quinta-feira, outubro 5

Reflexões sobre a Arrábida 1


Num dia como o de hoje, em que o tempo é mais “elástico”, a vantagem de morar perto desta magnifica serra e deste deslumbrante rio é podermos, em 5 minutos estar, em família, a usufruir de tudo isto. Não é uma vantagem de somenos, para quem como nós faz da qualidade um objectivo central de vida. Os Setubalenses podem queixar-se de muita coisa e em muita dela com razão, mas não se podem queixar da natureza que os envolve.


A nascente de Albarquel, Setúbal ao fundo o Estuário do Sado, com a Península da Mitrena (zona industrial) com necessidade urgente de reconversão ambiental. Não pensamos que a industria tem de sair, apenas temos que a tornar mais amiga do ambiente. Sabemos que é caro. Mas estar numa região ambientalmente privilegiada, na Europa, tem de deixar de ser “para quem quer" e passar a ser só "para quem pode”. Esta praia vai ligar com a cidade através de um percurso maritimo, fronteiro a parque urbano, tornando-se a praia urbana, que a cidade deixou de ter durante o século passado.


A sul temos esta espectacular península de areia com nome clássico, Tróia. A nossa expectativa é a de que o “cavalo” desta vez traga no seu interior um turismo de elevada qualidade e para todo o ano. Assim saiba Setúbal acolher a especificidade do turista que vai procurar este lugar.


A serra com a praia em todo o seu esplendor. Apesar desta última ter de criar melhores infra-estruturas de serviço para os seus visitantes.

O confronto entre duas realidades da mesma serra. A beleza e os perigos que a espreitam.

O já velho problema da Secil que acaba por pagar o ónus por todas as "maldades" que a serra sofre. Sendo, no entanto, a única que contribue para a reflorestação provocada pelo efeito das pedreiras. A serra é devastada por muitas outras pedrieras, especialmente já no concelho de Sesimbra mas dessas ninguém fala. Não tem rosto e estão mais escondidas. Esperemos que este cenário de exploração de um parque natural por este tipo de actividade tenha os dias contados.


Uma das poucas imagens que sobram do tempo em que João Bénard da Costa era menino. Este magnifico exemplo de integração - realizado por Raúl Lino - que é a "Comenda" também encerra alguns perigos. O actual proprietário, promotor da maior urbanização clandestina de Portugal, a Quinta do Conde e adjacências, não terá comprado o imóvel para passar a sua velhice. Está, concerteza à espera da oportunidade de transformar esta grande propriedade num resort (como hoje se diz). O turismo para a Arrábida também tem muito que se lhe diga...

Bom feriado e Boa República.

1 comentário:

Bev Trayner disse...

Paulo ... Gosto muito o teu blog e as fotografias. Obrigada.

Entretanto, acresecentei o teu nome na lista de jantar.

Abraço