quinta-feira, junho 16

Divulgação

Lançamento do livro CEAI@EBG, 21.junho.2011, às 18h30, na Fundação Calouste Gulbenkian. Com Viriato Soromenho Marques e a equipa de projectistas dos quais destaco o nosso amigo João Maria Trindade.

terça-feira, junho 14

Zaha Hadid

Spriral Tower

Sketch

Debate sobre Educação

Hoje no Público Roberto Carneiro escreve um interessante artigo sobre algumas mudanças estruturais no Ministério da Educação e respectiva administração desconcentrada (Direcções Regionais, etc.) passando parte das suas competências para os actuais agrupamentos de escolas e reduzindo as competências centrais às três essenciais a quatro vectores estratégicos: (i) orientação e supervisão pedagógica; (ii) gestão integrada de recursos (humanos, materiais, financeiros); (iii) inspecção, e (iv) prospectiva, antecipação e planeamento estratégico.

Não é tudo mas já seria uma grande reforma ( ou uma pequena revolução).

segunda-feira, junho 13

Ao amor e a S. António

Há dezasseis anos foi neste dia que, por conveniência de ser feriado em Lisboa, casámos em Setúbal. Era-mos novos e talvez um pouco inconscientes mas o amor já movia montanhas. Onze anos depois voltámos a casar no mesmo dia, na mesma cidade mas agora já acompanhados pela graça de Deus. Mais conscientes mas ainda mais enamorados.

Santo António esteve sempre presente. Foi convocado, primeiro por acaso, se é que isso existe, e mais tarde oficialmente convidado para nosso patrono.

Até hoje não nos deixou ... o nosso casamento parece eternamente abençoado. A ele, ou através dele o nosso agradecimento.

sábado, junho 11

Rede de cuidados de Pediatria cobre quase todo o país

No Público de hoje. É importante sabermos com rigor o que passa a nível territorial para que as politicas públicas não sejam julgadas só com base na opinião, no medo ou no oportunismo dos diversos agentes. 86% da população portuguesa até aos 14 anos tem uma urgência pediátrica a menos de 30 minutos de viagem de suas casas não nos parece um mau indicador.

sexta-feira, junho 10

Divulgação


No âmbito do Projecto FCT IN_LEARNING (http:/in-learning.ist.utl.pt), vai realizar-se uma palestra no IST na proxima 3ª feira dia 14 as 17h na sala V1.41 sobre


UNIVERSITY SPATIAL MODELS FOR INNOVATION: THE EDUCATIONAL CAMPUS AS A CONCEPTUAL TOOL


Orador:

Professor. PABLO CAMPOS
SOTELCEU UNIVERSIDAD DE SAN PABLO - MADRID

segunda-feira, junho 6

Today is a new day

A Esperança venceu o Medo.


Muito estará por (re) fazer mas todos iremos conseguir tornar Portugal um lugar melhor. Que ninguém se refugie atrás de nada... que ninguém deixe de fazer a sua parte. Bem hajam aos que permitiram que começasse agora a possibilidade de o amanhã ser melhor que o ontem.

sábado, maio 28

Será que este país não tem emenda?

Um bom retrato da situação actual em Portugal hoje no Público por José Manuel Fernandes. Este "ar do tempo" aqui descrito está a ficar insuportável. O sentimento que temos é o de estar em rota de colisão com a situação existente.

E utilizando dois provérbios sábios:

Quem está mal muda-se ...e... não se pode ter razão antes do tempo...

pensamos que o melhor é fazer um pequeno intervalo, até porque há mais mundo para além de Portugal. E vale a pena aprender com ele.


sexta-feira, maio 20

Ser Independente - Jornal dos Arquitectos* 240*

Texto publicado em 2010 no JA mas agora colocado online:



Ser Independente”é uma questão controversa. Difícil mesmo. No caso da Arquitectura a coisa pode ainda ser mais…complicada.

Individualmente essa questão coloca-se do ponto de vista intelectual, emocional ou até ético e moral. Mas como se coloca profissionalmente?

Ser independente de quê? Numa disciplina em que se vive uma tensão permanente entre o belo e o útil, entre a arte e a técnica o que poderá isso significar?

E ser independente de quem? Do poder político, do económico, do cultural ou corporativo?... e viver de quê?

Começando pelos aspectos disciplinares. O mundo está a mudar. E a criação artística também. Em todas as áreas e particularmente na arquitectura. Com a pulverização dos limites entre as diversas artes, para que se caminha, volta a ser o espaço o único elemento de ligação entre todas. Como já o foi no passado. Na Idade Média não existia uma separação entre as artes. Tudo era Catedral. Assim como não existia uma separação entre arte popular e erudita. As divisões surgiram com a “modernidade”. No Renascimento. Onde se estabeleceram limites que tornaram a criação acessível só a alguns: os artistas. Mas essa realidade está em transformação, em particular na arquitectura.

Por um lado, face a uma complexificação dos processos e das disciplinas envolvidas no projecto, pela necessidade de responder a problemas mais exigentes este é, tendencialmente, uma realização colectiva. Por outro, os meios tecnológicos tornam a concepção (aparente) mais acessível. Todos podem (e muitos querem) ser criadores do seu mundo. E ter os seus objectos, as suas músicas, os seus filmes e, naturalmente…os seus espaços. Personalizados, únicos, só seus. Que papel terá o arquitecto do futuro colocado entre o anonimato e o serviço personalizado?

Num certo sentido, poderemos estar a caminhar para uma fase da concepção projectual mais interdependente que independente, quer por necessidade de incorporação de outras disciplinas e agentes na procura de soluções quer por constrangimentos económicos e ecológicos. Fará sentido falar em independência neste contexto?

O arquitecto já é, actualmente, mais o gestor de um processo e menos o “iluminado” que projecta o mundo e vive isolado na sua torre, ou aquele que faz os “bonecos”no seu “vão de escada”. O processo de design parece estar definitivamente a matar o “pai”, o projecto, assumindo-se como a resposta possível a um mundo sempre mais incerto. O projecto é hoje, e será ainda mais no futuro um processo contínuo. Não estamos a defender a ideia da “obra inacabada” mas a possibilidade de esta ser permanentemente alterada. Como a cidade. Será a mutabilidade o maior valor da obra de arquitectura no futuro?

Os arquitectos, provavelmente, deixarão de ser autores para ser consultores ou mediadores. Que consequências terá na organização do trabalho e no papel tradicionalmente atribuído ao arquitecto e na sua independência?

Existe ainda a questão da sobrevivência, menos interessante mas mais polémica. O arquitecto tradicional necessita que promovam obras para sobreviver. E quem promove essas obras? Fundamentalmente o Estado, as Autarquias, os promotores imobiliários e os particulares. E serão estes independentes em Portugal? E que papel tem tido a sua associação profissional para tornar o exercício da profissão mais independente numa sociedade em mudança?

Eis algumas interrogações que gostávamos de ver abordadas neste número da JA. Se o publicarem óptimo! Se não…somos independentes para o fazer http://www.memoriasdeadriano.blogspot.com/"

Paulo Pisco
Arquitecto