sábado, setembro 12

Um dia de chuva

É o nosso primeiro dia de chuva por aqui. Muita neblina é comum. Criada pelo diferencial termico entre a corrente do Alasca, que chega até à Bay de San Francisco e as temperaturas do interior da Califónia.


Temos a tido muito "bom tempo"por aqui, como se costuma dizer. Mas uma boa chuva é sempre um apelo a uma outra leitura. Do espaço envolvente e, por consequência de nós próprios.


E com certos cenários e envolventes, como estas, é sempre um convite à meditação e esperamos ao trabalho que é bastante nestes últimos tempos.

Muitas novidades, muita aprendizagem, muita produção. Tentar fazer tudo isto em tão pouco tempo é um desafio imenso mas tem sido uma grande satisfação.



Caminhos de Berkeley


Berkeley é um pequena cidade no contexto norte americano. Com cerca de cem mil habitantes. Como Setúbal. Mas integrada num contexto metropolitano a Bay Area de San Francisco. Do outro lado da ponte. Mas é uma comunidade muito especial.

Os caminhos que se podem tomar para o Campus Universitário são uma maravilha. Todos os dias tentamos fazer um diferente. Mais urbano ou mais residencial são, como podem ver nas fotografias, um espanto. Viver aqui é um previlégio. No contexto americano, essencialmente suburbano, esta urbanidade é um paraiso.


Este tecido urbano é de facto raro. Representa um compromisso de gerações para manterem tudo isto. Melhorado de uma geração para a seguinte. Estas casas são todas diferentes e todas com alguns anos mas são conservadas o que é raro nos USA, onde têm o hábito de mandar abaixo e fazer de novo. Mas aqui quem compra pretende conservar este magnifico ambiente. Aqui temos a prova que é um bom "desenho urbano" que sustenta os lugares. A diversidade arquitectónica é enorme. Não existem duas casas iguais, mas o resultado é este.
Berkeley representa uma verdadeira lição viva de urbanismo. Nem tudo são rosas, mas aqui até os espinhos são interessantes. Estes caminhos levam-nos sempre mais longe.


Por último o descanso no Café Strada bem perto do "Campus" onde se pode relaxar após a viagem ou da tenção do trabalho.


quinta-feira, setembro 10

segunda-feira, setembro 7

Labor Day





Hoje temos aqui o Labor Day. Comemorado no dia 5 de Setembro, agora é variável, por causa do alinhamento com os fins-de-semana.

É um feriado nacional nos USA, equivalente ao nosso 1 de Maio. Mas para além de comemorar o dia do trabalhador os norte americanos usam-no para se despedirem do Verão e para assinalarem um regresso à actividade normal, particularmente para quem tem filhos em idade escolar.

Mas este grande weekend tem a particularidade de marcar o início da época do futebol. Mas aqui o Americano. Um destes dias vamos ter de ir assistir a um destes jogos ao vivo.



Por agora já fomos ver os Giants from San Francisco em Basebol (coisa para que é preciso tirar um curso para aprender e tem este fantástico estádio com vista para a Bay) e assistimos na televisão ao jogo da Cal neste Sábado. Jogo este que decorreu aqui mesmo em Berkeley, mas foi demasiado concorrido, por isso resolvemos deixar para uma próxima oportunidade. A Cal - the Bears - é a sigla da Universidade da Califórnia, Berkeley e têm uma importante equipa de Futebol Americano, na liga académica. A mais importante depois da profissional. Que integra jogadores entre os 17 e os 23 – universitários bolseiros – que sendo bons passam para os profissionais. Mas por cá os estádios estão sempre cheios e os bilhetes não são propriamente oferecidos.


Durante a tarde e noite as famílias aproveitam para fazer os seus barbecues – hot dogs and burgers – em Americano. Mas não deixa de ser um agradável convívio.

quarta-feira, setembro 2

Divulgação

Date:
Tuesday, September 1, 2009 4:00pm - 5:00pm
Location:
Library Training, 305 Wurster Hall
Contact:
Janet Dawson, 510.642.6579,
jgdawson@berkeley.edu


THE ROAD TO COPENHAGEN – DOES CLIMATE CHANGE MATTER FOR SUSTAINABLE TRANSPORT IN DEVELOPING COUNTRIES?


SPEAKER: Holger DalkmannProgramme Director, Sustainable Transport and Climate Change Transport Research Laboratory, United Kingdom


In order to avert catastrophic climate change, national governments must agree on an ambitious, equitable and effective international treaty at the upcoming December 2009 meeting in Copenhagen. Transport-related CO2 emissions will be a key challenge in climate change policy, particularly in developing countries. Dalkmann is responsible for leading key national and international projects and has worked as a policy adviser in China and New Zealand and as a consultant for ADB, World Bank, UNEP, EEA and gtz. He’s recently published a sourcebook on Transport and Climate Change.

terça-feira, setembro 1

Em Berkeley de volta ao trabalho


Desde 5º Feira passada que voltámos a Berkeley. A familia embarcou para Portugal. Muitas saudades. Dia difícil esse Domingo.


Agora trabalho e mais trabalho. Mas Berkeley ajuda. Tem o ambiente perfeito para o estudo. Até os cafés têm imensos estudantes a escrever e a ler. E o tempo sempre fresco é do melhor para uma boa concentração.

terça-feira, agosto 25

And Newport Beach too

A Califórnia tem uma série de praias ao longo da Costa, estas são duas das mais apreciadas entre os Californianos. São perto de LA e têm um enorme arial e um bos infraestrutura turistica. Para nós nada como Carmel mais a norte (centro da Califónia) onde a areia é realmente branca como a nossa em Portugal.
And by the way Clint Eastwood costumava ser o Mayer desta pequena povoação que nos fez lembrar o sul de França perto do Mónaco. Com um Mayor destes só podia ser uma maravilhosa City by the coast.

Today Laguna Beach


domingo, agosto 23

Los Angeles Down Town


Não é o Museu Guggenheim em Bilbao mas o novo Walt Disney Concert Hall do mesmo arquitecto Frank Gehry, the new home of the Los Angeles Philharmonic. Um espanto.

quarta-feira, agosto 19

Costa da Califórnia


Hoje vamos começar a viagem pela costa da Califórnia: de Berkeley a Santa Barbara. Pela estrada 1. Dizem uma das mais belas viagens dos USA.
Objectivo final: Los Angeles.

sexta-feira, agosto 14

Berkeley


O Campanile da Universidade da Califórnia em Berkeley


Berkeley é uma cidade fantástica. Estamos cá desde 2ªFeira (10 de Agosto). É de facto um mundo à parte, mesmo neste mundo um pouco diferente que é a Califórnia no contexto Americano. Mesmo ao lado de San Francisco.

Berkeley é uma espécie de jardim. É uma cidade universitária que tem uma grande comunidade de pessoas especiais em torno dela. Os habitantes de Berkeley normalmente são pessoas que escolheram viver aqui, porque se identificam com um modo de viver e de sentir. Por isso, mesmo no resto da Califórnia, as pessoas daqui são olhadas de forma diferente. Mais “Liberal” no sentido literal e no sentido político também.

A Universidade de Berkeley é um mundo. Vemos pessoas de todas as nações, especialmente asiáticos. Connosco trabalham dois chineses, uma francesa, um japonês e vários Americanos.

vista do jardim para da "nossa casa"


Entretanto, já fomos introduzidos por uns amigos numa pequena comunidade entre The Uplands e El Camino Real, duas ruas situadas num bairro muito bonito, onde todos os vizinhos se cumprimentam cordialmente. No nosso primeiro dia aqui organizaram um jantar em nossa honra onde tivemos a oportunidade de conhecer diversas pessoas com as profissões mais incríveis: de realizadores a designers, de advogados a joalheiros e criativos do mundo do cinema. Quase impossível de reunir num jantar de vizinhos em Portugal. Realmente muito interessante.

vista da varanda para o jardim

varanda e escritório ao fundo


É, por enquanto uma aventura diária. Mas o mais importante é o facto de estarmos integrados com população local e internacional. Uma verdadeira babilónia, multicultural, profissional e criativa. Um bom ambiente para iniciar os trabalhos e passar uns bons momentos – “have some fun dude” – como se diz por aqui.




A casa onde habitamos, por agora, é uma pequena delícia com um jardim e uma luz muito especiais como podem ver pelas fotografias. Todas as casas da vizinhança são do mesmo género.

segunda-feira, agosto 10

Raul Solnado


Mesmo a esta distância não podemos deixar de prestar um última homenagem a este enorme comediante (crescemos com as suas piadas) e homem de uma sensibilidade superior.

Califórnia 2



Este Sábado tivemos o privilégio de conhecer a Missão de “San Juan Bautista” fundada por Franciscanos 24 de Junho de 1797. A Missão deu nome à cidade de hoje que preserva algumas características da cultura Mexicana que lhe deu origem. Nesta pequena cidade podemos ver uma velha cadeia – como nos filmes do velho oeste - e vários Saloon tipicamente americanos. Um grupo de velhos “motards” que se chamavam “Vaqueros”, saíram em grande estilo quando por lá passámos. A Missão é usada como museu mas na igreja continuam-se a realizar casamentos (assistimos a um). Estas Missões tiveram a função evangelizadora primeiro dos Espanhois depois do Mexico e só mais tarde dos USA.



Durante a tarde fomos para San José, a capital do Silicon Valley, onde estão estabelecidas a maior parte das grandes companhias de computadores e software, para assistirmos a uma parte do festival anual de JAZZ da cidade (3 Dias). A dimensão e qualidade eram enormes. Seis palcos quase todo o dia, com diversas abordagens ao JAZZ. De várias épocas e vários estilos. Um espanto com destaque para o Blues.



É difícil escrever ou descrever a tudo o que temos assistido pois os dias têm sido intensos e ainda não estamos estabelecidos em Berkeley, o objectivo desta viagem.

sexta-feira, agosto 7

Califórnia 1

Contrariamente ao que pensávamos a Califórnia não é assim tão quente. Especialmente a parte mais a norte. São Francisco e a sua Baia têm temperaturas próximas do norte de Portugal. Existe até uma expressão conhecida de Mark Twain, o escritor norte americano que escreveu entre outros “The Adventures of Tom Sawyer”, tinha uma frase que dizia “nunca tinha passado um inverno tão rigoroso como um verão em São Francisco”. Assim como se pode ver é sempre melhor levar um casaco na viagem.

San Francisco "The Rock of Alcatraz" a famosa prisão de Al Capone entre muitos outros.



San Franciso Bay






Os Leões Marinhos fazem parte da paisagem da Baia de São Francisco



A Praia de Carmel na Costa da Califórnia um pouco abaixo de São Francisco é um dos locais mais interessantes de conhecer, não só por causa da praia e das casas espectaculares que tem em seu redor (esta parecia desenhada pelo Frank Loyd Wrigth) mas pela diversidade da Fauna.



Aqui os filhos alimentavam um esquilo.






Outra casa bem interessante.

terça-feira, agosto 4

Silicon Valley




Chegámos na quinta-feira ao aeroporto internacional de San Francisco. Tem a curiosidade de parecer que estamos a aterrar na água, pois até chegarmos à pista sobrevoamos o Oceano Pacifico. Algo assustador para os mais temerários.

Estamos na Califórnia. Por agora em pleno Silicon Valley, muito perto de San José em Morgan Hill. Esta última é uma pequena cidade (da dimensão de uma vila para nós) que se assemelha muito ao que vemos nos filmes norte americanos como um subúrbio. Mas funciona como uma comunidade. Comunidade essa que se organiza para decidir o seu próprio futuro. Já tivemos a oportunidade de perceber isso, apesar do pouco tempo que estamos por cá.

Assim viajámos da Big City de Nova York para a Small City de Morgan Hill. Ambas representam dois mundos dentro do universo Americano. A primeira é uma espécie de uma selva organizada, uma pilha de energia e criatividade prestes a explodir, sem nunca o fazer. A segunda é uma pequena cidade calma e familiar, com pouca vida urbana, mas com bastante vida comunitária, onde todos se conhecem.



Viajar para um lugar e estar integrado com os habitantes locais é o sonho de qualquer pessoa que queira verdadeiramente conhecer por dentro a vida dessa sociedade. Nós estamos a ter esse privilégio. Nunca gostamos muito do conceito de turista. Viajar de bilhete-postal em bilhete-postal nunca foi algo que nos tenha interessado verdadeiramente. Esta parece ser a melhor forma de nos irmos integrando na sociedade Americana, por dentro.

sábado, agosto 1

New York Again

Já chegados à California só agora podemos fazer uma pequena selecção das fotografias tiradas em NYC. Aqui vão algumas.


Barco a caminho da Estátua da Liberdade com Manhatan ao fundo.

Ground Zero. Um enorme vazio na cidade. Até fisico. É uma sensação estranha.

Os Taxis no meio do tráfego urbano. Uma presença permanente.

terça-feira, julho 28

New York Second Day


Hoje concretizámos um sonho antigo. Visitar esta obra emblemática de Frank Loyd Wright. É de facto espantosa. E para nosso deleite está uma exposição de um conjunto de desenhos originais do próprio FLW. Para além das obras de pintura não figurativa original.


Par se perceber um pouco da enorme vitalidade desta cidade é necessário imaginar-se estar na Babilónia racica. O melhor exemplo é o dos taxistas, que fazem parte da cor da cidade. Já conhecemos três de várias nacionalidades. O primeiro era Egípcio, o segundo Paquistanês e o terceiro do Bangladesh.





domingo, julho 26

A voar dentro em breve



Dentro em breve partiremos. Esperamos escrever um novo post ainda hoje em New York City.


O stress do Aeroporto não foi muito grande. Mas a emoção da família é. Já viajamos alguma coisa, mas uma viagem tão longa de avião é sempre uma emoção. Especialmente para as crianças.


Agora esperamos o embarque. A previsão é oito horas de voo.





sexta-feira, julho 24

American World





Temos estado um pouco ausentes, mas a preparação de uma viagem aos States com toda a familia, nas circunstâncias em que nos encontramos não deixa tempo quase nenhum nem para dormir.



Mas acreditamos que será uma experiência que nos mudará a vida, nem que seja a forma como a vemos.

Nos próximos tempos estaremos por aqui


http://citiesandschools.berkeley.edu/staff.html

mas vamos continuar a dar noticias. As de um português na América.

quinta-feira, julho 16

A Madeira em Prime time



Será que é a falta de notícias? Será que o anacronismo denunciado com tanta clareza magoa ou assusta pelo de termos 20% de eleitorado pró comunista em Portugal? A substituição de “Fascismo” por totalitarismo na constituição não será só uma questão de bom senso?



Alberto João Jardim mais uma vez consegue os seus intentos. Toda a gente fala da sua revisão constitucional. Senão fosse patético seria um génio. A Madeira parece ter tomado conta do espaço noticioso. A dupla Jardim/Ronaldo vieram para ganhar, pelo menos no ecrã nacional.


Será melhor emigrar?


domingo, julho 5

Mudar só depois de ver a mudança.

Como dizem muitos agora as coisas parecem não estar a correr de feição ao governo. Cheira de facto a fim de festa. As fragilidades, sempre existentes, tornam-se agora evidentes. Porquê?

Porque de repente todos perceberam que a receita que parecia estar longe do fim apareceu com hipóteses de estar para acabar. Até os Ministros e por isso se deram ao desfrute de fazer asneiras mais visíveis.
Nestas alturas existe, entre nós, uma capacidade notável de efeito de contágio. Subitamente aquilo que parecia conter muitas virtudes vê-se a braços com todos os defeitos. Para isso bastou ao governo (PS) perder as eleições europeias. Nada mais. O resto está como sempre foi, mas mais gasto.

Há de facto nos Portugueses uma dupla característica que nos parece pouco saudável: o da subserviência ao poder (e ao dinheiro) e o efeito de rebanho. O primeiro faz-nos sentir sempre subalternos o que parece ser para muitos uma condição natural, o segundo, que decorre do primeiro, é só nos sentirmos bem quando acompanhados, mesmo se mal. Um subalterno nunca está (bem) só.

Este fenómeno passa-se em toda a sociedade mas de uma forma mais intensa na imprensa e na opinião publicada. Por isso até nas sondagens os efeitos de mudança só se fazem sentir depois de uma alteração nos actos eleitorais. Parece que só acreditamos na possibilidade de mudança quando ela já aconteceu. Só a sentimos possivel depois de acontecer. E o pior de tudo é que não este sentimento não diz respeito apenas às eleições…