domingo, agosto 18

A importância de andar na praia...


Há muitos anos que frequentamos esta praia. Vai para mais de duas décadas. Os filhos cresceram aqui. Entretanto, muito já mudou neste areal que vai da Galé a Armação de Pera (incluí os Salgados). A acessibilidade à praia aumentou e a capacidade hoteleira e de 2ª habitação também. Atualmente, em Agosto, quase estabelece um contínuo de pessoas ao longo do areal. Ao longo destes últimos anos também vêm mudando os hábitos dos banhistas. A praia passou a ser um enorme “areão”, qual calçadão, como de forma tão ilustrativa referem os Brasileiros aos longos caminhos ao longo da praia. 

Cada vez mais pessoas andam na areia, gerando um fluxo cada vez maior entre os que andam à beira da água. Muitas vezes superior aos que estão sentados na areia. Andar na praia passou a ser importante para um grande número das pessoas que a frequentam. Este é um fenómeno novo mas que parece ter vindo para ficar. E não é exclusivo da Galé. 

Esta nova realidade assenta numa procura dos indivíduos pelo bem-estar, associada à atividade física e à saúde mas que se associa a enorme convivialidade gerada entre as pessoas. Tradicionalmente o convívio do "portuga", mesmo na praia, centrava-se mais em torno do “copo” e da “panela” mas que, gradualmente, tem vindo a desviar-se para a atividade física, onde o andar, em paralelo com os desportos de praia e os aquáticos, se têm vindo a afirmar.


A praia representa cada vez mais um dos espaços públicos mais privilegiados pelos portugueses, durante o Verão. Mas que tende a alargar-se ao resto do ano. Assim a importância da sua urbanidade deverá ser olhada com muita atenção por todos os que gerem e pensam sobre a dimensão socioeconómica e cultural do território, em Portugal. 

sexta-feira, agosto 16

Good news for Portugal Universities and for UC Berkeley...


Foi hoje publicado no Público o  Shangai Ranking (estabelece uma hierarquia das universidades do mundo em valor absoluto e por áreas das 500 melhores, ordenando até às primeiras 100 e estabelecendo grupos de intervalos de 100 a partir dai ), referindo que a Universidade de Coimbra tinha entrado neste pela primeira vez (401-500). Onde também figuram a Universidade Técnica de Lisboa (401-500) a de Lisboa (301-400) e a do Porto. O que é muito bom. Previsivelmente para o ano que vem, com a fusão da Técnica com a Clássica, que já deu origem à Universidade de Lisboa, prevê-se uma subida considerável desta

A Universidade da Califórnia, Berkeley (UCB) está no 3º Lugar, no ranking global e em 5º nas ciências sociais, o que nos enche de orgulho. O Center for Cities & Schools ao qual mantemos uma ligação e onde estivemos duas vezes como visiting scholar (2009, 2011),  pertence a esta universidade, o que nos enche de orgulho.


terça-feira, agosto 6

Leituras



Tempo de férias é tempo de leitura. Comecei a ler este livro agora por indicação de uma amiga apesar da mana já nos ter oferecido este exemplar no Natal de 2001. Por diversas razões nunca tínhamos tido a oportunidade de lhe pegar. Talvez fosse agora o momento certo…?

A «Gente da Mentira» é um dos muitos livros escritos pelo psiquiatra M. Scott Peck. A sua linhagem enquadra-se numa tendência contemporânea de muitos cientistas tentarem uma abordagem multidisciplinar (entre várias ciências) ou mesmo mais holística, como é o caso, misturando temas separa dos desde o início da idade moderna quando a ciência se opôs a muito do conhecimento não cientifico como o místico e o religioso. Neste caso segue esta última tendência. O tema é a maldade humana, vista por um homem de ciência e tratada como tal, mas com um enquadramento religioso, essencialmente na tradição judaico-cristã onde o autor americano se filia. Como o próprio refere “a abordagem deste livro será multifacetada. Os leitores que preferem uma coisa mais simples (ou simplista), sentir-se-ão provavelmente desconfortáveis”.


Até agora valeu bem a pena o desconforto…apesar de ser um livro “perigoso”, especialmente para os que têm mais problemas em se confrontar com a verdade.

segunda-feira, julho 29

Igreja e centro paroquial de Nossa Senhora do Faralhão em Setúbal - Portugal


O desafio de projectar um espaço sagrado é intemporal.


Não é hoje diferente de ontem como não será, com certeza, amanhã.

Intemporal é também a necessidade do encontro humano com o divino, do Homem com Deus.



Encontro esse que necessita de tempo e de espaço. Erigir uma Igreja é essa ambiciosa tentativa de criar um espaço atemporal num tempo que se torna espacial.



Mas a ecclesia é a Comunidade reunida com Deus e o espaço construído encerra, em si, a vontade de representar a sua relação com o sagrado.
Pereira & Pisco Arquitetos.


domingo, julho 28

Parece que foi descoberta a equação da felicidade.

Esta foi desenvolvida por um nova-iorquino Todd Kashdan e assenta em seis fatores para atingir o bem-estar e, consequentemente, a felicidade, avança o jornal britânico 'Daily Mail'. A equação resulta da combinação perfeita desses elementos.


Segundo este professor de psicologia, para uma vida feliz é necessário: viver no momento (M), ser curioso (C), fazer coisas de que gostamos (L), pensar nos outros primeiro (T), cultivar as relações (N) e cuidar do corpo (B).



Equação da felicidade = (Mx16 + Cx1 + Lx2) + (Tx5 + Nx2 + Bx33).



O professor Kashdan baseou-se num estudo britânico para desenvolver as suas teorias. O psicólogo acredita que esta fórmula é a receita para sentir-se bem com o seu interior.  "Cada elemento requer um pouco de trabalho. Mas esse esforço trará as maiores recompensas possíveis”, disse.




OS COMPONENTES DESTA EQUAÇÃO



M: Viver no momento – Aprecie os sons, os cheiros e as paisagens que dá como garantidos.  

C: Ser curioso- Explore os aspetos desconhecidos, misteriosos, complexos e incertos do nosso mundo uma vez por dia.
L: Fazer coisas de que gostamos- Se há alguma coisa que nos deixa preenchidos, é a prática de atividades que são importantes para nós.  
T: Pensar nos outros primeiro- Faça elogios, boas ações e oiça os outros. Se fizer isto cinco vezes por dia, verá que se sente bem só por fazer os outros felizes.
N: Cultivar as relações – Dedique tempo a um parceiro, amigo ou membro da família pelo menos duas vezes por dia.
B: Cuidar do corpo – Não precisa de fazer grandes loucuras para ser saudável. Cuidar do corpo consiste numa alimentação saudável pelo menos três vezes por dia e despender trinta minutos diários para fazer exercício físico.

Festejemos portanto...


sábado, julho 27



Dia 23 de Julho de 2013 demos por concluída uma das tarefas mais gratificantes, demoradas e exaustivas da nossa vida. O doutoramento que resulta de cinco anos de trabalho na Área do Urbanismo (Engenharia do Território) foi dedicado à definição e operacionalização de um conceito, o urbanismo escolar, que nos parece passível de ter utilidade nos próximos anos. Especialmente em contexto de crise, como aquele em que estamos a viver. 

 O conceito que tentámos por em "cima da mesa" esta centrado no estudo da relação entre o urbanismo e a educação, materializada no território através da cidade e da escola. Tentando identificar e potenciar os fatores da sua relação tendo como finalidade o desenvolvimento, coesão e equidade do território e da escola nas cidades.A este tema já dedicámos cerca de dez anos de estudo (entre trabalho, mestrado e doutoramento).

 

Agora pensamos ter chegado a hora de o divulgar para que se torne uma ferramenta acessível para todos os que pensam ser indispensável  uma integração de politicas, instrumentos e ações que permitam, pela qualificação melhorar a qualidade de vida pessoas. 


sexta-feira, julho 26

domingo, outubro 2

Início

Miguel Manso 
(1 de Outubro 2011, Lisboa)


de uma época atribulada. Todos vão ter de representar os seus papeis mesmo que sem grande convicção. De um lado e do outro parece ser mais e mais uma peça de um guião ultrapassado mas onde os actores não conseguem ainda representar de outra maneira.

domingo, setembro 4

Festa das Flores - Campo Maior.

A Vila...


As Casas...


As Flores...

As Ruas...





A Devoção...

A Luz...

Uma Festa do Povo. Uma das mais extraordinárias formas de arte pública de raiz popular. Lindo.

Primeiras reflexões sobre um território em transformação

Texto parcialmente publicado na versão de 3.Set.2011 do «Sem Mais» parte integrante do Expresso no Distrito de Setúbal


O caderno de encargos pedia uma análise comparativa entre 2001 e 2011, relativamente à região de Setúbal de alguns dos resultados tornados públicos pelo último Censos. Particularmente no que dizia respeito à evolução do edificado e consequente reflexo no número de alojamentos e á relação entre estes dois factores e a demografia registada nesta última década. Mas este tipo de abordagem quantitativa exige um esforço maior para tentar ver para além dos números. Esse era o nosso maior desafio. Não nos interessa aqui apenas ver os números, que poderão consultar nas tabelas, mas entender o que estes nos podem trazer como expressões concretas da realidade territorial observada.

Convém, no entanto, fazer algumas precisões prévias: Uma, relativa aos factores territoriais e outra, relativa aos aspectos que pretendemos salientar dos dados disponibilizados.

A nossa divisão Administrativa é um pouco confusa por isso convém referir que vamos aqui tratar do distrito de Setúbal, que está dividido em termos estatiscos (NUT III) na sub-região da Península de Setúbal e do Alentejo Litoral, onde só fica de fora Odemira (que não pertence ao distrito). Mas que, como veremos adiante, não é só uma divisão estatística. Existe também uma separação de dinâmicas territoriais que se têm vindo a consolidar nas últimas décadas e que estes últimos dados só vêm reforçar. Mas dentro desta grande unidade vamos comparar os concelhos, sem ir ao nível das freguesias.

Os números de habitantes, de famílias, de alojamentos e de edifícios são os dados que temos disponíveis. A partir destes outras interpretações podem ser retiradas. E essas estão contidas nas reflexões enumeradas de seguida.

A construção de novos edifícios continuou, de alguma forma, a tendência registada na década anterior. Verifica-se a consolidação do Arco Ribeirinho Sul de Lisboa, com particular destaque para as zonas beneficiadas pela abertura da nova ponte sobre o Tejo (Vasco da Gama) e de uma nova frente imobiliária no Litoral Alentejano de vocação turística ou de segunda habitação. Assim do ponto de vista do edificado podemos verificar que existiu uma maior taxa de variação (cerca de 30%) nos concelhos de Alcochete, Sesimbra e Grândola. Tendo aumentado significativamente o número de edifícios em toda a margem sul do Tejo, com excepção do Barreiro e Moita. Todo o litoral Alentejano do distrito de Setúbal também registou um aumento. Mas podemos constatar que Almada, apresenta um crescimento de edificado mais moderado que os concelhos mais dinâmicos seus parceiros na margem sul.

Na evolução do alojamento podemos perceber que as tendências se mantêm sendo neste caso Alcochete e Montijo os que maior oferta de novos alojamentos apresentam no norte do distrito e Grândola e Sines no Litoral Alentejano. Santiago do Cacém, a sul, o Barreiro e a Moita, a norte, reflectem uma tendência de crescimento moderado, fruto de ausência de costa, no primeiro caso e de ausência de uma via de comunicação rodoviária à capital, no segundo. Apesar de nestes últimos, a reestruturação do tecido empresarial efectuada a partir da década de 80 e a dificuldade de regeneração urbana e ambiental associada, os tenham afectado particularmente.

A variação do número de alojamentos por edifício dá-nos a visão clara do tipo de ocupação que se tem verificado no distrito. A nossa percepção ia nesse sentido mas os números não dão margem para enganos. Globalmente o distrito de Setúbal teve uma variação negativa (-1,7%) o que permite dizer que o tipo de edifícios tem menor número de alojamentos ou seja, foram construídas mais moradias unifamiliares do que prédios plurifamiliares na generalidade dos concelhos. Isto significa mais dispersão territorial e infraestrutura associada. Mais custos para o erário público e para os particulares. No primeiro caso mais estradas, redes de água e saneamento assim como equipamentos públicos com menores escala (mais onerosos de manter). No segundo, mais custos para os particulares, pois não se consegue dar uma passo sem ser de automóvel, o que torna a vida mais difícil e dispendiosa para as famílias. Este efeito “moradia” sentiu-se ainda mais na Península de Setúbal (-2,2%) que no Litoral Alentejano (0,3) que teve uma variação positiva. O que reflecte uma procura mais intensa desta tipologia habitacional nos concelhos mais urbanizados do norte do distrito. Mas entre estes últimos, também as variações não foram uniformes, sendo a tendência a mesma: os concelhos com maior taxa de urbanização tiveram a variação mais negativa como por exemplo Almada (-4,9) ou Setúbal (-2,9). Tendo Alcochete (10,7) e o Montijo (15,1) a variação mais positiva, o que significa uma consolidação do tecido urbano com edifícios de habitação colectiva.

O crescimento populacional acompanha na Península de Setúbal a tendência aí registada no crescimento da oferta de alojamentos. O mesmo não se pode dizer no Litoral Alentejano onde todos os concelhos perdem população à excepção de Sines que tem uma variação positiva (5,0%). Mas o distrito, no seu todo, apresenta uma variação populacional positiva (7,8%).

No entanto, se compararmos a evolução da população com o número de habitantes, nesta última década, não podemos deixar de ficar surpreendidos. O número de habitantes no distrito de Setúbal entre, 2001 e 2011, variou em mais 61383 e o número de alojamentos em mais 66136, ou seja, foram construídos mais 4780 novos alojamentos do que o número de novos habitantes no distrito. Mesmo tendo a consciência que a família diminuiu, em média, de 2,71 para 2,48 no distrito, dificilmente podemos explicar por esta via a diferença registada. E se no Litoral Alentejano o fenómeno da segunda habitação e do turismo ajuda a explicar este crescimento, na Península de Setúbal, não conseguimos encontrar qualquer racionalidade.

Podemos perceber que apesar de nos encontrarmos em crise desde 2001, a última década, continuou a registar um crescimento significativo de novos edifícios no distrito e consequentemente de alojamentos, acompanhando, de resto, o país. Assim, apesar de algum abrandamento na construção desde 2001, parece ter sido só depois da crise de 2008 que verdadeiramente este tipo de crescimento terá efectivamente estagnado. Só aí o crédito bancário foi fortemente condicionado ou deixou mesmo de existir. E como talvez se venha a perceber no futuro foram efectivamente os mecanismos de facilitação do acesso generalizado ao crédito que permitiram, pelo que se percebe até há bem pouco tempo, o tipo de crescimento registado. Ou seja, este mecanismo, conjuntamente com o financiamento das autarquias locais e um conjunto de constrangimentos ao nível da recuperação do edificado existente, fomentou o tipo de ordenamento territorial registado nas últimas décadas.

Em síntese, temos um crescimento populacional do distrito essencialmente em torno do Arco Ribeirinho Sul, com particular significado o eixo dinamizado pelo novo corredor aberto pela nova ponte sobre o Tejo, desde Alcochete/Montijo e que se estende por Palmela (Pinhal Novo) até Setúbal, e do lado poente, o crescimento deu-se mais expressivamente no concelho de Sesimbra, estando praticamente estagnado na sua zona central (Barreiro Moita). Esta dinâmica demográfica acompanha a nova oferta habitacional.

A sul do distrito duas realidades distintas coexistem. A da costa Alentejana, que aumenta significativamente a oferta de alojamento, mas onde só Sines consegue fixar novos residentes e a do interior que continua a registar perdas significativas de população sem alterações no edificado.

Estas tendências anunciam a consolidação da Área Metropolitana de Lisboa a Sul, assumindo a Costa Alentejana, uma nova faceta de turismo, essencialmente de segunda habitação apostada na proximidade à grande metrópole. Só Sines parece consolidar uma vocação mais portuária e industrial capaz de se tornar conjuntamente com Setúbal, a norte, nos pólos fornecedores de comércio e serviços do Alentejo Litoral.

Por último, é bom registar algumas notas sobre as quais vale a pena reflectir. Nesta última década, tendência que já vinha da anterior, o crescimento de alojamentos foi superior ao do número de habitantes no distrito de Setúbal, o que não foi muito diferente do resto do país.

Esta realidade irá acarretar alguns custos, um dos quais a desvalorização do património, especialmente das periferias urbanas mais desqualificadas e menos equipadas. Deste ponto de vista construir habitação no futuro sem garantir um conjunto de bens e serviços essenciais na proximidade, entre os quais se contam os transportes públicos, deverá ser impedido, se não do ponto de vista legal, pelo menos do ponto de vista do consumidor informado, não comprando aí a sua casa. A habitação deverá por isso deixar de ser encarada como “produto”. A localização é um factor mais importante que o número de divisões, a tipologia ou os acabamentos. A localização vai tender a ser essencial, especialmente pelo custo acrescido das deslocações por força do aumento dos combustíveis.

Mas, por outro lado, esta realidade pode trazer uma nova esperança à requalificação das cidades existentes pois a expansão urbana parece ter tido, nesta década que findou, o seu último fôlego. Concentrando recursos, vontades e políticas que incentivem a regeneração urbana, permitindo, entre outras coisas, uma vida menos dependente do automóvel, é possível mudar a anterior tendência.

Assim, numa zona como o distrito de Setúbal e com este legado, a necessidade será a de não continuar a repetir os mesmos erros, corrigindo e melhorando o existente e, eventualmente, deixando cair alguns projectos de expansão insustentável que não ajudarão ninguém a viver melhor. As vantagens de viver numa região rica e com acesso fácil a um conjunto de valências proporcionadas pela integração metropolitana crescente, assim como a um conjunto de zonas de grande qualidade ambiental, poderão e deverão ser a aposta futura.

Paulo Pisco

Arquitecto/Urbanista



quarta-feira, agosto 31

Jorge Moreira da Silva


Hoje no Público JMS defende o que nos parece ser uma boa forma de reorientar a actividade económica e ambiental, evitando quebrar mais os já débeis rendimentos dos cidadãos nacionais. Assim defende uma taxa sobre o Carbono em vez da retirada do subsidio de Natal.

Boas ideias são necessárias. E temos de acabar com esta recorrente dualidade entre a auto-punição de alguns versus a total irresponsabilidade de outros. Existem outras vias para reorientarmos a trajectória nacional. Vamos a elas e não seguir só as receitas do costume.

terça-feira, agosto 30

Scientific American

A very good scientific magazine dedicate this September number to the stat of the art of urban issues...

And finally, several urban experts and researchers start to understand than knowledge is more important than infrastructure.

One the articles

Brains over Buildings

To rejuvenate urban centers, look to teachers and entrepreneurs

By Edward Glaeser

Even say that «skills, not structures, are the best antidote against urban failure»

sábado, agosto 20

180.000 visitors achieved

180 mil visitantes. Não é muito mas também já não é pouco. Obrigado a todos os que nos têm acompanhado nesta nossa intermitente, mas constante, aventura.

Não compreendemos o espanto!!!????


- Hoje no Público.

Não consigo perceber o espanto. Só conhecemos duas maneiras constantes para ter mais dinheiro:
Trabalhar mais (produzir);

Gastar menos (poupar).

Os portugueses estão a fazer o que se exige. A poupar (ou a gastar menos porque não têm) pois o futuro imediato não parece fácil... e, simultâneamente, esperamos que estejam também a produzir melhor. Não necessariamente mais.

A mistura entre o conceito de desenvolvimento e crescimento vai continuar a gerar muita confusão, especialmente naqueles que têm como objectivo apenas ter mais e mais. Podemos ter uma vida melhor com menos, se esse menos cortar no que não interessa e apostar no essencial.

O mito do crescimento infinito é assustador...mas ninguém parece querer abandoná-lo.