sábado, agosto 20

180.000 visitors achieved

180 mil visitantes. Não é muito mas também já não é pouco. Obrigado a todos os que nos têm acompanhado nesta nossa intermitente, mas constante, aventura.

Não compreendemos o espanto!!!????


- Hoje no Público.

Não consigo perceber o espanto. Só conhecemos duas maneiras constantes para ter mais dinheiro:
Trabalhar mais (produzir);

Gastar menos (poupar).

Os portugueses estão a fazer o que se exige. A poupar (ou a gastar menos porque não têm) pois o futuro imediato não parece fácil... e, simultâneamente, esperamos que estejam também a produzir melhor. Não necessariamente mais.

A mistura entre o conceito de desenvolvimento e crescimento vai continuar a gerar muita confusão, especialmente naqueles que têm como objectivo apenas ter mais e mais. Podemos ter uma vida melhor com menos, se esse menos cortar no que não interessa e apostar no essencial.

O mito do crescimento infinito é assustador...mas ninguém parece querer abandoná-lo.

sexta-feira, agosto 12

Warped Tour in Sacramento - August, 11th 2011

Worped Tour é uma tournée de um conjunto de bandas (muitas) que se desloca ao longo dos USA. É dirigida essencialmente ao adolescentes e o conceito acaba por ser de um parque temático (Tipo Disney World) mas aplicado a um mega concerto. Sete palcos tinham, praticamente em simultâneo, bandas a actuar. A sensação é de overdose. A nossa, pelo menos foi, apesar de nada termos consumido, e pudemos atestar que muitos dos miúdos sentiram o mesmo pelos apelos a São Gregório observados no terreno (mas suspeitamos que eles consumiram). A organização geral doe evento era muito boa.

O tipo de música é essencialmente o mesmo. Muito pesada. Heavy Metal é passado para estes novos rapazes. Power é a palavra de ordem. Alguma desta música mistura outras influências, mais acessíveis ao nosso ouvido. A expressão da violência, no entanto impera. E as diferenças de género também já não se fazem sentir. As meninas alinham tão ou mais fortemente nos rituais da tribo com tanta ou ainda mais energia.

Mas esta violência era pacífica. Os putos não eram violentos apenas exteriorizavam a violência naqueles momentos. Depois eram ordeiros e não observamos qualquer desacato.

O filho adorou. Da nossa parte tentamos encarar a coisa mais como um “estudo de caso”. Uma incursão antropológica ao mundo que está para vir…





As bandas e os palcos


The Devil Wears Prada

Leonardo em acção

Gym Class Heroes


A frente do palco onde iam caindo alguns


Arte Hip Hop


O descanso possível

O Grande Palco

quarta-feira, agosto 3

Projecto da Igreja e Centro Paroquial do Faralhão


Publicado 2ª Feira (1 de Agosto 2011) , no Jornal o Setubalense



«Faralhão vai ter uma nova igreja em forma de coração

A construção da nova igreja do Faralhão pode arrancar já no próximo ano. O projecto deu entrada na Câmara de Setúbal e neste momento decorre uma campanha de angariação de fundos.

Florindo Cardoso

O projecto de construção da nova igreja do Faralhão, em forma de coração, está em análise na Câmara Municipal de Setúbal. O objectivo é que a obra arranque em 2012, altura das comemorações dos 60 anos de existência da actual capela.

Depois de se ter conseguido finalmente legalizar o terreno foi entregue no passado dia 30 de Junho na autarquia sadina o projecto de arquitectura do futuro Centro Comunitário do Faralhão, da autoria de Paulo Pisco & Fátima Pereira, arquitectos.

O pároco do Faralhão e das Praias do Sado, Luís Martins considera que o projecto “é do agradado da generalidade das pessoas da comunidade e tem despertado, em muita gente, a disponibilidade para ajudarem na sua construção” realçando que “a construção do futuro centro de dia vem responder a uma necessidade da população, pois não há na paróquia este tipo de equipamento social”.

Luís Martins lembra que a actual igreja da Comunidade do Faralhão da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima foi construída pelo povo de forma muito simples: Numa peregrinação a Fátima, em 1950, começou a germinar o sonho. No depoimento do sacristão João, feito em 1992, diz que foi difícil arranjar o terreno. “O terreno foi dado por uma das pessoas mais pobres do local, João Martins, mais conhecido por João “Farinhas” e sua mulher Teresa de Jesus. O primeiro donativo foi de 5$00, único dinheiro que uma criada de servir tinha na altura”. Foram as pessoas que fizeram as fundações, construíram as paredes de pedra e cortaram a madeira para o telhado. Foi inaugurada com uma grande festa a 19 de Julho de 1952, vai fazer no próximo ano 60 anos.

Havia nessa altura na terra cerca de 20 habitações, se bem que as famílias fossem muito mais numerosas no Faralhão e em Santo Ovídio. Hoje serve uma população de mais de 2.500 pessoas.

O pároco salienta que o imóvel “está bastante degradado, tendo inclusive o Centro Paroquial sido encerrado por não oferecer segurança”. Além disso, a parte dedicada ao culto é muito pequena para as assembleias da comunidade e a capela mortuária é exígua e não tem condições.

“Já há vários anos que se tem tentado começar a construir um novo lugar de culto, que tenha um centro de dia e uma capela mortuária condigna” afirma Luís Martins.

O chamado grupo de jovens tem-se empenhado em angariar fundos, sobretudo na conhecida Festa das Tasquinhas do Moinho da Maré da Mourisca que se realiza no último fim-de-semana de Agosto. Actualmente, a maqueta está exposta no stand da Junta de Freguesia do Sado na Feira de Sant’Iago. Além disso, podem ser feitas doações para a conta da igreja, na Caixa Geral de Depósitos, com o NIB: 0035 0305 0000 4414 9308 8. Será passado recibo para dedução no IRS e IRC.»







quinta-feira, junho 16

Divulgação

Lançamento do livro CEAI@EBG, 21.junho.2011, às 18h30, na Fundação Calouste Gulbenkian. Com Viriato Soromenho Marques e a equipa de projectistas dos quais destaco o nosso amigo João Maria Trindade.

terça-feira, junho 14

Zaha Hadid

Spriral Tower

Sketch

Debate sobre Educação

Hoje no Público Roberto Carneiro escreve um interessante artigo sobre algumas mudanças estruturais no Ministério da Educação e respectiva administração desconcentrada (Direcções Regionais, etc.) passando parte das suas competências para os actuais agrupamentos de escolas e reduzindo as competências centrais às três essenciais a quatro vectores estratégicos: (i) orientação e supervisão pedagógica; (ii) gestão integrada de recursos (humanos, materiais, financeiros); (iii) inspecção, e (iv) prospectiva, antecipação e planeamento estratégico.

Não é tudo mas já seria uma grande reforma ( ou uma pequena revolução).

segunda-feira, junho 13

Ao amor e a S. António

Há dezasseis anos foi neste dia que, por conveniência de ser feriado em Lisboa, casámos em Setúbal. Era-mos novos e talvez um pouco inconscientes mas o amor já movia montanhas. Onze anos depois voltámos a casar no mesmo dia, na mesma cidade mas agora já acompanhados pela graça de Deus. Mais conscientes mas ainda mais enamorados.

Santo António esteve sempre presente. Foi convocado, primeiro por acaso, se é que isso existe, e mais tarde oficialmente convidado para nosso patrono.

Até hoje não nos deixou ... o nosso casamento parece eternamente abençoado. A ele, ou através dele o nosso agradecimento.

sábado, junho 11

Rede de cuidados de Pediatria cobre quase todo o país

No Público de hoje. É importante sabermos com rigor o que passa a nível territorial para que as politicas públicas não sejam julgadas só com base na opinião, no medo ou no oportunismo dos diversos agentes. 86% da população portuguesa até aos 14 anos tem uma urgência pediátrica a menos de 30 minutos de viagem de suas casas não nos parece um mau indicador.

sexta-feira, junho 10

Divulgação


No âmbito do Projecto FCT IN_LEARNING (http:/in-learning.ist.utl.pt), vai realizar-se uma palestra no IST na proxima 3ª feira dia 14 as 17h na sala V1.41 sobre


UNIVERSITY SPATIAL MODELS FOR INNOVATION: THE EDUCATIONAL CAMPUS AS A CONCEPTUAL TOOL


Orador:

Professor. PABLO CAMPOS
SOTELCEU UNIVERSIDAD DE SAN PABLO - MADRID

segunda-feira, junho 6

Today is a new day

A Esperança venceu o Medo.


Muito estará por (re) fazer mas todos iremos conseguir tornar Portugal um lugar melhor. Que ninguém se refugie atrás de nada... que ninguém deixe de fazer a sua parte. Bem hajam aos que permitiram que começasse agora a possibilidade de o amanhã ser melhor que o ontem.

sábado, maio 28

Será que este país não tem emenda?

Um bom retrato da situação actual em Portugal hoje no Público por José Manuel Fernandes. Este "ar do tempo" aqui descrito está a ficar insuportável. O sentimento que temos é o de estar em rota de colisão com a situação existente.

E utilizando dois provérbios sábios:

Quem está mal muda-se ...e... não se pode ter razão antes do tempo...

pensamos que o melhor é fazer um pequeno intervalo, até porque há mais mundo para além de Portugal. E vale a pena aprender com ele.


sexta-feira, maio 20

Ser Independente - Jornal dos Arquitectos* 240*

Texto publicado em 2010 no JA mas agora colocado online:



Ser Independente”é uma questão controversa. Difícil mesmo. No caso da Arquitectura a coisa pode ainda ser mais…complicada.

Individualmente essa questão coloca-se do ponto de vista intelectual, emocional ou até ético e moral. Mas como se coloca profissionalmente?

Ser independente de quê? Numa disciplina em que se vive uma tensão permanente entre o belo e o útil, entre a arte e a técnica o que poderá isso significar?

E ser independente de quem? Do poder político, do económico, do cultural ou corporativo?... e viver de quê?

Começando pelos aspectos disciplinares. O mundo está a mudar. E a criação artística também. Em todas as áreas e particularmente na arquitectura. Com a pulverização dos limites entre as diversas artes, para que se caminha, volta a ser o espaço o único elemento de ligação entre todas. Como já o foi no passado. Na Idade Média não existia uma separação entre as artes. Tudo era Catedral. Assim como não existia uma separação entre arte popular e erudita. As divisões surgiram com a “modernidade”. No Renascimento. Onde se estabeleceram limites que tornaram a criação acessível só a alguns: os artistas. Mas essa realidade está em transformação, em particular na arquitectura.

Por um lado, face a uma complexificação dos processos e das disciplinas envolvidas no projecto, pela necessidade de responder a problemas mais exigentes este é, tendencialmente, uma realização colectiva. Por outro, os meios tecnológicos tornam a concepção (aparente) mais acessível. Todos podem (e muitos querem) ser criadores do seu mundo. E ter os seus objectos, as suas músicas, os seus filmes e, naturalmente…os seus espaços. Personalizados, únicos, só seus. Que papel terá o arquitecto do futuro colocado entre o anonimato e o serviço personalizado?

Num certo sentido, poderemos estar a caminhar para uma fase da concepção projectual mais interdependente que independente, quer por necessidade de incorporação de outras disciplinas e agentes na procura de soluções quer por constrangimentos económicos e ecológicos. Fará sentido falar em independência neste contexto?

O arquitecto já é, actualmente, mais o gestor de um processo e menos o “iluminado” que projecta o mundo e vive isolado na sua torre, ou aquele que faz os “bonecos”no seu “vão de escada”. O processo de design parece estar definitivamente a matar o “pai”, o projecto, assumindo-se como a resposta possível a um mundo sempre mais incerto. O projecto é hoje, e será ainda mais no futuro um processo contínuo. Não estamos a defender a ideia da “obra inacabada” mas a possibilidade de esta ser permanentemente alterada. Como a cidade. Será a mutabilidade o maior valor da obra de arquitectura no futuro?

Os arquitectos, provavelmente, deixarão de ser autores para ser consultores ou mediadores. Que consequências terá na organização do trabalho e no papel tradicionalmente atribuído ao arquitecto e na sua independência?

Existe ainda a questão da sobrevivência, menos interessante mas mais polémica. O arquitecto tradicional necessita que promovam obras para sobreviver. E quem promove essas obras? Fundamentalmente o Estado, as Autarquias, os promotores imobiliários e os particulares. E serão estes independentes em Portugal? E que papel tem tido a sua associação profissional para tornar o exercício da profissão mais independente numa sociedade em mudança?

Eis algumas interrogações que gostávamos de ver abordadas neste número da JA. Se o publicarem óptimo! Se não…somos independentes para o fazer http://www.memoriasdeadriano.blogspot.com/"

Paulo Pisco
Arquitecto






sexta-feira, maio 6

Divulgação


Dia 6 de Maio
Sexta-feira às 20h



Jantar Cultural seguido de debate sobre o tema a Arquitectura do Sagrado
com Arq. Paulo Pisco
&
Inauguração da Exposição de pintura
de Maria de Deus










«O desafio de projectar um espaço sagrado é intemporal. Não é hoje diferente de ontem como não será, com certeza, amanhã. Intemporal é também a necessidade do encontro humano com o divino, do Homem com Deus. Encontro esse que necessita de tempo e de espaço. Erigir uma Igreja é essa ambiciosa tentativa de criar um espaço atemporal num tempo que se torna espacial. Mas a ecclesia é a Comunidade reunida com Deus e o espaço construído encerra, em si, a vontade de representar a sua relação com o sagrado.»


Paulo Pisco a propósito da Nova Igreja do Faralhão em Setúbal