domingo, novembro 12

Amadeo de Souza-Cardoso I


Entrada
1917,
óleo sobre tela com colagem 93,5 x 76 cm
Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa, Portugal



Juntamo-nos e durante esta semana, à iniciativa – extremamente meritória – da FCG, que vai inaugurar no próximo dia 14 de Novembro uma exposição retrospectiva da sua obra. Este pintor português (1887-1918) que atravessou a transição do século XIX para o XX, foi um dos poucos portugueses que acompanhou, no tempo "certo", as “vanguardas” internacionais. Para além de “certo” no tempo foi brilhante na forma e na cor. Na nossa modesta opinião é, provavelmente, o melhor pintor portugês de sempre. Atendendo que só teve cerca de uma década para realizar a sua notável obra, ainda se torna mais singular no nosso panorama.

Apesar de ter acompanhado as vanguardas da pintura europeia torna-se, simultaneamente, extremamente original. Um “não alinhado”. Esta data de inauguração comemora a sua ida para Paris. Cem anos depois. Comemora-se a saída e não o regresso ao país. Não deixa de ser muito português este gosto pelo“cosmopolitismo”, mas isso são outras histórias.

Tardava uma homenagem capaz de enaltecer a grandeza artistica e cultural do personagem. Bendita Fundação.



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