quinta-feira, maio 15

A escolha...


Pedro Passos Coelho (PPC) ao não se ter demarcado das declarações (e intenções) de Luís Filipe Menezes (LFM), proferidas hoje na SIC Noticias, acerca de Manuela Ferreira Leite, fica com a sua candidatura definitivamente amarrada a uma lógica de vingança e ajuste de contas. Não dele mas de outros, o que ainda é mais redutor.

As declarações de “bom rapaz” querendo estar de bem com todos não chegam para fazer um líder. A retórica liberal e moderna, por si, significam pouco. Para convencer o PSD, e o País, de que representa alguma mudança tem de fazer diferente e isso não se compadece com ausência de “espinha dorsal”. Com o seu silêncio PPC revelou que a lógica do voto é, para ele, muito mais importante do que a real vontade mudar a trangetória do Partido dos últimos anos. A "juventude" não é um valor. É uma circunstância. Passa com o tempo e muitas vezes, antes de tempo. Com este silêncio PPC explicitou a sua escolha: receber a herança que LFM entendeu deixar-lhe. Registámos.

6 comentários:

Anónimo disse...

Os apoios do PPC falam mais alto do que qualquer debate: um (ainda) líder que vem dizer mal do último governo do PSD (aliás, de Santana Lopes), aceitando um número inventado pelo PS (os tais 6,8%), que ele próprio criticava há semanas, e que afirma que a candidata à liderança do PSD foi, por exemplo, pior Ministra das Finanças do que Pina Moura... Os militantes do PSD que ponham os olhos neste apoios! E PPC que esclareça se acompanha estas afirmações !... Ao que isto chegou!!!!

Anónimo disse...

Será este o comentário de Pedro Passos Coelho?

"Apesar de Menezes não ter assumido um apoio explícito a Passos Coelho, o candidato disse ter ouvido «palavras amigas, encorajadoras e estimulantes» sobre uma candidatura que «não é de uma parte do partido mas do partido todo»."

Paulo Pisco disse...

Ao primeiro comentário não posso estar mais de acordo.

Relativamente ao segundo respondo no post original «Com o seu silêncio PPC revelou que a lógica do voto é, para ele, muito mais importante do que a real vontade mudar a trangetória do Partido dos últimos anos.»

Anónimo disse...

Não creio que este post e comentarios venham contribuir para o debate do que é mesmo importante para o PSD. Relativamente a Menezes, ele foi claro na qualidade da sua presença: Presidente da Concelhia de Gaia. Nada de novo. Tem sido assim com a maioria dos presidentes das estruturas do partido, em todo o país, com todos os candidatos sem excepção.

O conteúdo do discurso de Menezes só vincula o próprio, como qualquer outro militante com mais ou menos relevência no partido.

Não penso que PPC, MFL ou PSL , tenham que ir a terreiro se putativos apoiantes (ou não)- Pacheco Pereira,Rui Gomes da Silva, Menezes, etc. - dizem frases do tipo das proferidas. Não é essa a sua obrigação nesta fase do partido.

De resto os apoios de PPC são transversais às tendências do partido há certamente Menezistas, como Cavaquistas, como Barrosistas, etc. Logo, não existe esta lógica de andar a contar os votos que pode ganhar ou perder se tiver este ou aquele a apoia-lo.

Paulo Pisco disse...

Os líderes reconhecem-se tanto pelo que promovem como pelo rejeitam. E quando se começa por aceitar certos compromissos nem que seja pelo silêncio...O resto, como todos sabemos, torna-se apenas justificação.

Anónimo disse...

Bem...uma coisa é certa! Tanto Manuela Ferreira Leite como Pedro Santana Lopes, já foram governantes e dos maus! Aliás Manuela Ferreira Leite é uma declarada defensora desta ministra da educação e da suas políticas demagógicas, porque critica aquilo onde ela própria também participou (ministra da educação). Além disso, disfarçadamente, é certo, pactua com a política de Sócrates. Pedro Santana Lopes foi o que se viu como 1º ministro, muito hábil na retórica mas muito inábil na governação! Chegou a ser rídiculo.
Restará assim uma questão pertinente para os militantes do PSD: apresentarem ao eleitorado alguém que os portugueses já regeitaram? Ou partir assumidamente para uma renovação, livre de "barões" e de gente gasta?

Rui Silva

PS: Declaro, para que não hajam dúvidas, que não sou nem nunca fui, militante nem simpatizante do PSD e nem sequer seu votante! Apenas faço uma análise pessoal.
Portugal precisa de uma alternativa para o "reinado versailiano" de Sócrates, sob pena de o país emperrar em modo contínuo. O rotativismo pré republicano parece resusgir nefastamente sempre com os mesmos actores.