quarta-feira, novembro 26

Mudanças?


Arte Xávega

Tiago

2008


A crise económica que vivemos, como já referi anteriormente, é, em nossa opinião, apenas mais um sintoma de uma mudança de paradigma civilizacional que atravessamos e que baptizaram de: pós-Industrial; terceira vaga (Toffler); pós-Modernidade (muitos incluído Boaventura de Sousa Santos); etc.

Mas dadas as características globais que terá, não deixará, nada nem ninguém imune. A escassez vai gerar uma mudança de valores, necessariamente. O modelo de crescimento material ilimitado está esgotado. Temos todos de viver com o que temos. E a nossa enorme capacidade de adaptação assim o vai impor. Com mais ou menos sacrifícios, mas vai.

Por tudo isso parece-nos que o conceito de “competição” irá, progressivamente, ser substituído por “colaboração”. O que levanta um conjunto de novos desafios a todos níveis. Veremos…

3 comentários:

Anónimo disse...

Quando ouço a palavra "mudança" fico logo arrepiado! Mas não "puxo da pistola" como o outro. Sim...porque o termo, só por ser termo, não significa nada! Nem obrigatoriamente significa que se mude para algo de melhor! Esse tem sido o maior equívoco da modernidade.
A história também nos tem ensinado que também existem mudanças para pior! Por vezes para bem pior! Hitler e Estaline também "mudaram" ou não que não mudaram...e viu-se o resultado da mudança. Apenas por exemplo que absurdo.
Tudo reside no facto de nós próprios querermos melhorar essa "mudança" mesmo que para isso não tenha de existir fatalmente a mudança!
Camões dizia que "todo o mundo é composto de mudança", mas...atenção..."tomando sempre novas qualidades"! Essa a diferença.
Na realidade muito mais que a mudança importa a felicidade!
Ou não?

Um abraço caro Paulo

Rui Silva

Paulo Pisco disse...

Caro Rui

Concordo contigo.

Mas penso que não atribui "valor" à "mudança", apenas referi algo que me parece estar/vir a acontecer.

Pessoalmente penso, genericamente, que a mudança é um dado da vida, no sentido que Camões lhe deu.

Relativamente à "competição" e à "colaboração", ambos fazem parte da nossa natureza intrinseca. Nos últimos anos foi dada grande primazia ao primeiro. Passará, penso, num futuro próximo a existir um maior equilíbrio entre os dois.
Esta mudança será boa? Não sei, para alguns sim para outros nem tanto.
A felicidade é uma outra história, que também pode fazer "arrepiar" muita gente, ou mesmo levar a disparar...

Um abraço Rui

Anónimo disse...

Prefiro a felicidade à "mudança". A segunda só fará sentido se justificar a primeira!
Tal como disse anteriormente, esse tem sido o grande equívoco da modernidade!
E essa será a grande questão humanista a reflectir.

Saudações Paulo

Rui