É sempre um prazer. Ver, ler, ouvir, dormir.
sexta-feira, abril 20
quarta-feira, abril 18
domingo, abril 15
quinta-feira, abril 12
terça-feira, abril 10
O silêncio pode tornar-se ensurdecedor.
A não perder.
segunda-feira, abril 9
sexta-feira, abril 6
A Paixão de Cristo
O filme de Mel Gibsen é uma demonstração da Paixão de Cristo. Muito provavelmente a forma como Gibsen filma esta parte da vida de Jesus é mais próxima de realidade do que as anteriores. Para muitos é “violência gratuita” ou “carnificina”. Para outros apenas um pouco do seu sofrimento.
É, no entanto, um grande filme. Duro mas cheio de compaixão. Mostrando as vicissitudes da natureza humana no papel que cada personagem tem de assumir nesta história. Onde o sofrimento, tão pouco aceite nos nossos dias em que só se procura o prazer imediato, assume um papel na transcendência da condição humana.
Cada um coloca-se face à "Paixão" conforme o seu entendimento humano ou religioso, mas ninguém lhe consegue ficar indiferente. E por isso é, este pedaço da vida de Cristo, um dos momentos fundadores da nossa civilização.
A não perder hoje na RTP1.
quinta-feira, abril 5
Dúvidas, muitas dúvidas...
José Manuel Fernandes in Público de Hoje.
Gatos a "Partir"

A melhor forma de reponder a baboseiras é com uma valente gargalhada.
Obrigado Gatos Fedorentos.
quarta-feira, abril 4
segunda-feira, abril 2
OTA de novo.

José Manuel Viegas, professor catedrático em Transportes do departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico.
Fernando Nunes da Silva, professor catedrático em Urbanismo e Transportes do departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico,
António Diogo Pinto, secretário-geral da Sociedade de Geografia de Lisboa,
Paulino Pereira professor associado em Urbanismo e Transportes do departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico,
Comandante Lima Bastos
Estes manifestaram, de diversas formas e em estilos e argumentos diferentes, razões contra a escolha do futuro Aeroporto na OTA.
A sua localização deve reforçar a centralidade de Lisboa no contexto internacional e por essa razão deve ser próxima (+de 25 Km já é muito);
Mas relativamente à escolha do local este deve:
ter espaço para se expandir (não estando condenado a 3 ou 4 décadas de vida);
ter condições técnicas de voo optimizadas (permitir o maior numero de voos em condições de segurança);
ter a melhor relação custo/beneficio;
ser um factor potenciador do desenvolvimento;
ser um factor de ordenamento do território.
Nenhuma destas questões tem na localização da OTA a melhor resposta.
Esta é uma solução cara, longe de Lisboa, pouco servida de acessibilidades (rodo/ferroviárias) sem condições de optimização de serviço e desordenadora do território, ao fazer crescer a “ grande Lisboa” para norte, quando ela está em fase de consolidação a sul.
Na margem Sul temos diversas hipóteses para a instalação do novo Aeroporto. Muitas para além de Rio Frio. Em tudo melhores que a da OTA.
O argumento da coesão territorial é um argumento que acrescentamos, aos já apresentados, a favor da localização a sul do Tejo.
Por tudo o que nos está a ser apresentado, por pessoas livres e competentes, na defesa daquilo que lhes parece ser o melhor para o País, pensamos que vale a pena parar para pensar.
Mais vale perder algum tempo (1ano?) e conseguir gastar menos e gastar melhor servindo melhor o futuro do País do que querer ir para a “frente” com um investimento sem sentido, futuro e dispendiosa.
sexta-feira, março 30
Portugal, um Retrato Social

Sempre tivemos, ao olhar para a história de Portugal, a sensação de que a partir das “Descobertas” Portugal começou a gerar três tipos de pessoas:
As “bem instaladas”, que tendo arriscado qualquer coisa faziam fortuna e voltavam dos seus feitos a favor da Coroa (primeiro na Índia, depois no Brasil e em Africa) e ficavam por cá vivendo dos rendimentos. Que na maior parte vezes eram mantidos pelos favores do Estado. Outras, as que se resignavam à sua condição desafortunada ou servil e por cá se arrastavam esperando a protecção dos primeiros. Os poderosos. E os terceiros que não se conformando com a sua condição deixavam o País para nunca mais voltar. Tornando seu o mundo que encontravam lá fora.
Existia uma ideia muito comum acima do Tejo, onde a propriedade sempre foi presente e mais repartida. A de que o primeiro filho homem herdava, o segundo ia para Padre e os restantes ou serviam os primeiros ou iam procurar fortuna para “fora”. Foi assim no “Império” e com a emigração. Durante o século XX, esta última, deu-se primeiro para o Brasil, de seguida para a América, Africa do Sul, Europa, conforme as zonas do País em que o “não instalado” se encontrava.
Os que foram ficando habituaram-se a gerir a pequena miséria, pois o País quase sempre foi pobre. De costas voltadas para a Europa, por antagonismo com o vizinho peninsular, mantivemos quase inalterado este casulo fechado sobre si próprio.
Muito do que temos ou tivemos de bom para oferecer aos outros foi descoberto pelos “Estrangeiros”, onde o vinho do Porto é uma dessas mais antigas marcas. Pouco dinheiro, pouca inovação, pouca visão. Quase nenhuma competição, pelo menos digna desse nome. O que existia era compadrio, cunha, influência ou corrupção. Gerando inveja, cobiça ou resignação. Não vontade de fazer ou vencer. Mas desejo de ocupar o lugar do outro. Não por o merecer, mas por o invejar.
A grande dependência do Estado aumentou e preservou esta situação até hoje. Nem a “Revolução” nem a “Integração Europeia”, conseguiram acabar com ela. Apesar de ser, nesta última que reside a única hipótese de transformação a este nível. Contrariamente a muitos que desconfiam da abertura proporcionada pela Comunidade Europeia, pensamos que só o confronto e a abertura ao exterior nos pode “salvar” desta nossa condição de mediocridade auto sustentada pelo medo de a perder. De arriscar. Por isso tantos de nós estão hoje a rumar para “fora”. E mais uma vez são os “mal instalados”. Mas agora são de dois tipos: os que passam mal e nada têm – os mais desqualificados - e os que acham que merecem mais do que o País tem para lhes oferecer – os mais qualificados.
A transformação, que AB descreveu, só nos parece possível verificando-se, em simultâneo, duas condições: aumentar a concorrência e diminuir o peso do Estado na economia. Tudo o resto será delas consequência.
Até a educação só será mais valorizada pela sociedade quando esta passar a ser efectivamente importante para realizar a distinção no mercado de trabalho. Enquanto o nome de família ou o servilismo forem mais importantes que a capacidade o mérito e a ousadia, será difícil mudar alguma coisa neste aspecto.
quinta-feira, março 29
quarta-feira, março 28
Wild at Heart
sábado, março 24
OTA
O programa "Prós e Contras" da RTP 1, do próximo dia 26 de Março, irá discutir o Aeroporto da OTA na perspectiva da Engenharia.
quarta-feira, março 21
Chegaram
terça-feira, março 20
As Origens da Arte
“Mais Humano que o Humano”
É o titulo deste primeiro programa. Começa com o problema da representação do corpo. Porque nos temos representado sempre de forma tão pouco “realista”? Havia que começar por uma das mais antigas representações humanas, a Vénus de Willendorf. Provinda de uma sociedade nómada, onde a fertilidade e a abundância de alimento, eram o centro da existência humana, representavam o que era a sua visão de uma mulher. Passando depois para a arte Egípcia, sedentária e agrária onde a ordem inalterada e cíclica se deveria manter. Sem qualquer alteração aos códigos existentes. De seguida a arte Grega, iniciada por aproximação à Egípcia rapidamente pretendeu chegar a um modelo “realística”. Mas a vontade de “exagerar” latente no ser humano criador, rapidamente impele os artistas para novas representações… sempre mais humanas que o próprio homem. Continuando até à contemporaneidade.
Muito interessante, a não perder durante toda semana.
As Origens Da Arte
Sinopse: Uma série documental em cinco episódios que nos leva numa viagem extraordinária através dos cinco continentes e ao longo de 100.000 anos e que nos conta a história como a arte antiga abriu o caminho para aquilo que é o nosso mundo actual. Acompanhando tudo desde pinturas rupestres até à cerâmica, desde as pirâmides até aos palácios, ícones a artefactos, esta excelente série revela a maneira como os humanos sempre fizeram arte.
Próximas Sessões:
21-03-2007 0:30:00
22-03-2007 0:30:00
23-03-2007 0:30:00
24-03-2007 1:00:00
segunda-feira, março 19
A Ronda da Noite
Agustina Bessa-Luís
in "A Ronda da Noite", Guimarães Editores, Lda, Lisboa, 2006, pp.88
domingo, março 18
Cavaco/Sócrates
Esperam-se novos acontecimentos…
quinta-feira, março 15
terça-feira, março 13
segunda-feira, março 12
Viver as Cidades
Um ciclo paralelo a uma exposição sobre o Programa Polis, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa.
Almas Gémeas
“Santana Lopes insinua fundação de novo partido”
«No entanto, o social-democrata sublinhou que "o centro-direita não vai ficar como está actualmente", o que poderá passar pela criação de "novas organizações" ou "outra força eleitoral". Quanto aos nomes que darão voz a essa nova força, Santana Lopes diz que "existirão vários rostos". Em relação a si próprio, o antigo primeiro-ministro diz sentir-se bem no PSD e que tenciona manter o seu afastamento relativo da vida política activa, mas que não pretende alhear-se "dos debates que seja necessário travar". "Depois dos próximos combates, não sei se as diferenças não serão inultrapassáveis, não sei se para mim se para os outros", disse.»
«O presidente do PND, Manuel Monteiro, também antecipa mudanças na direita. "Não é possível a direita entender-se sem se dividir o que tem de se dividir", disse o ex-líder do CDS-PP. No seu antigo partido, Manuel Monteiro diz assistir a "lutas intestinas de projectos de poder pessoal", referindo-se a Paulo Portas.»
Manuel Monteiro tentou ganhar o CDS/PP a Paulo Portas e não conseguiu. Por altruísmo resolveu fundar um novo partido.
Santana Lopes de cada vez que não está muito bem com o seu PPD/PSD, sugere a possibilidade de poder vir a existir uma nova formação politica. Já se falou no passado de um novo partido: PSL, Partido Social Liberal ou Pedro Santana Lopes, para os amigos.
Sugerimos, com humildade, que tendo estas duas ilustres personagens chegado a tão comuns afinidades lancem um partido. Até propomos nome Partido Exclusivamente Pessoal, PEP. O problema depois será saber quem é o líder desta nova formação? Difícil, não?
Nos próximos tempos a tendência parece apontar para dois extremos: Um, os pequenos partidos, que se transformam em partidos uni pessoais e outro, os grandes que se transformam em verdadeiro “albergue espanhol” onde todos buscam “encosto” quando estão no governo e os largam quando não estão.
sábado, março 10
A VIDA ÍNTIMA DE UMA OBRA PRIMA
Un dimanche après-midi à l'Ile de la Grande Jatte
1884-86
é um programa/documentário em torno de um quadro. Dá-nos uma perspectiva completa da obra, do autor e da sua época. Debruçando-se bastante sobre as questões técnicas e estéticas da pintura para além da questão do tema, normalmente mais abordado, neste tipo de documentário "artístico".
O que estamos a ver é sobre Seurat e em torno da sua tela “Un dimanche après-midi à l'Ile de la Grande Jatte” onde a sua técnica “inovadora” o «Pontilhismo» é dissecado de forma muito interessante. Não só na sua dimensão pictórica mas também na cientifica, abordando a teoria da cor. Para além de mostrar o quanto o artista, apesar de inovador é tributário da cultura artística que o antecedeu. Neste quadro, o documentário estabelece um paralelo entre as sua figuras estáticas e a arte Egípcia, que fortemente o influenciaram e, neste quadro “domingueiro”, serviam para acentuar os códigos representativos que pretendia tornar evidentes nesta representação social de bem-estar.
A não perder. Muito bom para todos os amantes da Arte com A maiúsculo.
Sexta-feira na 2, pelas 23.30h.
sexta-feira, março 9
quarta-feira, março 7
terça-feira, março 6
segunda-feira, março 5
Pianíssimo
Continua com a necessidade de trazer um “grilo falante” atrás de si. Antes foi Barbara Guimarães, lembram-se, agora Vera Morais. Sempre manifestando o seu bom gosto, mas tornando o papel destas, um pouco “infantil”, no mínimo. E desta vez pretende “distrair” a populaça com dois novos ingredientes: entre os seus profundos monólogos, entra um casal, um pouco “absurdo” – uma velhota e Carlos Mendes – estabelecendo um dialogo “non sense” em torno do tema. E uma (mais uma vez bela...) pianista austríaca que interpreta os temas. Que, apesar de tudo, nos parece o mais conseguido.
No entanto, o senhor continua a ser um grande comunicador. Mas ele basta. Não são necessário artifícios. A ver.
"Sinopse: Uma série escrita, apresentada, interpretada e realizada pelo próprio maestro António Victorino de Almeida que conta a história do piano através dos tempos.Cada episódio inclui duetos musicais. Ao piano, o maestro "dialoga" com a flautista Vera Morais. Conta ainda com a prestação de uma das mais prestigiadas pianistas do mundo, a austríaca Ingeborg Baldaszti e o músico Carlos Mendes"
domingo, março 4
Setúbal, que Património?
A iniciativa, com entrada livre, está inserida nas 14.as Gincanas Culturais, projecto desenvolvido pelo Museu de Setúbal/Convento de Jesus.»
Fernando António Baptista Pereira, há 25 anos em Setúbal, como responsável do Museu de Setúbal, conhece alguns dos aspectos da nossa cultura e património como ninguém. No entanto, apesar de se ter realizado num belo espaço, o configuração da conferência não tinha espaço para muito mais de 20 pessoas sentadas. E era este o número das que lá estavam. Estas iniciativas mereciam outra dimensão. Outra escala.
Sobre a temática em si, FABP, colocou em destaque o "património construído", apesar de ter referido a importância do “natural”, na nossa região. Quanto há necessidade de criar “emblemas” ou “marcas”, como lhe chamou, a partir do nosso património foi muito interessante e sugestivo. O que nos continua a meter alguma confusão é a ausência de “quantificação” nas propostas apresentadas. Ou seja, apesar de se viver na completa falta de recursos na cultura, os seus agentes continuam a ter o discurso do “tudo é possível”. Deixa-nos alguma perplexidade!?…
No Museu Michel Giacometti vimos pela primeira vez montada a "Mercearia Liberdade", como memória das antigas mercearias que vendiam tudo. Eram autênticos supermercados da época. Apesar da emoção nostálgica ao ver um espaço destes “musealizado” pensamos estar pouco "densificado" de produtos e objectos como seria de facto no original. Para além de faltar o cheiro. Essa magnifica essência que só existe enquanto existe “vida” a sério nos lugares… Mas essa já será difícil "musealizar".





