quinta-feira, setembro 15

15 de Setembro dia de Bocage


Apenas vi do dia a luz brilhante

Apenas vi do dia a luz brilhante
Lá de Túbal no empório celebrado,
Em sanguíneo carácter foi marcado
Pelos Destinos meu primeiro instante.
Aos dois lustros a morte devorante
Me roubou, terna mãe, teu doce agrado;
Segui Marte depois, e enfim meu fado,
Dos irmãos e do pai me pôs distante.
Vagando a curva terra, o mar profundo,
Longe da Pátria, longe da ventura,
Minhas faces com lágrimas inundo.
E enquanto insana multidão procura
Essas quimeras, esses bens do mundo,
Suspiro pela paz da sepultura

Manuel Maria Barbosa du Bocage

4 comentários:

Anónimo disse...

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lazuli disse...

Bom dia, quase às 3 da manhã.. Estas palavras serão lidas já durante o dia, na melhor das hipóteses. Verifico que ontem foi dia de Bocage, e eis alguém que se lembrou de pôr um poema dele e uma fotografia. Memórias de Adriano, livro inesquecível de Margueritte Yourcenar..

Paulo Pisco disse...

Obrigado pela visita. Memórias de Adriano é de facto um livro inesquecível.
Tal como Veneza é também inesquecível.

alias disse...

Realmente, é sempre necessário lembrar os grandes escritores. Sobretudo quando estão esquecidos, ou são (quase) só lembrados em anedotas, como Bocage.