobrada dos pavimentos e fundações da velha vila para poder o vender a retalho para fins agrícolas. Este facto, aparentemente um atentado ao património, resultou no guardar, para as gerações futuras, de uma estrutura urbana integral e muito bem conservada, de uma vila de origem medieval, como estão agora a confirmar as actuais escavações arqueológicas.
É caso para se dizer que não há bela sem senão…Resta saber aproveitar e por a descoberto esta pérola e criar um pequeno “parque temático” sobre a vida e história urbana desse tempo.
Um Presidente de Câmara de então, querendo aproveitar o terreno para outros fins tapou de terra o que tinha sobrada dos pavimentos e fundações da velha vila para poder o vender a retalho para fins agrícolas. Este facto, aparentemente um atentado ao património, resultou no guardar, para as gerações futuras, de uma estrutura urbana integral e muito bem conservada, de uma vila de origem medieval, como estão agora a confirmar as actuais escavações arqueológicas.
É caso para se dizer que não há bela sem senão…Resta saber aproveitar e por a descoberto esta pérola e criar um pequeno “parque temático” sobre a vida e história urbana desse tempo.
domingo, outubro 7
quinta-feira, outubro 4
segunda-feira, outubro 1
Vias Rápidas?
A rapidez é um dos mitos da nossa modernidade. Produzir mais em menos tempo, consumir mais produtos com “ciclo de vida” mais curto ou vencer as distâncias com mais facilidade tornou este mito numa aparente realidade. Mas apesar de discutível é cada vez mais difícil fugir à aceleração do nosso quotidiano. O desenvolvimento tecnológico e seu generalizado acesso por cada vez mais pessoas é responsável por boa parte desta aceleração.
O território reflecte também esta vontade ou necessidade que todos temos de conseguir vencer o espaço em cada vez menos tempo. Os meios que hoje temos à disposição para nos deslocarmos criam a sensação de que essa seria uma tendência sem retorno. Mas a generalização do automóvel veio colocar em causa essa ideia. O congestionamento, a falta de estacionamento e os riscos associados à velocidade, obrigaram a uma desaceleração neste processo que parecia imparável. Hoje é perceptível que os problemas ligados às acessibilidades passam por outro tipo de opções que não podem continuar a colocar o automóvel como tema central.
No entanto, vemos ainda nas nossas cidades serem realizadas intervenções que estão em contra ciclo com as necessidades do nosso tempo. A ideia de atravessamento rápido da cidade tem sido alimentada por se julgar que com mais vias de comunicação se consegue ultrapassar o problema do congestionamento. E se forem vias rápidas ainda melhor. Os especialistas dizem que a construção de uma nova via tende sempre para o seu limite de serviço. Ou seja, para o seu inevitável congestionamento e consequente abrandamento da velocidade. Para além de, no caso de ser uma via urbana, estar limitada pelo código da estrada aos 50 km/h. O que, convenhamos, não é lá muito rápido.
A separação por funções e sistemas das várias componentes urbanas, típica do século XX, levou a que os especialistas nas diversas áreas resolvessem, isoladamente e olhando pouco para o conjunto, cada um dos seus problemas específicos. As acessibilidades são determinadas por especialistas em tráfego que, normalmente, olham apenas para a necessidade de resolver a circulação rodoviária. Esquecendo-se que a cidade vai muito para além deste problema apesar de este ser muito importante. É por isso necessário olhar para as diversas componentes da cidade de forma integrada e o mais harmonizada possível. Uma rua não pode ser apenas um atravessamento automóvel.
Por isso as “vias rápidas” dentro da cidade ou atravessando zonas residenciais são, na nossa opinião uma opção sem sentido por duas razões essenciais: Em primeiro lugar porque, como já vimos, não podem ser rápidas e em segundo porque destroem a continuidade urbana, tornando-se barreiras dentro das cidades, com todos os efeitos negativos a estas associados.
Em Setúbal existem dois casos, ambos na Estrada Nacional 10, que nos parecem da maior importância resolver, a bem da qualidade de vida urbana, da coesão social e da identidade da cidade. Um é a famosa “variante da Várzea” que liga a “Estrada dos Ciprestes” à Estrada de Azeitão, a outra a Avenida Antero de Quental, que passa junto ao “Jumbo” e que divide o Monte Belo em dois.
As duas vias deviam passar a ser avenidas urbanas, com vários atravessamentos, o que permitia uma maior interligação entre as zonas que dividem, tornando essas zonas mais seguras para quem as atravessa (actualmente já são muitos) e para todos os que as vivem. As barreiras tornam sempre os seus espaços envolventes mais inseguros e decadentes, por serem menos vividos.
Ao optar por transformar estas barreiras em espaços de relação e convívio a cidade ficava mais agradável, mais segura, mais coesa e, garantidamente, não se tornaria menos rápida. Pelo contrário, sendo mais permeável aceleravam-se alguns percursos. Esta seria uma via alternativa, não sabemos se rápida, mas com certeza mais acertada do ponto de vista urbano.
Publicado hoje no "Jornal de Setúbal"
domingo, setembro 30
Saudades
Sobre os resultados eleitorais do PSD
O PSD votou na mudança. As bases do partido pensaram que para pior já não era possível. Por isso era melhor apostar noutro, porque o que lá estava não “ia a lado nenhum”.
No nosso entender a opção pela mudança encerra dois equívocos:
Um é pensar que um certo efeito dado pela novidade e empolado pela comunicação social chega para fazer a diferença.
Outro é pensar que mudando de líder basta para mudar o partido e, acima de tudo, que isso basta para mudar a realidade.
Relativamente ao primeiro aspecto vários exemplos existem de lideranças que se pensavam salvadoras e que se revelaram “poucochinho”. Não nos podemos esquecer que em Portugal o poder é venerado e que quem não está no poder é achincalhado. O poder perde-se, raramente se ganha.
O que mudou bastante nos últimos anos foram os hábitos e os militantes do PSD assim como a sua relação com sociedade. Não só no PSD mas em todos os outros partidos. Os líderes passaram mas pouco ou nada mudou dentro da estrutura partidária. E para se modificar algo dentro de um partido, de qualquer partido, muitos outros aspectos terão de mudar. Alguns deles só mudarão com um impulso de fora para dentro como por exemplo: as leis eleitorais, para as legislativas e para as autárquicas, assim como a própria reorganização politicamos administrativa do País. Outros estarão dependentes da vontade dos próprios para mudar. Será isso possível?
É certo que o denominado “aparelho” estava maioritariamente com Mendes. E este foi derrotado. Mas isso irá mudar alguma coisa? Bastará ver como se irão comportar os dirigentes e o novo lider neste congresso e no futuro próximo. Pensamos que todos serão “Menezistas”, como já foram tudo o resto, sem se mudar nada na forma como se vive dentro do partido e na relação entre este e a sociedade. E o lider estará mais preocupado em se afirmar do que em mudar o que quer que seja.
E a realidade é que o actual governo está a fazer o que tinha sido, tradicionalmente, o papel do PSD. A tornar o País moderno e europeu, acelerando o nosso atraso estrutural e aniquilar os desvios da deriva do PREC.
Justa ou injustamente é essa a marca que está a passar para o eleitorado. E o PSD tem que propor politicas que nos façam andar ainda mais depressa no sentido de nos modernizarmos. E não ficar como caixa de ressonância de quem só está interessado em manter tudo como está.
Menezes como lider da oposição parece querer dar voz a muitos dos ressentimentos dos sectores mais tocados pelas reformas. E isso pode ser fatal para um candidato a primeiro-ministro que se quer alternativa a Sócrates. Para quê mudar de ilusionista se o que lá está já se conhece? É necessário oferecer mais, muito mais.
No nosso entender a opção pela mudança encerra dois equívocos:
Um é pensar que um certo efeito dado pela novidade e empolado pela comunicação social chega para fazer a diferença.
Outro é pensar que mudando de líder basta para mudar o partido e, acima de tudo, que isso basta para mudar a realidade.
Relativamente ao primeiro aspecto vários exemplos existem de lideranças que se pensavam salvadoras e que se revelaram “poucochinho”. Não nos podemos esquecer que em Portugal o poder é venerado e que quem não está no poder é achincalhado. O poder perde-se, raramente se ganha.
O que mudou bastante nos últimos anos foram os hábitos e os militantes do PSD assim como a sua relação com sociedade. Não só no PSD mas em todos os outros partidos. Os líderes passaram mas pouco ou nada mudou dentro da estrutura partidária. E para se modificar algo dentro de um partido, de qualquer partido, muitos outros aspectos terão de mudar. Alguns deles só mudarão com um impulso de fora para dentro como por exemplo: as leis eleitorais, para as legislativas e para as autárquicas, assim como a própria reorganização politicamos administrativa do País. Outros estarão dependentes da vontade dos próprios para mudar. Será isso possível?
É certo que o denominado “aparelho” estava maioritariamente com Mendes. E este foi derrotado. Mas isso irá mudar alguma coisa? Bastará ver como se irão comportar os dirigentes e o novo lider neste congresso e no futuro próximo. Pensamos que todos serão “Menezistas”, como já foram tudo o resto, sem se mudar nada na forma como se vive dentro do partido e na relação entre este e a sociedade. E o lider estará mais preocupado em se afirmar do que em mudar o que quer que seja.
E a realidade é que o actual governo está a fazer o que tinha sido, tradicionalmente, o papel do PSD. A tornar o País moderno e europeu, acelerando o nosso atraso estrutural e aniquilar os desvios da deriva do PREC.
Justa ou injustamente é essa a marca que está a passar para o eleitorado. E o PSD tem que propor politicas que nos façam andar ainda mais depressa no sentido de nos modernizarmos. E não ficar como caixa de ressonância de quem só está interessado em manter tudo como está.
Menezes como lider da oposição parece querer dar voz a muitos dos ressentimentos dos sectores mais tocados pelas reformas. E isso pode ser fatal para um candidato a primeiro-ministro que se quer alternativa a Sócrates. Para quê mudar de ilusionista se o que lá está já se conhece? É necessário oferecer mais, muito mais.
Finalmente se a deriva da nova direcção for populista podemos ter a “morte” do PSD tal como o conhecemos. E isso não é bom para Portugal.
sábado, setembro 29
Chuva lá fora
sexta-feira, setembro 28
Divulgação
JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2007
28, 29 e 30 de Setembro
PATRIMÓNIO EM DIÁLOGO
Integrado nestas Jornadas hoje na Universidade Moderna – Pólo de Setúbal
Estreia do documentário de Leonardo Silva “A Comenda”
Pelas 21.30 h – Aberto a todos
Onde a propósito deste documentário se vai falar um pouco de património particularmente do arqueológico.
28, 29 e 30 de Setembro
PATRIMÓNIO EM DIÁLOGO
Integrado nestas Jornadas hoje na Universidade Moderna – Pólo de Setúbal
Estreia do documentário de Leonardo Silva “A Comenda”
Pelas 21.30 h – Aberto a todos
Onde a propósito deste documentário se vai falar um pouco de património particularmente do arqueológico.
quinta-feira, setembro 27
Hoje e Amanhã em Setúbal

'As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos'
Este espectáculo é uma condensação de alta velocidade, género montanha-russa, das obras de Shakespeare. Uma comédia/farsa hilariante, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, que revisita as 37 obras do dramaturgo inglês: tragédias, comédias, peças históricas e até sonetos.
Este espectáculo é uma condensação de alta velocidade, género montanha-russa, das obras de Shakespeare. Uma comédia/farsa hilariante, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, que revisita as 37 obras do dramaturgo inglês: tragédias, comédias, peças históricas e até sonetos.
Fórum Municipal Luísa Todi 21h30
Org.: Companhia Teatral do Chiado
Apoio: CMS
27SET07 - 28SET07
Ao que sabemos os dois dias já estão esgotados.
Falta público em Setúbal? Talvez falte oferta de qualidade...
quarta-feira, setembro 26
Oscar Wild
terça-feira, setembro 25
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