domingo, novembro 10

Bênção da 1ª Pedra - Nova Igreja e Centro Paroquial do Faralhão

Hoje dia 10 de Novembro 2013 é um dia muito importante para a comunidade do Faralhão. Será dada a bênção da 1ª Pedra da Nova Igreja e Centro Paroquial do Faralhão.

Esta reúne uma série de valências que vão contribuir para um melhor serviço aos cristãos e à comunidade no seu todo. Terá, para além da Igreja, um salão para reuniões festas e eventos, salas de catequese, capela mortuária e um Centro de Dia, infra-estrutura de que esta zona está tão necessitada pelo natural envelhecimento dos habitantes da freguesia.

Vimos, por esta razão desafiá-lo (a) a estar presente na celebração da bênção da 1ª pedra que  começará com a:

  • Celebração da Eucaristia na Igreja do Faralhão presidida pelo sr. Vigário Geral às 11,30
  • De seguida e na presença dos nossos convidados e da comunidade cristã bênção da 1ª pedra. Segue-se o almoço convívio no "Estrelas do Faralhão" com a presença dos nossos convidados. 

Mas esta comunidade, apesar de estar a trabalhar empenhadamente há mais de dez anos, ainda não reuniu todos os recursos necessários para colocar este seu sonho de pé. Assim pedimos a colaboração de todos para contribuir para esta causa contribuindo ou associando-se, na sua divulgação, a esta grande corrente de boa vontade.

O projeto pode ser consultado aqui 

Quem quiser pode contribuir para a conta da Igreja Paroquial do Faralhão da CGD

NIB . 0035 0305 0000 4414 93088
(Passam recibo para dedução no IRS e IRC)


Ontem no Sem Mais Jornal - encarte do Semanário EXPRESSO saiu sobre este evento o seguinte:




quinta-feira, outubro 24

Manuel Medeiros


homenagem a mais um dos melhores de Setúbal.

Conhecemos Manuel Medeiros (MM) ainda uma criança, como pensamos que aconteceu a muitos de nós, nascidos ou criados nesta terra. Como muitos de nós, Medeiros não nasceu em Setúbal, mas tomou-a como sua. Tendo-se radicado nesta cidade em idade adulta e madura ele e sua esposa, companheira de sempre (um grande abraço à Fátima) aqui criaram os seus filhos (da nossa geração) e a Culsete. Entre livros viveu e aos livros dedicou toda a sua vida e energia. Foi com certeza o seu mais ilustre divulgador nesta cidade e também um dos que mais os amou.


Conhecemo-lo pessoalmente quando ainda aluno do Liceu (Escola Secundária do Bocage) nos demos em organizar, conjuntamente com os meus grandes amigos João Manuel Pereira e Nuno Luís, a "Semana do Teatro". Organizamos vários acontecimentos, juntando autores, atores e atrizes, encenadores, vendo peças e como não podia deixar de ser ... mostrar livros escritos e adotados para teatro... e quem mais podia em Setúbal, nessa época, ou em qualquer outra, dispor-se a fazer uma feira do livro numa escola secundária especificamente sobre o texto dramaturgo, organizado por um bando de miúdos, ainda que apoiados, a uma certa distância, por dois ou três professores? O Manuel Medeiros claro está. Se não nos atraiçoa a memória isto correu em 1986, tínhamos nós 15 ou 16 anos. Este Senhor, como então lhe chamávamos e como sempre o vimos, recebe-nos na sua Culsete...ouviu-nos e resolveu levar esta empreitada  adiante...connosco. Só ele. Outros encontros tivemos...mas deste resultou um respeito mútuo (pelo menos assim o sentimos) que não mais se quebrou. 

Desta primeira aventura conjunta resultaram vários encontros e destes uma lição que não mais esquecemos. Das muitas conversas que tivemos para organizar o evento - o MM era um conversador incansável como sabem - falámos de um livro de que ambos gostávamos muito: o "Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry. Defendemos  então que, mesmo quem não tivesse tido acesso ao livro na infância em qualquer altura poderia ler e apreciar esta obra. Mas MM, na sua imensa sabedoria, discordou. Chamando-nos a atenção para algo que, de tão evidente, muitas vezes nos esquecemos. "Mas Paulo o "Principezinho" pode ser lido e apreciado qualquer idade é verdade...mas nunca poderá ser lido por estes com os olhos de criança". Uma evidência que registei para a vida.

Obrigado Sr. Medeiros. Valeu muito a pena
...até sempre... 

(tivemos a felicidade de o rever pessoalmente recentemente na Casa da Cultura a propósito do 40 anos da sua Culsete).


terça-feira, outubro 22

Divulgando o melhor de Setúbal - João Vaz





Fugindo ao Tempo

Pintor quase desconhecido entre nós. Mas de uma enorme qualidade. Iremos divulgando

Nota Bibliográfica de António Galrinho sobre o Pintor que tem sido o responsável pela sua difusão nos últimos anos.

"João Vaz (1859-1931) nasceu em Setúbal, filho de uma família da média burguesia dedicada ao comércio, que desde cedo apoiou os seus dotes artísticos, manifestados enquanto aluno do Liceu Municipal. Aos 13 anos foi estudar Desenho para a Academia Real de Belas-Artes de Lisboa. Paralelamente, estudou Francês no Colégio Juvenil.

Aos 18 anos, findo o curso de Desenho, inscreveu-se em Pintura de Paisagem. As aulas de Tomás da Anunciação foram substituídas (por morte deste) pelas do jovem Silva Porto, que o introduziria no Naturalismo.

Aos 24 anos (em 1883) foi para Paris, onde permaneceu um ano na companhia de Columbano Bordalo Pinheiro, António Ramalho e Sousa Pinto. De volta a Portugal integra o Grupo do Leão, formado por pintores e escritores, que promovia tertúlias regulares e exposições.

A partir dos 20 anos, João Vaz participou em imensas exposições coletivas, mas só depois dos 50 realizou algumas, poucas, individuais. Esteve presente em mostras no estrangeiro, incluindo as exposições internacionais de Paris e de St. Louis (1900 e 1904). Foi agraciado com diversos prémios ao longo da sua carreira.

Foi professor durante mais de quatro décadas, nas escolas Afonso Domingues, em Lisboa, e Gil Vicente, em Setúbal, vindo a ser diretor de ambas. A escola de Setúbal (que ficou com o seu nome após a sua morte) é a atual Escola Secundária Sebastião da Gama.

João Vaz pintou centenas de telas, fez aguarelas e inúmeros desenhos, fez fotografia, ilustrou revistas, desenhou mobiliário, decorou residências particulares, casas comerciais, etc.

Teve também uma destacada ação como benemérito (que já era comum da parte de seus pais), oferecendo dinheiro e algumas telas, parte delas para leilões realizados por associações de utilidade social. Financiou também a edição da revista "Athena", onde participava um dos seus filhos.

João Vaz fez registos de imensos locais por onde passou, sobretudo telas e esboços. Em Portugal fê-los em dezenas de sítios e localidades, sempre com especial interesse por marinhas (paisagens marítimas). Há também registos seus de França, Itália, Espanha e Rio de Janeiro.


Apesar de cedo ter ido estudar para Lisboa, e lá ter ficado a residir após o casamento, regressou frequentemente a Setúbal, tendo feito nas zonas de envolvência do Sado e da Arrábida várias das suas telas mais belas e supreendentes."

domingo, outubro 20

Divulgando o melhor de Setúbal - Helder Oliveira



Um dos maiores ilustradores  da atualidade em Portugal. Este foi um dos seus últimos trabalhos no Expresso - quando da fusão da Oi pela PT representando Zeinal Bava qual Cristo Rei montado num "Pão de Açucar " PT...

Para quem pensa que não conhece pode ver muito do seu trabalho aqui - konstriktor

quarta-feira, setembro 18

Work...work and work


Among all the rest I'm preparing my comunication and my two posters to try to win the 10th BIENNIAL OF EUROPEAN TOWNS AND TOWN PLANNERS CASCAIS URBAN AWARD 2013, with my PhD Thesis: School urbanism in mid-sized cities in Portugal. It was selected to the ten finalists. Whish me luck.

segunda-feira, setembro 16

Projeto para o Clube Naval Setubalense

século XXI.

Estávamos no início do século (ano 2000) e corria o primeiro Plano de Pormenor (APSS/Atelier Risco, 1997) para a revalorização e requalificação da zona ribeirinha de Setúbal. O objetivo da parte da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) para esta zona ribeirinha era tornar acessível ao público a doca do Clube Naval Setubalense (CNS), desviando o estacionamento das embarcações para a nascente do rio Sado em espaço a destinar e, com isso "ajudar" o clube auto-sustentar-se através de uma rentabilização do seu imobiliário, como era tão ao jeito da época. Lembro que nesta fase as piscinas da Palmeiras ainda estavam em construção e  não era líquido que fossem concessionadas ao CNS, como veio a acontecer mais tarde.

1- Vista da Avenida Jaime Rebelo de nascente para poente (mantendo os edifícios que caracterizam a imagem do Naval). 
2- Vista da Avenida Jaime Rebelo de poente para nascente onde se modificava a volumetria do "barraco" ainda hoje existente, dando-lhe uma configuração de navio.

O conceito da intervenção era simples. A ideia era a de um barco na doca à espera de ser largado no rio Sado. Como se estivesse em construção ou em reparação. Imagem comum à história da cidade com a rio.

Do ponto de vista espacial organizava-se em torno de duas praças. Uma de nível que se relacionava com o plano de água  e outra que se sobre-elevava em direção à avenida e à cidade. Estas pretendiam recriar a dimensão urbana que a escala do centro histórico proporciona, tornando a intervenção num pedaço de cidade. Permitindo acesso público a vários espaços com uma situação privilegiada, valorizando o imobiliário associado. 

Funcionalmente pretendia-se ganhar área de construção, onde, para além das instalações necessárias ao CNS, se reservava espaço para o Clube de Canoagem, para lojas e escritórios que poderiam gerar uma renda que permitisse mais uma fonte de rendimento ao clube.



3- Vista aérea da proposta



4- Planta de implantação da proposta do novo "Naval" no plano de pormenor proposto pelo Risco (Arq. Manuel Salgado), onde o edificado devia alinhar perpendicularmente em relação ao rio Sado.




Rio Sado


4- Planta, corte e alçados à escala. 


Entretanto passaram treze anos e apesar de muito ter sido feito na zona ribeirinha esta ainda continua a ser uma oportunidade perdida. No essencial este pré-projeto continua atual e possível. Basta querer ganhar o futuro e tornar o a cidade e o CNS no motor das atividades náuticas na região de Setúbal/Alentejo/Lisboa.

A marca do projeto foi:

Paulo Pisco
Fátima Pereira &
Rui Tapadinhas (Arquitetos)

sábado, agosto 31

Porque devem a cidade e a escola trabalhar em conjunto?*

ou como o urbanismo escolar pode ser importante para Setúbal.

* publicado dia 31 de Agosto no Sem Mais Jornal - Semanário Expresso (encarte no distrito de Setúbal)



Quem vive e usa a cidade, percebe que a escola tem um enorme impacto na sua vida. Mas poucos identificam a extensão dos seus efeitos e a importância desta no seu quotidiano. Podemos garantir que estes vão muito para além da sua dimensão educativa.

 A aprendizagem, relevante para a competitividade das pessoas e dos territórios, não esgota a relação entre a cidade e a escola. Do tráfego ao ambiente, passando pela prevenção do risco ou pela geração da diversidade económica e social, esta é estruturante para ambos os sistemas (urbano e escolar). No entanto, não é percecionada e potenciada como devia. Ao estudo e operacionalização desta relação chamámos urbanismo escolar (UE). Este domínio do saber também contempla o planeamento urbano e escolar onde se deram passos significativos nos últimos anos com a carta escolar.

Neste artigo pretendemos clarificar a relevância do seu estudo e tornar evidente a urgência da sua operacionalização. O contexto atual, onde se enfrentam “ajustamentos” vários, dos económicos aos demográficos, exige-o.

Mas vamos apenas focar três dimensões (das diversas estudadas pelo UE) para sublinhar a importância que a relação entre a cidade e a escola em Setúbal. Identificando, através de indicadores, aspetos centrais envolvidos e propondo ou questionando algumas “verdades” adquiridas. São elas: i) a diversidade (socioeconómica); ii) a mobilidade; iii) a segurança.


i) A diversidade é apontada quer pelo urbanismo quer pelas ciências da educação como uma das vantagens a promover pelas cidades quer pelas escolas. No entanto, na década de noventa (Censos, INE, 1991 e 2001), registou-se uma maior segregação residencial ao nível socioeconómico em Setúbal. Ou seja, os mais habilitados e abastados, vivem mais segregados dos com menores rendimentos e com nível educacional mais baixo, diminuído a diversidade residencial em Setúbal. O planeamento urbano não está isento de responsabilidades pois desde o Estado Novo que segmentou o território, primeiro a propósito de uma visão corporativa (zona central para a burguesia urbana e operariado especializado, zona nascente para operários indiferenciados e poente para os pescadores) depois com a enorme concentração de habitação “social” para receber o planeado “fomento” industrial da Mitrena de que o plano integrado de Setúbal (PIS) é a sua maior expressão. Com a mudança de regime este transformou-se em alojamento definitivo para “retornados”, primeiro e, nas últimas décadas, para todos os que necessitavam de teto e não tinham como o conseguir. A expansão imobiliária potenciada pelo crédito fácil e pouco ou nada regulada pela administração municipal consentiu o aprofundamento desta tendência, que sem ser grave se acentuou. A expansão da rede escolar respondeu à procura mas veio trazer para o interior da escola a “especialização” socioeconómica sentida no território. Estando o desempenho dos alunos mais dependente da composição escolar (qualidade dos alunos e suas famílias) do que das qualidades intrínsecas da escola (equipamentos e professores), é natural que os resultados escolares se tenham vindo a tornar díspares. Como de resto os Rankings têm constatado (e acentuado). A política de habitação é, por isso, política educativa e o planeamento da cidade e da escola deve ter este aspeto em conta, particularmente nas áreas de reabilitação urbana a levar a cabo nos próximos anos.

ii) Por outro lado, a mobilidade também é fortemente condicionada pela rede escolar. Basta verificar a diferença de tráfego na cidade durante as férias letivas. O modo de transporte escolhido no percurso casa-escola condiciona a acessibilidade urbana assim como a saúde e bem-estar das crianças e os seus hábitos como futuros adultos. Para além da sua relação como cidadãos com o espaço urbano. Em Setúbal, não é diferente. É em torno das escolas dos bairros centrais (Bocage e Sebastião da Gama/Aranguês) que mais se sente o congestionamento, apesar do melhor desenho urbano. E é no agrupamento de Santiago (Bela Vista) onde maior percentagem de alunos se desloca a pé (75,3%). Sendo importante a densidade urbana pois é em Azeitão, onde esta é menor, que mais alunos se deslocam de transporte (83%) com acréscimo de custos crescente, quer para a autarquia quer para as famílias. Em 2008 (EPIS) no 3ºCiclo já eram minoritários os alunos que se deslocavam a pé para a escola. É por isso urgente mudar o rumo, criando urbanidade na envolvente das escolas, tornando os caminhos para escola seguros e apelativos para os modos de transporte suaves e o ir para a escola a pé fashion para os alunos e suas famílias, tornando mais sustentáveis o ambiente, a saúde e as finanças locais e familiares.

iii) Em termos de segurança verificamos que em Setúbal as ocorrências criminais (PSP,2005 a 2009) se deram mais no interior das escolas com 3ºCiclo do que fora desta. Neste último caso é na sua envolvente imediata que ocorrem mais incidentes, sendo residuais no percurso casa-escola. Mas curiosamente é nas escolas centrais que mais roubos se verificam nas suas imediações. Os alunos com maior estatuto socioeconómico atraem assaltantes, na maioria, provenientes de outros bairros. Colocando em causa a eficácia da segregação territorial e escolar. Outro dado importante em Setúbal é a perceção dos alunos de 3ºCiclo (EPIS, 2008) quando questionados sobre se existia violência nas suas escolas. Mais de metade (63%) respondeu afirmativamente a esta pergunta, considerando a envolvente imediata da escola menos violenta (42%) e o caminho casa-escola não o ser (13%). Destes 98,6% considera que esta violência se manifesta, essencialmente, entre pares. O interior da escola e a sua envolvente imediata parecem ser mais perigosos quer na perceção dos alunos quer no número de ocorrências relativamente à restante cidade. Urge perguntar se segregar funcionalmente a escola (muro) continuará a fazer sentido, quando o seu interior parece ser mais violento para os alunos que o espaço urbano que a circunda? Não contribuirá esta segregação para uma menor urbanidade na cidade e na escola?

A cidade e a escola devem por isso trabalhar mais em conjunto no planeamento e na gestão dos territórios educativos. Estas e outras dimensões deverão ser equacionadas e experimentadas sem preconceitos para potenciar de forma positiva e criativa a relação da cidade com a escola. Numa região com tão grandes potencialidades, Setúbal necessita ultrapassar uma das suas maiores debilidades: o fraco capital humano. Requalificar o espaço e as pessoas assume-se como um fator crítico para aumentar a sua competitividade e integração num mundo globalizado. O urbanismo escolar poderá ser uma ferramenta importante para alcançar esse objetivo.


sexta-feira, agosto 30

UTOPIA

Have you heard about Utopia? Of course you had, but never this way. My girl Mariana created during this night a new Utopia that we will never forget ...keep an ear on it...for sure soon you will heard about this. UTOPIA will be again a sound and a place you never ever will forget ...




quinta-feira, agosto 29

Boas notícias vindas de fora...

Hoje, no New York Times, vem um artigo que fala da recuperação económica de Portugal. Para além das fraquezas e debilidades que estas boas notícias dos últimos tempos apontam vir essa confirmação de um jornal de referência mundial não deixa de ser mais um alento para conseguirmos vencer as nossas dificuldades e alterar a visão que os outros têm sobre Portugal. Este efeito fez-se sentir, no nosso caso, através da chamada de atenção para esta notícia que, na opinião deles, era tão interessante para o seu amigo português . Para além do aumento das exportações continua a ser necessário dinheiro vivo a entrar e, o investimento estrangeiro, será o melhor e mais rápido meio de o conseguir. 



sexta-feira, agosto 23

X Biennial of European Towns and Town Planners

at Centro de congressos do Estoril 

Panel:
Public policy and territorial development

Communication:
School Urbanism: planning territory and education to overcome the crisis

Pisco, Paulo; Pereira, Margarida & Silva, Jorge